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Mais de 80% dos cafeicultores do AC são pequenos produtores, aponta pesquisa
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G126.5.2026Agriculture3 Min. LesezeitBrazil

Mais de 80% dos cafeicultores do AC são pequenos produtores, aponta pesquisa

Auf einen Blick

  • Pesquisa do Sebrae revela que 83% dos cafeicultores do Acre cultivam em propriedades de até 20 hectares, posicionando o estado em 2º lugar no país.
  • A produção local tem crescido e ganhado reconhecimento internacional.

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Mais de 80% dos cafeicultores do AC são pequenos produtores, aponta pesquisa: 'Valorizar nossa terra'

Levantamento do Sebrae mostra que 83% dos cafeicultores acreanos atuam em propriedades com menos de 20 hectares, índice que coloca o estado em 2º lugar em porcentagem no país.

Por Walace Gomes — Rio Branco

83% dos cafeicultores acreanos atuam em propriedades com menos de 20 hectares, o que coloca o estado entre os maiores percentuais do país.

Já a nível nacional, 54%, ou seja, mais da metade dos produtores brasileiros de café são formados pelos pequenos negócios.

Ainda conforme a pesquisa, o perfil do produtor à frente de pequenos negócios, tem média de 49 anos entre os perfis analisados e até 21 anos de experiência na área.

Pesquisa entrevistou 1.102 produtores em 14 estados. Mais da metade dos entrevistados tem o ensino médio completo.

Produção de café saltou mais de 100% no Are — Foto: Arquivo pessoal

Conforme a pesquisa, 83% dos cafeicultores acreanos atuam em propriedades com menos de 20 hectares, o que coloca o estado entre os maiores percentuais do país, atrás apenas de Rondônia, que lidera com 87%. (Confira abaixo)

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Já a nível nacional, 54% dos produtores brasileiros de café são formados pelos pequenos negócios. Os produtores de médio porte somaram 38% do total e apenas 8% foram considerados produtores de grande porte.

Ainda conforme a pesquisa, o perfil do produtor à frente de pequenos negócios, tem média de 49 anos entre os perfis analisados e até 21 anos de experiência na área. Minas Gerais e São Paulo foram os estados que predominaram com médios produtores.

A pesquisa entrevistou 1.102 produtores em 14 estados. Mais da metade dos entrevistados tem o ensino médio completo. Ainda assim, os homens é que são maioria no setor, com 79% de participação, frente a 21% de produtoras de café.

No ano passado, a produção de café no Acre chegou a 6.632 toneladas segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice representa um um aumento de 115,3% em um ano.

Conforme o levantamento à época, foram plantados 1.931 hectares de café em dezembro de 2024, enquanto a colheita de dezembro de 2025 foi de 1.926 hectares. Já através do Programa Copiai I que concede incentivo tributário ao contribuinte, programa gerou R$ 31,1 milhões em incentivos.

Maior número de pequenos produtores

Rondônia: 87%;

Acre: 83%;

Goiás e Distrito Federal: 76%.

Produção local

A pesquisa ainda indicou que 61% dos entrevistados informaram produzir café especial. Um exemplo é a produtora Keyty Kety Espíndola, da Reserva Extrativista Chico Mendes, no município de Brasiléia, interior do estado, que une sofisticação à preservação ambiental.

“Hoje, o trabalho com a produção de café tem garantido dignidade para a nossa família e mudado a nossa perspectiva de vida. Além disso, a gente consegue gerar renda para outras pessoas da comunidade”, destacou.

Durante o período de colheita e manejo, até 20 trabalhadores são contratados, fortalecendo a economia local. A produtora divide a produção em três categorias:

Café tradicional, vendido para indústrias locais;

Café especial natural, destinado à marca própria;

Café especial fermentado, utilizado em concursos e feiras.

Keyty disse que o reconhecimento veio rapidamente. Em 2024, a produção ficou entre os melhores cafés do Brasil, alcançando o 11º lugar em ranking nacional, além de premiações estaduais. O café produzido na reserva já foi exportado para os Estados Unidos, China e Itália.

"Como produtora, vejo que o agro sustentável tem transformado nossa região. Produzir café com responsabilidade valoriza nossa terra, história e entrega um café cada vez mais reconhecido pela qualidade. Temos avançado muito nesses últimos anos através da promoção do concurso de qualidade onde cada ano nos reiventamos e aprendemos como manejar nossa lavoura", disse.

Segundo Keyty, a valorização no mercado internacional é expressiva. “Enquanto uma saca vendida aqui chega a R$ 400, esse mesmo café exportado pode alcançar até R$ 2 mil”, explicou.

Apesar dos avanços, a produtora aponta que atualmente, os principais desafios são a falta de irrigação, dificuldades de acesso por ramais e o baixo consumo local de cafés especiais. Ainda assim, ela avalia que a percepção sobre a qualidade do café acreano tem mudado.

“Já foi provado que o Acre produz café de qualidade. Esse pensamento de que café bom é só o de fora está ficando para trás”, declarou Espíndola.

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This article was originally published by G1.

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