Eilmeldung
ARالجزائر: مقتل 31 شخصاً في حادثي سير مأساويين وحداد وطنيARتدفق 60 ألف مهاجر إلى سبتة: إسبانيا تتهم عصابات التهريب وقادة أوروبيون يعربون عن قلقهمARالاتحاد السعودي يعير ماريو ميتاي إلى جنوى الإيطاليARالفيفا يلغي خطة بيع حصص خاصة في بطولات كأس العالم بعد ردود فعل غاضبةARعبور عشرات الآلاف من المهاجرين من المغرب إلى سبتة الإسبانيةARإيران تحذر من تداعيات "انهيار الهيمنة الأمريكية" حال أي اعتداء على بنيتها التحتيةARالسعودية تعلن تنفيذ حكم القتل تعزيرًا بحق 3 إثيوبيين في أغسطس 2026ARاستهداف ناقلة غاز طبيعي مسال في مضيق هرمز وتحذير إيرانيARمسؤول أميركي يؤكد إعادة تموضع القوات والمعدات بعد تقارير سحب باتريوت من أربيلARعمر مرموش يلتحق بمعسكر مانشستر سيتي في هونغ كونغARالجزائر: مقتل 31 شخصاً في حادثي سير مأساويين وحداد وطنيARتدفق 60 ألف مهاجر إلى سبتة: إسبانيا تتهم عصابات التهريب وقادة أوروبيون يعربون عن قلقهمARالاتحاد السعودي يعير ماريو ميتاي إلى جنوى الإيطاليARالفيفا يلغي خطة بيع حصص خاصة في بطولات كأس العالم بعد ردود فعل غاضبةARعبور عشرات الآلاف من المهاجرين من المغرب إلى سبتة الإسبانيةARإيران تحذر من تداعيات "انهيار الهيمنة الأمريكية" حال أي اعتداء على بنيتها التحتيةARالسعودية تعلن تنفيذ حكم القتل تعزيرًا بحق 3 إثيوبيين في أغسطس 2026ARاستهداف ناقلة غاز طبيعي مسال في مضيق هرمز وتحذير إيرانيARمسؤول أميركي يؤكد إعادة تموضع القوات والمعدات بعد تقارير سحب باتريوت من أربيلARعمر مرموش يلتحق بمعسكر مانشستر سيتي في هونغ كونغ
Newsgather
ZurückEUA e Irã: A Guerra que Terminou sem Alcançar Objetivos Políticos
EUA e Irã: A Guerra que Terminou sem Alcançar Objetivos Políticos
In Entwicklung
G116.6.2026Welt5 Min. LesezeitBrazil

EUA e Irã: A Guerra que Terminou sem Alcançar Objetivos Políticos

Auf einen Blick

  • Os EUA apresentaram ao Irã exigências como o fim do enriquecimento de urânio e limites a mísseis.
  • Apesar de vitórias táticas no campo de batalha, os objetivos políticos de EUA e Israel não foram alcançados, com o Irã mantendo seu regime e programa de mísseis.

KI-generierte Zusammenfassung

Schriftgröße

Os EUA apresentaram ao Irã três exigências principais: o fim de todo enriquecimento de urânio, com entrega dos 441 kg enriquecidos a 60%, limites rigorosos ao programa de mísseis balísticos e a interrupção completa do financiamento e apoio a grupos considerados terroristas pelos americanos, por Israel e por aliados europeus, como Hamas, Hezbollah e Houthis. O objetivo político dos Estados Unidos era limitar a capacidade do Irã de projetar poder, conforme declarado pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth.

A estratégia é a ponte entre o campo de batalha e o objetivo político. Aqui começa o problema. Na sequência do fechamento do Estreito de Ormuz, as alianças regionais dos EUA foram abaladas. Os aliados de Washington no Golfo Pérsico, que foram alvos de ataques iranianos com mísseis e drones, passaram a se deparar com a perspectiva de ter um vizinho com liderança ainda mais linha-dura e que mantém a capacidade de ameaçá-los com seu arsenal remanescente.

Os objetivos políticos dos EUA eram limitar a capacidade do Irã de projetar poder, por meio da desnuclearização permanente, eliminação do programa de mísseis e corte dos proxies regionais. Neste momento, o resultado é um memorando de entendimento que deixa para uma discussão posterior os temas espinhosos do programa nuclear iraniano e o financiamento a grupos considerados terroristas, mesmo oferecendo um alívio econômico ao regime que se desejava derrubar.

