Lula afirma que extrema direita não governará o Brasil enquanto ele viver e minimiza apoio de Trump e Milei
Presidente fez a declaração em convenção do PT no Ceará, onde também criticou o Senado e abordou tensões diplomáticas com Argentina e EUA.
Auf einen Blick
- Em convenção do PT no Ceará, Lula declarou que a extrema direita não governará o Brasil enquanto ele viver, minimizando o apoio de Trump e Milei à oposição.
- Ele também criticou o Senado e abordou tensões diplomáticas com Argentina, após Milei chamar Lula de "ladrão", e com os EUA, devido à prorrogação de sanções.
KI-generierte Zusammenfassung
Warum es wichtig ist
O presidente Lula fez declarações fortes contra a extrema direita e minimizou o apoio de líderes estrangeiros à oposição, em meio a crises diplomáticas com a Argentina e os Estados Unidos. A tensão com a Argentina envolveu insultos de Milei a Lula e a um ministro do STF, enquanto com os EUA, o Brasil repudiou a prorrogação de sanções comerciais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (31), que a extrema direita não voltará a governar o Brasil enquanto ele estiver vivo e minimizou a atuação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do presidente argentino, Javier Milei, para apoiar candidatos da oposição na disputa para a Presidência da República. A fala do presidente foi feita durante a convenção partidária estadual do PT no Ceará, que confirmou Elmano de Freitas como candidato a governador do estado.
“Enquanto eu viver, a extrema-direita não voltará a governar este país. E vou dizer mais, vou dizer que venha ajudá-los quem quiser. Se quiser vir o Trump, que venha. Se quiser vir o Milei, que venha. Venha quem quiser. Eu não quero ajuda de fora. A única ajuda que eu quero é a ajuda do povo brasileiro para que a gente possa manter a democracia desse país”, afirmou.
No evento, realizado em Fortaleza na noite desta sexta-feira (31), Lula também demonstrou apoio às candidaturas de Cid Gomes (PSB) como senador e Gabriella Aguiar (PSD) como vice-governadora. Também nesta sexta-feira (31), o presidente visitou o Hospital Universitário do Ceará, em Fortaleza.
Durante o discurso, o petista citou, ainda, que precisará de candidatos para o Senado nas eleições de 2026 porque a Casa “tem metade apodrecida e nós precisamos fazer o Senado fazer as coisas corretas”.
Apoio de Milei a Flávio Bolsonaro
A crise diplomática entre Brasil e Argentina começou após Milei participar da convenção partidária do PL, que lançou Flávio Bolsonaro como candidato a presidente. Durante o discurso, Milei chamou o presidente Lula de "ladrão", o ministro do STF Alexandre de Moraes de "lixo careca" e fez críticas ao governo e à economia brasileira.
O governo brasileiro reagiu convocando o embaixador da Argentina em Brasília para prestar esclarecimentos. Também chamou de volta o embaixador do Brasil em Buenos Aires para consultas, uma medida adotada em momentos de tensão entre países.
Desde então, autoridades dos dois governos trocaram novas declarações. Milei voltou a criticar Lula nas redes sociais. No Brasil, integrantes do governo responderam às falas do presidente argentino, enquanto Lula evitou ampliar o confronto ao comentar o episódio.
Sanções de Trump
Na última quarta-feira (29), o governo de Lula divulgou uma nota repudiando a decisão do governo norte-americano de prorrogar sanções contra o Brasil e afirmou que é "descabido caracterizar o Brasil como ameaça aos Estados Unidos".
"O Governo brasileiro repudia o anúncio feito pelo Governo dos Estados Unidos da prorrogação por mais um ano da declaração de emergência nacional em relação ao Brasil. [...] A qualquer título, é inteiramente descabido caracterizar o Brasil como ameaça aos Estados Unidos, especialmente à luz dos históricos laços diplomáticos e da amizade que une os dois povos".
O anúncio desta terça, porém, não tem efeito prático com relação ao tarifaço. Isso porque a medida de 2025, que impunha uma tarifa de 50% sobre os produtos importados do Brasil, acabou derrubada pela Suprema Corte.
Conforme a nota divulgada nesta quarta (29), o governo brasileiro afirma que a decisão do governo norte-americano reitera argumentos “infundados” e “inverídicos” de que o Brasil representa “ameaça” aos Estados Unidos na segurança nacional na política externa e na economia.
O governo brasileiro formalizou o chamado "pedido de consulta" na OMC, cuja sede fica em Genebra, na Suíça.
A consulta é uma etapa anterior à eventual abertura de um painel, mecanismo de julgamento dentro da organização. No ano passado, o governo brasileiro acionou o mecanismo contra as tarifas impostas pelos EUA. Essas tarifas foram suspensas pela Suprema Corte norte-americana.
O mecanismo da OMC tem o objetivo de assegurar que os países cumpram os acordos comerciais e que medidas consideradas incompatíveis possam ser contestadas.
Worauf zu achten ist
KI-Ausblick — Möglichkeiten, keine Fakten
O governo brasileiro continuará a contestar as sanções dos EUA na OMC.
Wahrscheinlich · Innerhalb von Monaten
Lula buscará apoio para candidatos ao Senado nas eleições de 2026.
Sehr wahrscheinlich · Innerhalb von Jahren
Offene Fragen
- Como as relações diplomáticas com Argentina e EUA evoluirão?
- Qual será o resultado do pedido de consulta do Brasil na OMC?
- Quem serão os candidatos ao Senado apoiados por Lula em 2026?



