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Altair Souza Rezende: 25 anos produzindo cachaça artesanal em Juruaia
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G122.05.2026Agriculture3 dk okumaBrazil

Altair Souza Rezende: 25 anos produzindo cachaça artesanal em Juruaia

Tradição mineira de cachaça de alambique resiste e se renova no Sul de Minas.

Auf einen Blick

  • Altair Souza Rezende, em Juruaia, celebra 25 anos de produção artesanal de cachaça de alambique.
  • A tradição mineira, reconhecida como patrimônio cultural, ganha novas versões e planos de expansão, conquistando mercados nacionais e internacionais.

KI-generierte Zusammenfassung

Warum es wichtig ist

A cachaça de alambique, produzida artesanalmente em Minas Gerais, é um patrimônio cultural imaterial do estado. A tradição, que envolve colheita manual da cana e fermentação cuidadosa, diferencia-se da produção industrial.

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Altair Souza Rezende e seu alambique em Juruaia: há 25 anos produzindo cachaça artesanal numa tradição que resiste e se renova no Sul de Minas — Foto: Foto: Divulgação.

Existe uma bebida que resume melhor do que qualquer outra o jeito mineiro de viver: a cachaça de alambique. Não aquela produzida em escala industrial, sem rosto e sem história, mas a que nasce devagar, em cobre, com a cana colhida na hora certa e a fermentação acompanhada de perto por quem aprendeu o ofício observando os vizinhos, a tradição dos mais velhos e a paciência de quem sabe que bebida boa não tem pressa. No interior do Sul de Minas, essa tradição é rotina.

A fabricação de cachaça em alambiques é declarada patrimônio cultural imaterial de Minas Gerais por lei estadual de 2007, reconhecimento que atesta o peso histórico e cultural dessa prática na vida do mineiro, e os números confirmam: Minas Gerais é o maior produtor nacional de cachaça de alambique do país, com mais de 350 cachaçarias e quase 1.800 marcas registradas, de cada três cidades que possuem estabelecimentos registrados no Brasil, uma é mineira.

O que faz a cachaça de alambique ser diferente

A diferença começa no processo. A produção artesanal é realizada em escala menor, em alambique de cobre e de forma descontínua, o que significa que cada lote é único, produzido com atenção a cada etapa, sem a pressa da produção industrial. O resultado é uma bebida com personalidade própria, que carrega no sabor as características da cana, do solo, da água e das mãos que a produziram.

A principal diferença entre a cachaça ouro e a cachaça prata está no armazenamento: a ouro é envelhecida em barris de madeira, como carvalho, amburana ou jequitibá, ganhando coloração dourada e sabores mais complexos e amadeirados, enquanto a prata é armazenada em dornas de inox, preservando o perfil original da cana. Nos alambiques do Sul de Minas, as duas versões têm seus devotos, e cada produtor tem sua receita preferida para cada uma.

Uma tradição que atravessa gerações em Juruaia

Altair Souza Rezende é um dos guardiões dessa tradição em Juruaia. Há cerca de 25 anos, inspirado pelos vizinhos que mantinham alambiques na região, ele decidiu montar o seu próprio e entrou de vez no mundo da cachaça artesanal.

"Meus vizinhos aqui na época tinham os alambiques. Hoje só tem mais dois. Na época tinha mais. E eu, graças a Deus, estou conseguindo sobreviver nessa luta", conta.

O processo que Altair desenvolveu ao longo dessas décadas combina o melhor do artesanal com a evolução natural de quem foi aprendendo na prática. O corte da cana é manual, a fermentação é feita à base de milho e arroz, uma receita artesanal que define o caráter da bebida, e a destilação, que começou completamente artesanal, foi evoluindo com o tempo.

"Quando eu comecei era mais artesanal. Hoje a minha destilação já está partindo para o lado industrial", explica, sem abrir mão das etapas que fazem a diferença no sabor final.

Sua marca mais conhecida, a Tahir, já está há 20 anos no comércio e é vendida em cidades como Poços de Caldas, Muzambinho, Guaxupé, Juruaia e Nova Resende, num raio regional que Altair quer ampliar em breve. "Tenho os planos de expandir. Cidade de São Paulo, outros lugares, outras praças", conta. Para isso, está lançando também uma linha de cachaças de sabor, sob a nova marca Sabaré, apostando na inovação sem perder a essência artesanal que construiu ao longo de décadas.

Um produto que o mundo está descobrindo

A cachaça artesanal mineira já não é segredo só do interior. Minas Gerais conta com mais de 500 alambiques registrados e 250 marcas certificadas pelo Instituto Mineiro de Agropecuária, que vão desde produções familiares de pequena escala até grandes marcas que exportam a bebida para dezenas de países. O mercado global está descobrindo o que os mineiros já sabem há séculos: que a cachaça de alambique, feita com cuidado e tradição, é uma das grandes bebidas destiladas do mundo.

Em Juruaia, esse patrimônio líquido faz parte da paisagem cultural da cidade, mais um motivo para quem visita a região reservar tempo para ir além do centro e conhecer o interior mineiro em toda a sua profundidade.

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Worauf zu achten ist

KI-Ausblick — Möglichkeiten, keine Fakten

  • Expansão da marca Sabaré para outros estados, como São Paulo.

    Wahrscheinlich · Mittelfristig

  • Aumento da exportação de cachaça artesanal mineira para novos mercados internacionais.

    Möglich · Langfristig

Offene Fragen

  • Quais são os planos específicos de expansão de Altair Souza Rezende para outros estados e países?
  • Qual o volume de produção atual da marca Tahir e da nova linha Sabaré?
  • Como a transição para uma destilação mais industrial afeta o caráter artesanal da cachaça de Altair?
  • Quais são os principais mercados internacionais para a cachaça artesanal mineira?

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This article was originally published by G1.

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