Quanto aos objetivos políticos de Israel: mudança de regime, destruição do programa nuclear e eliminação das ameaças existenciais. O resultado evidente é que regime iraniano não colapsou. Mesmo tendo apoio de apenas 15% da população e sendo abertamente opressivo contra os próprios cidadãos. O Irã rejeitou incluir seu programa de mísseis nas discussões. Não há como chamar isso de vitória política.

A cena mais reveladora é sintomática: Netanyahu estava reunido com o gabinete de segurança em um bunker, preparado para a possibilidade de mísseis balísticos iranianos atingirem o local, quando Trump ligou para informar que a guerra estava efetivamente encerrada. Quando Netanyahu finalmente se pronunciou sobre o memorando, já haviam se passado horas desde que outros políticos israelenses se manifestaram.

A partir dos critérios de Clausewitz, Estados Unidos e Israel saem perdendo politicamente. Venceram no campo de batalha, mas se a guerra terminar desta forma, ela não terá feito seus objetivos políticos serem alcançados. A guerra ainda pode continuar por sabotagem do Hezbollah e de Israel, é verdade. Mesmo o Irã e os Estados Unidos podem violar o que está sendo acordado. Mas se o encerramento proposto se concretizar, não há outra conclusão possível.

Há aqui o paradoxo clausewitziano: o Estado que foi militarmente derrotado (o Irã perdeu seu líder supremo, a Marinha de guerra e o que restava de sua Força Aérea, já depredada pelas sanções) saiu da guerra com o regime renovado, o programa de mísseis mantido e o apoio aos proxies, inclusive exigindo a cessação das hostilidades de Israel com o Hezbollah. A guerra como instrumento político funcionou melhor para o derrotado militarmente do que para os vencedores táticos.

Conforme mencionado acima, o Irã teve sua Marinha e sua Força Aérea fortemente alvejadas, mas mantém seu exército de mais de 610 mil militares na ativa e 350 mil reservistas. É um país montanhoso, com 92 milhões de habitantes. Além disso, possui de 2 mil a 6 mil minas navais, uma indústria própria de drones e até de dois terços de seu estoque de mísseis foi preservado, segundo relatórios da CIA. Para se obter os objetivos políticos traçados pelos atacantes para essa guerra, seria necessário ocupar o território iraniano. Seria uma guerra de ocupação, que provavelmente se estenderia por anos, que seria contrária a tudo que Trump criticou durante décadas nas guerras do Iraque e do Afeganistão e que Israel não teria condições de fazer sozinho, servindo apenas como apoio aos EUA. Trump também precisaria de autorização do Congresso, que dificilmente obteria, dada a impopularidade dessa guerra nos EUA, apoiada por apenas um quarto da população.

Quanto à esfera militar, a Marinha dos Estados Unidos não pode justificar que não esperava por um fechamento do Estreito de Ormuz, o principal centro de gravidade dessa guerra. Isso já ocorreu antes, durante a “Guerra dos Petroleiros”, quando foi necessária uma missão de 14 meses dos EUA, apoiados por França e Reino Unido, inserida na Operação Earnest Will (de julho de 1987 a setembro de 1988) para reabrir o Estreito.

O memorando parece ficar muito aquém em vários dos objetivos que estão na origem do conflito, o que deixa o próprio presidente Trump vulnerável a críticas dentro do Partido Republicano (que já ocorrem), e os EUA numa situação estratégica pior do que a de antes da guerra.

O arcabouço de Clausewitz nos conduz a algumas das lições mais antigas e mais obstinadamente ignoradas na história militar: quando a política não governa a estratégia do início ao fim. Quando os objetivos políticos são declarados sem que a vontade de os sustentar até o fim seja equivalente, quando dois aliados entram em uma guerra com fins distintos, sem resolver essa divergência antes de disparar o primeiro projétil, a vitória tática pode se dissolver e deixar de conduzir aos objetivos estratégicos e políticos.

Verwandte Themen

This article was originally published by G1.

Ähnliche Meldungen

Mehr zu diesem ThemaIrã