Lula's 'militia' comment about Alerj sparks backlash from Rio politicians
Auf einen Blick
President Lula's comment that an Alerj-indicated representative would be a "militiaman" has drawn strong criticism from Rio de Janeiro politicians, including the president of Alerj, Douglas Ruas, and the mayor of Belford Roxo, Márcio Canella, who called the remarks a generalization and disrespectful to the institution.
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Warum es wichtig ist
President Lula made a controversial statement about the Alerj potentially electing a "militiaman" to an executive position, during the inauguration of a new Fiocruz center in Rio de Janeiro. This comment was made in the context of a political dispute over the indirect election of a governor in Rio de Janeiro, which was blocked by judicial decisions.
Fala de Lula sobre Alerj eleger 'miliciano' gera reação de políticos do RJ
Alerj emitiu nota oficial dizendo que é 'inaceitável qualquer tentativa de generalizar ou criminalizar o Parlamento fluminense'. Lula disse ao governador em exercício que se um representante indicado pela Alerj assumisse, 'ia vir um miliciano'.
Por g1 Rio
Lula fez a declaração ao governador em exercício, Ricardo Couto, na inauguração da nova sede do Centro Tecnológico em Saúde da Fiocruz, no Rio de Janeiro.
Douglas Ruas (PL-RJ) criticou o presidente por desrespeitar a Alerj e fazer 'ataques generalizados'.
O prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil-RJ), também criticou a declaração, que ele considera uma generalização.
Lula afirmou que, caso a Alerj indicasse o representante do Executivo estadual, “viria um miliciano”.
Douglas Ruas (PL-RJ), que também é pré-candidato ao Governo do Estado, publicou um vídeo nas redes sociais no domingo (24), Na gravação, afirmou que o presidente da República desrespeitou a Assembleia ao fazer o que classificou como “ataques generalizados”.
“Lula veio ao Rio e, mais uma vez, desrespeitou nosso povo, fazendo ataques generalizados. Lula e o seu aliado Eduardo Paes não têm moral para dar lição ao Rio de Janeiro sobre o combate ao crime organizado”, disse Ruas, mencionando o ex-prefeito da capital, que também é pré-candidato ao Palácio Guanabara.
O deputado estadual Douglas Ruas (PL), presidente da Alerj — Foto: Alex Ramos/Alerj
O deputado afirmou ainda que o avanço das facções criminosas ocorre em todo o país.
A declaração de Lula foi dada durante a inauguração da nova sede do Centro Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), na capital fluminense.
Douglas Ruas foi eleito presidente da Alerj em 17 de abril, após a cassação do mandato de Rodrigo Bacellar. A perda do mandato ocorreu com a anulação dos votos obtidos por ele nas eleições de 2022, em um processo que também atingiu outros envolvidos, como o ex-governador Cláudio Castro (PL-RJ).
No julgamento, ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entenderam que houve abuso de poder político e econômico, com uso indevido de estruturas públicas, como a Fundação Ceperj e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), impactando diretamente o processo eleitoral.
Prefeito de Belford Roxo Márcio Canella — Foto: Reprodução redes sociais
O prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil-RJ), pré-candidato ao Senado e que já foi deputado estadual, também comentou as falas do presidente. Para ele, Lula desrespeitou a Constituição e a Alerj ao fazer uma generalização durante o evento.
“Lula veio ao Rio e, ao lado do governador interino, que utiliza como cabo eleitoral, fez uma fala generalizada, desrespeitando a Constituição e a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro”, afirmou.
Canella também questionou a atuação do governo federal no combate às milícias e ao tráfico de drogas.
Discurso
Lula e o governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, durante evento na Fiocruz — Foto: Reprodução/Canal Gov
Durante o discurso, Lula afirmou que o governo federal pretende auxiliar Ricardo Couto em ações voltadas à Segurança Pública, incluindo a aplicação de leis de enfrentamento às facções criminosas. Ele também voltou a defender a recriação do Ministério da Segurança Pública, caso o Senado aprove a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que amplia a atuação da União no setor.
“Você [Ricardo Couto], que não precisou pedir voto. Eu nunca tinha te visto, mas, quando começou esse processo de votação na Assembleia Legislativa, pensei: ‘Se a Assembleia indicar, virá o mesmo’. Ia vir um miliciano. Então, aproveite estes seis meses que você tem e faça o que muita gente não fez em 10 anos neste estado”, disse Lula.
O presidente se referiu à tentativa do grupo político de Cláudio Castro de realizar uma eleição indireta na Alerj para definir o sucessor do governo estadual, iniciativa que foi barrada por decisões judiciais.
“Não é possível que um estado tão poderoso e tão bonito seja governado por miliciano. O povo do Rio não merece isso. Já tivemos um juiz governador, que foi um fiasco. Então, você [Couto] precisa honrar o Poder Judiciário e mostrar que é possível consertar o Rio de Janeiro. O Rio não pode ocupar apenas as páginas policiais”, concluiu.
Em nota, a Alerj afirmou que respeita as instituições da República e espera reciprocidade por parte de todas as autoridades, incluindo o presidente.
“É inaceitável qualquer tentativa de generalizar ou criminalizar o Parlamento fluminense e seus representantes eleitos pelo povo do Rio de Janeiro. A Alerj é uma instituição democrática, legítima e merece respeito. O Rio de Janeiro enfrenta desafios históricos na segurança pública, muitos deles relacionados à ausência de políticas nacionais eficazes, ao tráfico de armas, às fronteiras abertas ao crime organizado e à expansão das facções criminosas em todo o país”, diz o texto.
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Offene Fragen
- What specific evidence does Lula have to support his claim about a potential "militiaman"?
- Will there be further political repercussions or investigations stemming from Lula's statement?
- How will this controversy affect the upcoming elections in Rio de Janeiro?
- What is the federal government's concrete plan to assist Rio de Janeiro in combating organized crime?






