Avião Bandeirante que salvou vidas no Amapá vira atração cultural
Auf einen Blick
- O avião Bandeirante, que realizou mais de 200 voos para salvar vidas no Amapá, foi incorporado ao acervo cultural do Parque Residência em Macapá.
- O piloto Carlos Lima, "Comandante Carlão", relembrou missões emocionantes.
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Warum es wichtig ist
Carlos Lima, conhecido como "Comandante Carlão", é um piloto de 72 anos com uma longa história no Amapá, tendo realizado mais de 200 voos com o avião Bandeirante do Governo do Estado. O avião, fabricado em 1975 e incorporado ao Amapá em 1979, foi crucial para o apoio em emergências médicas no interior do estado.
Aos 72 anos, Carlos Lima, conhecido como “Comandante Carlão”, é um nome marcante da história do Amapá. À frente de mais de 200 voos com o avião Bandeirante do Governo do Estado, ele guarda memórias emocionantes. Para o piloto, a maior missão sempre foi salvar vidas.
O Bandeirante, fabricado em 1975 e incorporado ao Amapá em 1979, marcou a aviação regional. Além de agendas oficiais, serviu como apoio em emergências médicas no interior do Estado.
Nesta quinta-feira (21), o avião foi levado pelas ruas de Macapá e passou a integrar o acervo cultural do Parque Residência. O espaço reforça a preservação da memória e amplia os atrativos turísticos da capital.
Carlão iniciou o curso de aviação em Belém, mas precisou ir ao Rio de Janeiro para obter a carteira de piloto comercial. Morou alguns anos na cidade e voltou ao Amapá após a morte da mãe.
O retorno marcou um novo capítulo em sua vida. Na gestão do governador Anibal Barcellos, o Amapá recebeu o Bandeirante por meio de doação articulada com o Ministério do Interior, então comandado por Mário Andreazza.
Na época, o Amapá ainda era território federal, com poucos recursos e tecnologia. A chegada da aeronave representou um novo momento para a região.
“Esse avião nos trouxe outra visão da aviação. Tivemos que estudar e nos aprimorar. Ele é veloz e, embora fosse para 14 passageiros, veio na versão executiva, com apenas sete lugares”, contou Carlão.
Avião Bandeirante está estacionado no Parque Residência — Foto: Mariana Ferreira/g1
Ao relembrar as histórias, Carlão se emociona. Para ele, a trajetória é símbolo de honra, por ter ajudado no tratamento de tantas pessoas que precisavam ser levadas do interior para a capital.
Sem celular na época, Carlão vivia de plantão, pronto para atender qualquer emergência.
"As missões aconteciam nas pistas de Oiapoque, Calçoene, Amapá, Porto Grande e Monte Dourado. Além dos voos diários, haviam missões para salvar vidas. Muitas pessoas foram atendidas em emergências, e são inúmeros os depoimentos de familiares que tiveram vidas salvas”, relembrou.
Entre as memórias, Carlão lembra o resgate de um bebê prematuro no município de Amapá. A criança precisou ser transferida com urgência para a capital. De carro, seriam três horas de viagem; de avião, apenas 30 minutos.
Para Carlão, a integração da aeronave ao acervo do Parque Residência garante que a história continue viva. Localizado no Centro de Macapá, o espaço permitirá que a população tenha acesso a uma relíquia do ex-território.
“Fico feliz. Essa máquina vai atravessar o tempo e perpetuar a história da aviação no Amapá”, disse Carlão emocionado.
Carlos Lima, conhecido como “Comandante Carlão” — Foto: Albenir Souza/Rede Amazônica
Para o piloto, a aviação é um dos maiores orgulhos. Ele descreve a relação como uma troca de energia que vai além da condução. O amor é tão grande que seus dois filhos também seguiram a carreira de piloto
O Parque Residência será inaugurado nesta sexta-feira (29) e estará aberto para visitação dos amapaenses.
Parque Residência, em Macapá — Foto: Mariana Ferreira/g1
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Offene Fragen
- Qual o número exato de vidas salvas pelo avião Bandeirante?
- Quantos voos foram dedicados especificamente a missões de salvamento de vidas?
- Qual o estado de conservação atual do avião Bandeirante?
- Quais outras aeronaves marcaram a história da aviação no Amapá?






