Associação de pescados dos EUA defenderá produto nacional contra tarifas
Auf einen Blick
- A National Fisheries Institute (NFI), maior associação de pescados dos EUA, defenderá o produto nacional brasileiro contra novas tarifas.
- O argumento central é que o Brasil não compete com os EUA, fornecendo tilápia e outros produtos que os americanos não produzem, dependendo da China.
KI-generierte Zusammenfassung
Warum es wichtig ist
O setor de pescados brasileiro enfrenta a ameaça de tarifas de importação impostas pelos EUA, que já aplicaram taxas sobre mercadorias brasileiras por questões como desmatamento e trabalho forçado.
A defesa do produto nacional será feita pela maior associação de pescados dos EUA, a National Fisheries Institute (NFI), conta Eduardo Lobo, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca).
Segundo ele, a apresentação deve repetir, em grande parte, os pontos levados ao governo americano no ano passado, quando o setor enfrentou tarifas de 50%.
"O nosso argumento central é que o Brasil não compete com os americanos, pois exporta produtos que os EUA não produzem internamente. O principal exemplo é a tilápia. Nesse setor, nós somos um fornecedor de segurança para os EUA, pois eles dependem muito da China", destaca.
➡️ Contexto: em 1º de junho, Trump propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, após uma investigação sobre desmatamento ilegal, pirataria e PIX. No dia seguinte, anunciou taxas adicionais de 12,5% para 60 países por falha no combate ao trabalho forçado, incluindo o Brasil.
Lobo acrescenta que a defesa também destacará os protocolos sanitários, trabalhistas e ambientais adotados pelo Brasil. "Vamos enfatizar que o país cumpre rigorosamente as normas internacionais e que não há trabalho infantil ou escravo na nossa produção", afirma.
"Além disso, diferentemente da pesca industrial em larga escala, nossa produção é predominantemente artesanal, realizada por pequenas embarcações familiares, o que resulta em baixo impacto ambiental", diz.
O g1 procurou a National Fisheries Institute para saber mais detalhes sobre a defesa, mas não teve resposta até a publicação desta reportagem.
Em depoimento ao Escritório de Comércio dos EUA (USTR) no dia 5 de maio, o diretor jurídico da entidade, Bob De Haan, pediu ao governo Trump que não taxasse a importação de pescados. Na ocasião, ele disse que a medida, caso adotada, vai pressionar a inflação aos consumidores americanos.
"Os estoques pesqueiros dos EUA já são explorados em seu limite sustentável e, por questões climáticas e geográficas, muitas vezes não há substitutos produzidos no próprio país. Por isso, os fornecedores americanos precisam recorrer ao mercado internacional", disse De Haan, segundo nota publicada pela NFI.
O presidente da Abipesca reforça que o Brasil não é o principal fornecedor de pescados para os Estados Unidos. A liderança desse mercado é ocupada pela China.
Atualmente, os produtos brasileiros respondem por cerca de 5% de todas as importações americanas de pescado. Nos últimos anos, porém, importadores dos EUA vinham ampliando as compras do Brasil na tentativa de reduzir a dependência dos fornecedores chineses, diz Lobo.
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Pescado como moeda de troca
Questionado sobre por que os pescados ficaram de fora da lista de isenções do tarifaço, Lobo acredita que o produto é apenas mais um entre os itens brasileiros usados pelos EUA como moeda de troca em outras negociações.
"Toda a negociação precisa ter uma moeda de troca. Como o pescado tem o menor valor financeiro em volumes comercializados com os EUA quando comparado a outras proteínas, ele acabou sendo usado", comenta Lobo.
Ao contrário dos pescados, a carne bovina brasileira tem sido alvo frequente de críticas por parte de Trump, que chegou a acusar o setor de usar trabalho forçado na produção. Ainda assim, o produto foi incluído na lista de isenções das duas novas tarifas.
Setor busca outros mercados
A indústria brasileira de pescados depende muito do mercado americano. Segundo a Abipesca, 90% de toda a tilápia exportada pelo Brasil vão para os EUA. Considerando todas as espécies, o mercado americano absorve cerca de metade das exportações brasileiras.
"Estamos apreensivos, mas o setor amadureceu muito depois de tudo o que passou. Estamos lutando bastante para não diminuir produção, nem perder postos de trabalho", diz Lobo. Após o susto em 2025, o setor intensificou a busca por novos clientes.
Houve abertura de mercados em países asiáticos, como Singapura e Taiwan, além da Austrália, na Oceania. No Oriente Médio, o Brasil passou a exportar para os Emirados Árabes Unidos e o Catar. Paralelamente, ampliou de forma significativa suas vendas para a China, que passou a absorver uma parcela importante da produção brasileira.
Apesar dos avanços, os novos mercados ainda não compensaram a queda nas exportações para os Estados Unidos.
"Não compensou porque é o início de um trabalho. É muito difícil você substituir em um ano ou dois o maior mercado consumidor de pescados do mundo", ressalta.
No ano passado, o Brasil exportou US$ 370 milhões para os Estados Unidos em pescados, cerca de US$ 100 milhões a menos do que em 2024. Para este ano, a expectativa era alcançar US$ 500 milhões em vendas, mas a ameaça de novas tarifas deve frustrar essa expectativa.
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Worauf zu achten ist
KI-Ausblick — Möglichkeiten, keine Fakten
NFI apresentará argumentos contra tarifas em defesa do pescado brasileiro.
Sehr wahrscheinlich · Innerhalb von Wochen
Brasil intensificará busca por novos mercados de exportação de pescado.
Sehr wahrscheinlich · Innerhalb von Monaten
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- Qual será a resposta final dos EUA às negociações?
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