Haaland, o carrasco improvável que se junta à lista de pesadelos do Brasil em Copas
Auf einen Blick
- Erling Haaland se tornou mais um algoz do Brasil em Copas do Mundo, eliminando a seleção com gols decisivos.
- Sua forma de jogar, com poucos toques na bola e eficiência impressionante, contrasta com o futebol brasileiro.
KI-generierte Zusammenfassung
Warum es wichtig ist
Haaland, jogador norueguês, marcou gols decisivos contra o Brasil em uma Copa do Mundo, juntando-se a uma lista de jogadores que eliminaram a seleção brasileira em mata-matas.
Devagar, quase parando. Andando em campo, meio sem direção. De repente, acelera: 12 passos, veio a bola e ele mal saiu do chão. Foi tão simples e rápido, que é difícil acreditar que o sonho do hexa tenha morrido dessa forma, de repente. Mas com Haaland costuma ser assim. É ele mesmo quem diz:
Os números confirmam a impressão de que ele é um gigante que praticamente só anda em campo, esperando a hora certa. Contra o Brasil, foi o jogador da Noruega que menos correu entre os que atuaram o tempo todo. Ao longo da partida, conseguiu quatro finalizações e tocou só 45 vezes na bola. A grande maioria em lances sem consequência.
Essa é a rotina. E, mesmo assim, podemos chamar de raro um jogo em que Haaland esteja em campo e não faça um gol. Nos clubes por onde passou, a média é de quase um gol por partida. Pela seleção, ele é ainda melhor: são 54 jogos e 62 gols. Os lances são tão impressionantes quanto os números. A relação dele com a bola é a mínima possível. Dos sete gols que fez na Copa, seis foram com apenas um toque com a cabeça ou com os pés.
É dessa forma improvável que ele se junta a uma lista de carrascos do Brasil em Copas do Mundo. Começando com o italiano Paolo Rossi, que eliminou a Seleção de 1982, na chamada tragédia do Sarriá no mesmo dia 5 de julho. Passando pelo francês Zidane, em 1998, ou o holandês Sneijder em 2010. Sem nem falar do 7x1, capítulo à parte. Mas lembrando de que desde 2006, o Brasil vem sendo eliminado em jogos de mata-mata por seleções europeias.
Haaland está junto deles porque também fez mais de um gol. O segundo com três toques na bola e um chute tão natural como se nada tivesse acontecido, como se eliminar o Brasil fosse o mais óbvio a fazer.
De certa forma, Haaland representa o oposto do nosso futebol. A cintura dura, e a expressão que nunca vamos esquecer. A de um menino que acabou de marcar um gol em um campinho de bairro. A cara de uma essência que o Brasil perdeu.
Offene Fragen
- Qual o futuro do futebol brasileiro após mais uma eliminação?
- Como Haaland continuará sua carreira?






