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Copa do Mundo começa com novo formato e tensões políticas
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G111.06.2026Sport3 dk okumaBrazil

Copa do Mundo começa com novo formato e tensões políticas

Torneio inédito com 48 seleções tem maior parte dos jogos nos EUA, afetados por políticas anti-imigração de Trump.

Auf einen Blick

  • A Copa do Mundo de 2026 inicia com formato expandido para 48 seleções e sedes triplas (EUA, México, Canadá).
  • O torneio é marcado por tensões políticas, com políticas anti-imigração de Trump afetando delegações e torcedores, especialmente do Irã e Iraque, além de um árbitro somali.

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Warum es wichtig ist

A Copa do Mundo de 2026 começa com um formato inédito de 48 seleções e sedes triplas nos EUA, México e Canadá. O torneio acontece em um cenário de tensões geopolíticas, com destaque para as políticas anti-imigração do governo Trump, que afetaram a delegação iraniana e outros participantes.

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A Copa do Mundo começa nesta quinta-feira (11) com um formato inédito e em meio a um cenário de tensões geopolíticas, incluindo a guerra entre EUA e Irã e a política anti-imigração do governo Trump.

O torneio terá abertura no México, mas a grande maioria dos 104 jogos – 78 deles – acontecerá nos Estados Unidos. A seleção iraniana, turistas e membros de outras delegações foram afetados por decisões do governo americano.

Nesta edição, a Copa do Mundo estreia um novo formato com 48 seleções, um aumento significativo em relação às 32 do modelo antigo, vigente entre 1998 e 2022. Na fase de grupos, as equipes estão divididas em 12 grupos de quatro integrantes. Os dois primeiros de cada grupo avançam, juntamente com os oito melhores terceiros colocados. A partir daí, os 32 classificados seguem para a fase de mata-mata, que terá uma rodada a mais do que as Copas anteriores.

Pela primeira vez, a Copa do Mundo terá três países-sede: EUA, México e Canadá. A competição já foi distribuída entre duas nações em 2002, com Japão e Coreia do Sul recebendo os jogos.

Dos 16 estádios onde as partidas serão realizadas, três ficam no México (Cidade do México, Guadalajara e Monterrey), e dois, no Canadá (Vancouver e Toronto). Os EUA, com 11 cidades-sede, serão os principais anfitriões do torneio. Todos os jogos de mata-mata, com exceção de um a ser disputado no Estádio Azteca, no México, ocorrerão em campos americanos.

Esse protagonismo também é fonte de tensões já fortes antes mesmo do primeiro toque na bola. A Copa do Mundo ocorre em meio ao reinício das agressões entre EUA e Irã, que fazem ressurgir a guerra iniciada em fevereiro pelos americanos e por Israel. Mesmo com um cessar-fogo costurado em abril, o conflito teve impacto no esporte: o Irã, classificado para a competição, fará todos os seus jogos da fase de grupos nos EUA.

A relação do governo Trump em relação à delegação iraniana é de uma hostilidade indisfarçável. A seleção se hospedaria em Tucson, no Arizona, mas mudou seus planos e se estabeleceu em Tijuana, no México, depois que os EUA disseram que não permitiriam que jogadores e comissão pernoitassem em seu território durante o evento. Além disso, muitos membros da comissão tiveram seu visto negado, e os jogadores tiveram os vistos americanos aprovados apenas na semana passada.

As restrições atingiram também os torcedores do país. Na terça-feira (9), dois dias antes do início do torneio, os EUA anunciaram a retirada da cota de 8% dos ingressos por partida destinada aos iranianos em jogos de sua seleção.

Mas a seleção iraniana não é a única a sentir os efeitos das políticas de Trump. O governo do republicano tem apostado em uma forte agenda anti-imigração, que afetou outros competidores. O atacante iraquiano Aymen Hussein foi detido e interrogado por sete horas logo após pousar em Chicago. O fotógrafo oficial da delegação do Iraque teve conteúdos de seu celular checados e sua entrada nos EUA foi negada.

O caso mais comentado pela imprensa internacional, no entanto, foi do árbitro somali Omar Artan. Considerado o melhor do continente, e tendo apitado a final da Champions League africana, Artan, escalado pela Fifa para a Copa do Mundo, teve sua entrada negada no aeroporto de Miami e se viu obrigado a voltar para a Somália.

A comunidade somali é um alvo constante de Trump em sua retórica anti-imigração. O republicano os chama frequentemente por termos depreciativos, como “país de quarto mundo”. A comunidade somali de Minneapolis foi o principal alvo do ICE, o serviço de imigração dos EUA, em uma grande operação na cidade que terminou com a morte de dois americanos, Renee Good e Alex Peretti.

A Fifa, por sua vez, tem evitado entrar em confronto direto com o governo americano. "É lamentável o que aconteceu com Omar (Artan), o árbitro da Somália", disse o presidente da entidade, Gianni Infantino, nesta quarta (10). "Mas, novamente, não controlamos tudo. (...) Estamos trabalhando nos bastidores, tentando entender a situação."

Offene Fragen

  • Qual será o impacto das políticas de imigração dos EUA nos jogos e na experiência dos torcedores?
  • Como a FIFA responderá a futuras violações de vistos ou restrições de entrada?
  • Haverá mais incidentes envolvendo delegações ou torcedores devido às políticas americanas?
  • Como a guerra entre EUA e Irã influenciará o desempenho das equipes e a atmosfera do torneio?

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This article was originally published by G1.

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