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BackAnemia Falciforme: O Diagnóstico Precoce e os Desafios da Doença
Anemia Falciforme: O Diagnóstico Precoce e os Desafios da Doença
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G120.06.2026Gesundheit5 dk okumaBrazil

Anemia Falciforme: O Diagnóstico Precoce e os Desafios da Doença

Auf einen Blick

  • O diagnóstico precoce da anemia falciforme, feito pelo teste do pezinho, é crucial para o acompanhamento da criança.
  • A doença, que causa dores intensas e complicações, exige vigilância constante e apoio médico especializado, apesar dos desafios na rede de atendimento.

KI-generierte Zusammenfassung

Warum es wichtig ist

A anemia falciforme é uma doença hereditária crônica que afeta os glóbulos vermelhos, causando crises de dor e outras complicações. O traço falciforme, por outro lado, é uma característica genética sem sintomas.

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O diagnóstico veio pelo teste do pezinho, feito nos primeiros dias de vida da criança. Até então, Leila conta que sabia apenas que possuía o traço falciforme, uma alteração genética que não provoca sintomas, descoberto ainda durante a gravidez no pré-natal.

O que a família desconhecia era que o pai da pequena Ester, Dhomini Gomes, também carregava a mesma característica genética e não sabia. Com a confirmação da doença, medo e incertezas tomaram conta do casal até o nascimento da filha.

Casal soube que filha tinha anemia falciforme após fazer o teste do pezinho — Foto: Arquivo pessoal

“Eu lembro que a gente chorou muito. Foi pesado. A gente recebeu a informação pelo celular e levou um choque. Como qualquer pessoa faria, fomos pesquisar na internet e começaram a aparecer informações sobre pouco tempo de vida, complicações, internações e transfusões. Nosso mundo desabou porque a gente não estava preparado para aquilo”, relembra Leila.

📌 Entenda a diferença entre o traço e a anemia falciforme:

🔬🧪 Traço: Não é uma doença falciforme, não é grave, nem causa anemia ou dor. Quem tem traço possui apenas uma característica genética. A pessoa não desenvolve a doença nem apresenta alterações no sangue.

🧬🩸Anemia falciforme: Doença hereditária e crônica. Tem esse nome por uma alteração dos glóbulos vermelhos. Em vez de um formato circular, que circula fluidamente pelas veias, as células de quem tem a doença falciforme são como uma foice. Com mais dificuldade para percorrer o corpo, causam crises de dor e podem originar AVC, dificuldade respiratória, anemia e outras complicações.

Após descobrir que tinha o traço falciforme, Leila Benício acreditava, inicialmente, que a filha pudesse ter herdado a mesma condição e não a doença. A expectativa de a filha não nascer com o problema de saúde a deixou tranquila por um tempo.

“Mas, depois veio a confirmação da doença. Desde aquele dia, começamos o acompanhamento. Tivemos apoio da equipe médica, da assistente social e da hematologista. Eles sentaram com a gente, explicaram tudo e nos fizeram respirar novamente. Nos sentimos acolhidos”, afirma.

Pais de Ester têm o traço falciforme e ela nasceu com a doença, que causa dores insuportáveis — Foto: Reprodução

Vigilância permanente

Ester faz acompanhamento especializado desde o primeiro mês de vida. Consultas frequentes, medicamentos e monitoramento constante passaram a fazer parte da rotina familiar. Em alguns momentos, a menina também precisou passar por transfusões de sangue durante crises.

De acordo com Leila, a família vive em estado permanente de atenção. Se o tempo muda, por exempo, os pais ficam atentos porque o frio ou calor em excesso podem desencadear uma crise de dores na criança.

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Ao longo de três anos, Ester precisou de quatro transfusões de sangue. Foram várias internações e longos dias nos hospitais com a filha.

“Quando percebemos algum sinal de crise, precisamos nos organizar rapidamente e procurar uma emergência.Temos uma rotina bem certinha com ela, com boa alimentação, cuidando muito para não ficar doente. Tentamos criar ela o mais saudável possível”, conta.

A mãe destaca que Ester não pode fazer nenhum esforço que possa alterar a oxigenação dela. Até ela brincar demais pode gerar uma crise. "Ela não vai poder fazer educação física em excesso, não vai poder praticar esportes que exigem impacto, que precise dessa oxigenação. Não pode viajar para lugares frios. Tudo que afeta a oxigenação do sangue dela pode gerar uma crise", lamenta.

Leila também chama atenção para a falta de conhecimento sobre a doença e para as dificuldades enfrentadas durante os atendimentos. “Muitas vezes as pessoas enxergam como uma dor simples, mas as dores são muito intensas. Em algumas situações, precisam ser controladas com morfina”, relata.

Para o pai de Ester, Dhomini Gomes, o acompanhamento da filha também evidenciou os desafios na rede de atendimento especializado.

Ester também precisou passar por transfusões de sangue durante crises da doença — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

“Acredito que poderia haver mais hematologistas no estado. Também seria importante que essas crianças fossem atendidas em um hospital específico para elas e não precisassem recorrer ao pronto-socorro comum sempre que enfrentam uma crise”, defende.

Mesmo com as dificuldades, o casal segue determinado em garantir que Ester tenha uma uma infância cercada de cuidado, acolhimento e oportunidades.

Para Leila, o caminho foi marcado pelo medo, mas também pela descoberta de que é possível conviver com a condição quando há acompanhamento adequado. “A gente aprendeu que não está sozinho. O diagnóstico assusta, mas a informação e o acolhimento fazem toda a diferença”, conclui.

Diagnóstico precoce

O mês de junho é dedicado para a conscientização sobre a doença que afeta milhares de brasileiros.

A Campanha Junho Laranja busca ampliar o acesso à informação e reforçar a importância do diagnóstico precoce, do tratamento contínuo e do combate ao preconceito que ainda cerca a doença.

Teste do pezinho é responsável pelo diagnóstico precoce da anemia falciforme — Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF

Segundo o médico hematologista Leonardo Assad, a mudança genética provoca deformações nas hemácias, que passam a assumir o formato semelhante ao de uma foice.

“A hemoglobina sofre uma mutação e forma uma cadeia anormal chamada hemoglobina S. Isso faz com que a hemácia se deforme e tenha dificuldade para circular pelos vasos sanguíneos. Como consequência, o sangue não chega adequadamente aos tecidos, causando dores e diversas complicações”, explica.

“O teste do pezinho identifica a presença da hemoglobina S e permite o acompanhamento desde os primeiros dias de vida. O diagnóstico precoce é essencial para que possamos manejar melhor o paciente ao longo do tempo”, ressalta.

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Offene Fragen

  • Quais são as políticas públicas atuais para ampliar o número de hematologistas?
  • Existem hospitais especializados em anemia falciforme no Brasil?
  • Como a falta de conhecimento sobre a doença impacta o tratamento em larga escala?

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This article was originally published by G1.

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