Eilmeldung
ESAlvise Pérez y Núcleo Nacional evacuados de Ceuta por contramanifestacionesESHombre de 26 años hospitalizado grave tras agresión en discoteca de MadridESTerremoto de magnitud 4.1 sacude la Región de MurciaESDetenido un hombre en Getxo por agresión sexual 'in fraganti' a una jovenESTrece muertos al estrellarse avioneta con turistas en Perú cerca de las Líneas de NazcaESTrump pospone ataque a Irán tras 'alcanzar las bases de un acuerdo' sobre OrmuzESLa tragedia migratoria de Ceuta: 72 muertos en el cruce masivo más letalESDíaz Ayuso critica la "invasión intolerable" en Ceuta y el "caos continuo" en EspañaESColisión de helicópteros durante extinción de incendio forestal en GreciaESEl viaje de Amadou: de la guerra en Sudán a la espera de asilo en CeutaESAlvise Pérez y Núcleo Nacional evacuados de Ceuta por contramanifestacionesESHombre de 26 años hospitalizado grave tras agresión en discoteca de MadridESTerremoto de magnitud 4.1 sacude la Región de MurciaESDetenido un hombre en Getxo por agresión sexual 'in fraganti' a una jovenESTrece muertos al estrellarse avioneta con turistas en Perú cerca de las Líneas de NazcaESTrump pospone ataque a Irán tras 'alcanzar las bases de un acuerdo' sobre OrmuzESLa tragedia migratoria de Ceuta: 72 muertos en el cruce masivo más letalESDíaz Ayuso critica la "invasión intolerable" en Ceuta y el "caos continuo" en EspañaESColisión de helicópteros durante extinción de incendio forestal en GreciaESEl viaje de Amadou: de la guerra en Sudán a la espera de asilo en Ceuta
Newsgather
ZurückChina propõe reforma da ONU e critica protecionismo em documento
China propõe reforma da ONU e critica protecionismo em documento
In Entwicklung
G117.6.2026Welt4 Min. LesezeitBrazil

China propõe reforma da ONU e critica protecionismo em documento

Auf einen Blick

  • China lança documento "Construir um Sistema de Governança Global Mais Justo e Razoável", defendendo a ONU e criticando protecionismo e unilateralismo.
  • O texto propõe reforma do sistema internacional, fortalecimento do Sul Global e regulamentação de novas fronteiras de cooperação.

KI-generierte Zusammenfassung

Schriftgröße

O Gabinete de Informação do Conselho de Estado da China publicou oficialmente nesta quarta-feira (17) um documento intitulado "Construir um Sistema de Governança Global Mais Justo e Razoável: Conceitos, Princípios e Ações". O texto apresenta a diagnóstico chinês sobre a conjuntura internacional e detalha as diretrizes de Pequim para a reforma Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo o texto, o cenário atual é crítico e exige mudanças imediatas. O manifesto afirma de forma categórica que "a embarcação da civilização humana entrou em águas perigosas, repletas de recifes e tempestades".

Diante desse cenário, aponta que o mundo necessita revitalizar o multilateralismo, salvaguardar as regras internacionais e elevar a eficácia da governança. Apesar do tom de contestação às barreiras econômicas e à conduta de potências ocidentais, o documento da China não cita nominalmente os Estados Unidos.

De acordo com o documento, em 2025 o número de conflitos armados atingiu o recorde mais alto desde o fim da Segunda Guerra Mundial, com mais de 50 países diretamente envolvidos. Diante da expansão dos gastos militares globais e do que chama de "ressurgimento da escória do militarismo", o manifesto alerta para os riscos da proliferação e do "compartilhamento nuclear" no momento de fragilidade da segurança internacional.

Defesa da ONU

No centro das propostas divulgadas nesta quarta-feira está o posicionamento da China em defesa do papel central da Organização das Nações Unidas (ONU). O documento reforça que o sistema internacional desempenha um papel insubstituível, mas que o modelo atual apresenta pontos de desajuste e incompatibilidade.

