Moradores de prédios sociais relatam insegurança e desvio de finalidade
Auf einen Blick
- Moradores de prédios HIS e HMP em São Paulo relatam insegurança devido a locações temporárias para atividades ilícitas.
- Especialista aponta que incorporadoras vendem unidades para investidores, desvirtuando o propósito social e gerando prejuízo para a prefeitura e a coletividade.
KI-generierte Zusammenfassung
Warum es wichtig ist
Moradores de prédios habitacionais de interesse social (HIS) e de moradia popular (HMP) em São Paulo relatam viver com grande insegurança devido à constante presença de desconhecidos e atividades inadequadas, como prostituição e tráfico de drogas. Um especialista em direito imobiliário explica que o problema se inicia com as incorporadoras que vendem essas unidades para investidores, desvirtuando o propósito social.
Um morador de um prédio de HIS e de HMP que tem unidades usadas para locação temporária relata que vive com grande sensação de insegurança. Além do entra e sai constante de desconhecidos, ele cita atividades consideradas inadequadas para o condomínio residencial.
"Profissionais de sexo alugam aqui para fazer de local para atendimento de clientes. Aqui vira ponto de venda e consumo de droga, a gente tem casos de tentativa de invasão de apartamentos, a gente tem caso de agressão por parte desses hóspedes. Isso porque essas pessoas estão no momento de festa, elas estão no momento de lazer, elas não estão na casa delas, então elas se sentem no direito de fazer o que bem entendem", disse o homem, que pediu para não ser identificado na reportagem.
Os programas sociais de moradia da prefeitura de São Paulo são divididos por diferentes categorias. O HIS 1 é para quem recebe até 3 salários mínimos, e a unidade pode ser adquirida por até 266 mil reais. O HIS 2 é para os que recebem até 6 salários mínimos, e pode ser comprado por até 369 mil reais. E os de HMP são para aqueles que recebem entre 6 e 10 salários mínimos, e custam até 518 mil reais.
Segundo o Marcelo Tapai, advogado especialista em direito imobiliário, tudo começa com as incorporadoras, que pagam menos impostos para construir prédios desses programas e depois vendem para pessoas que não se encaixam na faixa salarial necessária e que estão comprando o imóvel como um investimento.
"As incorporadoras pagam menos impostos, elas não pagam nenhum um tipo de tarifa para construir além da altura máxima da permitida por lei. Daí ela [empresa] repassa esses imóveis que deveriam ser de interesse social e moradia popular para pessoas que não necessariamente se enquadram nessa faixa de renda, mas que compra um imóvel como um investimento", explicou Tapai.
Para o advogado, a ideia de facilitar o acesso da população de baixa renda à casa própria é boa. O desvio de finalidade em grande escala, no entanto, faz com que a maior parte da população saia prejudicada, enquanto poucos tiram vantagem da política pública.
"É aquilo que o município deixou de receber em tributos e impostos e que está beneficiando um número limitado de pessoas. Essas pessoas têm lucro com essa renúncia fiscal do município, então serviços públicos deixam de ser oferecidos pela prefeitura, porque ela não recebeu o que deveria receber e toda a coletividade acaba pagando em favor do benefício de poucos", disse Tapai.
Worauf zu achten ist
KI-Ausblick — Möglichkeiten, keine Fakten
A prefeitura de São Paulo poderá intensificar fiscalizações e implementar novas regulamentações para coibir o desvio de finalidade em programas habitacionais.
Möglich · Innerhalb von Monaten
Pode haver um aumento na pressão pública e midiática por soluções para a insegurança e o desvio de finalidade nos condomínios HIS e HMP.
Sehr wahrscheinlich · Innerhalb von Wochen
Offene Fragen
- Quais medidas a prefeitura de São Paulo pretende tomar para coibir o desvio de finalidade e a insegurança nesses condomínios?
- Qual o impacto financeiro exato da renúncia fiscal para a prefeitura de São Paulo?
- Existem fiscalizações em andamento ou planejadas para verificar o cumprimento das faixas de renda nos programas HIS e HMP?
- Quantas unidades habitacionais sociais foram vendidas para investidores em São Paulo nos últimos anos?






