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De drones a torres com IA: tecnologias transformam o agro e o combate a incêndios em MS
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G13.7.2026Technik4 Min. LesezeitBrazil

De drones a torres com IA: tecnologias transformam o agro e o combate a incêndios em MS

Auf einen Blick

A feira Pantanal Tech MS em Aquidauana apresenta drones para pulverização e monitoramento agrícola, e torres com IA para detectar incêndios em segundos, visando aumentar produtividade e preservar o Pantanal.

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De drones a torres com inteligência artificial: tecnologias transformam o agro e o combate a incêndios em MS

Equipamentos para pulverização e monitoramento da lavoura, além de sistema com IA para detectar focos de incêndio em segundos, estão entre as novidades apresentadas durante a feira em Aquidauana.

Por Mirian Machado, g1 MS

A feira Pantanal Tech MS apresenta, em Aquidauana, tecnologias voltadas ao agronegócio e à preservação ambiental, incluindo drones e inteligência artificial contra incêndios.

Os drones apresentados no evento realizam pulverização, semeadura e distribuição de fertilizantes. Eles reduzem custos operacionais por funcionarem com energia elétrica.

Torres de monitoramento com inteligência artificial foram entregues para identificar focos de calor em segundos. O sistema envia alertas automáticos para centrais de controle.

A terceira edição da Pantanal Tech MS, realizada entre os dias 3 e 5 de julho, em Aquidauana, apresenta tecnologias voltadas ao agronegócio e à preservação ambiental. Entre as novidades estão drones para uso no campo e um sistema de inteligência artificial que ajuda a prevenir incêndios no Pantanal. As soluções prometem aumentar a produtividade, reduzir custos e tornar mais rápida a tomada de decisões.

Uma das atrações da feira é a linha de drones da fabricante chinesa DJI, apresentada pela empresa Ipanema. Os equipamentos podem ser usados na agricultura, na pecuária, na segurança e no monitoramento ambiental.

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Segundo o sócio-administrador da empresa, Rodrigo Fattori, os drones agrícolas deixaram de ser novidade e devem se tornar equipamentos indispensáveis nas fazendas nos próximos anos.

"O drone veio para facilitar e para ficar. Daqui a dois ou três anos, ele será uma ferramenta essencial para o produtor rural, assim como hoje é um trator", afirma.

O modelo apresentado na feira faz pulverização de defensivos agrícolas, distribui fertilizantes e realiza a semeadura. O equipamento executa diferentes funções com a troca do compartimento de carga.

Segundo Fattori, o drone também reduz custos em relação às máquinas agrícolas convencionais. Como funciona com energia elétrica, o equipamento não utiliza diesel e exige menos manutenção.

Segundo a empresa, o drone pode atender cerca de 200 hectares por dia e operar também durante a noite, o que amplia o tempo disponível para o trabalho no campo.

Além da aplicação de insumos, o drone pode receber diferentes programas para monitorar a saúde das plantações, identificar pragas e acompanhar o desenvolvimento da lavoura.

Inteligência artificial ajuda a prevenir incêndios no Pantanal

A tecnologia também é usada na preservação ambiental. Durante a Pantanal Tech, o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e a Bracell oficializaram a entrega de duas torres de monitoramento e duas centrais de controle para prevenir e combater incêndios no Parque Estadual Pantanal do Rio Negro.

O sistema, desenvolvido pela empresa brasileira umgrauemeio, usa inteligência artificial para identificar focos de calor em poucos segundos. As torres têm 40 metros de altura, câmeras Full HD, zoom de longo alcance e monitoramento em 360 graus. O funcionamento é contínuo, durante 24 horas por dia.

Quando o sistema identifica um foco de incêndio, o alerta é enviado automaticamente para as centrais de controle em Campo Grande, instaladas no Corpo de Bombeiros e no Centro de Proteção Ambiental. Com isso, as equipes podem acionar rapidamente as brigadas e definir a estratégia de combate.

Segundo o gerente de sustentabilidade da Bracell, João Augusti, o objetivo é reduzir o tempo de resposta e impedir que pequenos focos se transformem em grandes incêndios.

"O sistema detecta o foco, identifica a localização e avalia o potencial de propagação. Em seguida, as informações chegam em tempo real às centrais de controle para que as equipes iniciem o combate o mais rápido possível", explicou.

As torres funcionam com energia solar e têm sistema próprio de comunicação, o que garante o funcionamento contínuo mesmo em áreas remotas do Pantanal.

Sistema reúne imagens de satélite e inteligência artificial

Além das câmeras das torres, o sistema reúne imagens de satélite, inteligência artificial e uma plataforma que monitora diariamente o risco de incêndios. A ferramenta calcula a possível propagação do fogo e envia alertas automáticos às equipes responsáveis.

A iniciativa faz parte de uma parceria de dez anos com o Governo de Mato Grosso do Sul para fortalecer a proteção das unidades de conservação estaduais. Atualmente, o programa atende o Parque Estadual Pantanal do Rio Negro e outras áreas protegidas administradas pelo Imasul.

As tecnologias apresentadas na Pantanal Tech mostram que a inovação no campo vai além do aumento da produção. Ferramentas digitais, automação e inteligência artificial ganham espaço tanto na agricultura quanto na preservação ambiental e na gestão dos recursos naturais em Mato Grosso do Sul.

Torre de inteligência artificial — Foto: umgrauemeio

Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

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This article was originally published by G1.

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