O texto atribui essa paralisia institucional à conduta de certas grandes potências, que frequentemente abandonam tratados, cortam fundos e obstruem decisões em órgãos como o Conselho de Segurança e a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Ainda assim, Pequim rejeita uma ruptura total com a ONU.

"É preciso defender inabalavelmente o sistema internacional centrado nas Nações Unidas (...) em vez de começar do zero com outro sistema."

O governo chinês argumenta que, embora o atual sistema de governança não seja perfeito, o caminho correto é reformar e aperfeiçoar o modelo caminhando junto com o tempo, corrigindo as lacunas existentes.

O documento pontua que as injustiças atuais não ocorrem por obsolescência da Carta da ONU, mas por falta de implementação eficaz. O texto enfatiza que o direito internacional deve ser aplicado de forma igualitária e unificada "e não adotado quando convém e descartado quando não convém".

Fortalecimento do Sul Global

Outro pilar central do documento é a reiteração do compromisso da China com os países em desenvolvimento. Pequim argumenta que a monopolização dos assuntos internacionais por uma minoria de países tornou-se insustentável e que as injustiças históricas de longa data precisam ser corrigidas de forma definitiva.

Para o governo chinês, o Sul Global já traz novos ares para a governança global por meio de blocos e fóruns consolidados, destacando a expansão histórica do BRICS, o papel territorial da Organização para Cooperação de Xangai (OCX) e a atuação do G20.

🔎Sul Global é um termo utilizado para se referir a países emergentes ou cujas economias estejam em desenvolvimento, e que estão historicamente fora do eixo de poder das grandes potências — como Estados Unidos e Europa, por exemplo. Alguns dos principais países que compõem o Sul Global são: Brasil, Argentina, África do Sul, Índia, China, Irã e Arábia Saudita, por exemplo.

Como guia para essa reestruturação, o documento propõe cinco conceitos centrais: igualdade soberana, respeito ao Estado de Direito internacional, prática do multilateralismo, centralidade nas pessoas e foco na ação. O texto reforça que as nações devem negociar em termos de igualdade, colocando o tratamento igualitário e o respeito mútuo em primeiro lugar nos debates globais.

Críticas ao protecionismo

Em formato de manifesto, a China utiliza o documento para direcionar críticas a posturas isolacionistas e barreiras comerciais, denunciando o avanço do protecionismo e a imposição arbitrária de tarifas. O documento acusa determinados países de generalizarem o conceito de segurança nacional para reprimir o desenvolvimento tecnológico de outras nações.

O texto classifica o unilateralismo e o hegemonismo como fontes de caos que atropelam as normas básicas internacionais.

"Países isolados usam o tamanho para intimidar os menores e a força para oprimir os fracos (...) praticam o princípio de 'meu país primeiro' e adotam padrões duplos, desafiando a justiça internacional por interesses egoístas; costuram pequenos blocos e círculos fechados, repetindo no século XXI o velho roteiro de instigar a divisão."

O manifesto aponta ainda que interesses privados têm bloqueado reformas de cotas e direitos de voto no Fundo Monetário Internacional (FMI) e no Banco Mundial, gerando atrasos. Diante disso, o documento introduz a urgência de regulamentar novas fronteiras da cooperação humana — como o mar profundo, as regiões polares, o espaço sideral e o ambiente cibernético —, defendendo que esses setores sejam guiados por princípios de paz e soberania, tornando-se campos de cooperação e não de batalha.

"Os países não estão navegando separadamente em mais de 190 pequenos botes, mas dividem um grande navio com um destino compartilhado". O texto conclui reforçando que o multilateralismo não é uma escolha, mas o único caminho viável para as nações.

Verwandte Themen

This article was originally published by G1.

Ähnliche Meldungen

Mehr zu diesem ThemaONU