Morte de jovem em rope jump completa uma semana; investigação apura falhas e sumiço de câmera
Auf einen Blick
- Uma semana após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21, em um salto de rope jump sem corda de segurança, a investigação policial busca respostas sobre a dinâmica do acidente, a organização do grupo e o sumiço da câmera usada pela vítima.
- Três instrutores foram presos por homicídio com dolo eventual.
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Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, morreu após ser lançada sem corda de segurança durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto. Três instrutores foram presos por homicídio com dolo eventual.
A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que repercutiu em todo o Brasil e até na imprensa internacional, completa uma semana neste sábado (20).
No último dia 13, a jovem foi lançada sem a corda de segurança durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP),
Embora a Polícia Civil tenha prendido três instrutores por homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco de matar), o inquérito policial ainda tenta responder a perguntas sobre a dinâmica do acidente e as condutas dos organizadores.
O evento reuniu cerca de 100 participantes.
Abaixo, o g1 detalha os pontos que a investigação ainda precisa esclarecer:
O que causou a falha de checagem de segurança?
Como o grupo que promoveu os saltos se organizava?
O grupo tentou fugir após o acidente?
Onde está a câmera que a jovem usava no momento do salto?
O que vai acontecer com a ponte?
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Maria Eduarda Rodrigues de Freitas — Foto: Reprodução
O que causou a falha de checagem de segurança?
Os presos são Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos; e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos. Em trechos dos depoimentos obtidos pela reportagem, os instrutores não souberam explicar o erro.
Luis Felipe e Maicon admitiram, em depoimento, que eram os responsáveis por colocar as cordas antes do salto. Ambos, no entanto, não conseguiram detalhar a divisão de tarefas.
Já Vitor Gonçalves afirmou que foi chamado para levantar a vítima. Em outro momento do depoimento, ele afirmou que a equipe não sabe explicar o sumiço da câmera que estava na mão da jovem.
Mesmo com três pessoas carregando a jovem fisicamente até a borda da ponte para impulsioná-la, a corda sobrou inteira, enrolada no chão da estrutura. A polícia tenta entender como a falha passou despercebida.
Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem corda de plataforma de rope jump em Limeira — Foto: Reprodução/Redes sociais
Como o grupo que promoveu os saltos se organizava?
O grupo cobrava R$ 180 por salto e já tinha outras datas anunciadas para os meses seguintes. A Polícia Civil confirmou que os organizadores não possuíam empresa formal e nenhuma autorização municipal, estadual ou federal para explorar comercialmente a área.
As investigações tentam esclarecer todos os integrantes do grupo e a função de cada um.
Jovem lançada sem corda em rope jump: empresa cobrava R$ 180 por salto e tinha outras cinco datas anunciadas — Foto: Reprodução
O grupo tentou fugir após o acidente?
A Polícia Militar e testemunhas informaram que parte do grupo que promovia os saltos tentou fugir e trocou de roupa logo após a tragédia, e que só foi localizada com a ajuda do helicóptero Águia, que precisou realizar buscas na mata.
No entanto, essa informação ainda é investigada pela Polícia Civil, que ainda colhe o depoimentos para esclarecer o que ocorreu.
Morte de jovem em rope jump sem corda: três homens serão investigados por homicídio com dolo eventual — Foto: Reprodução
Onde está a câmera que a jovem usava no momento do salto?
Testemunhas relataram à polícia que Maria Eduarda portava uma câmera acoplada ao corpo para gravar o salto — o registro em vídeo era comercializado pelo grupo organizador como um serviço opcional por R$ 110. No entanto, o equipamento sumiu.
Uma testemunha afirmou em depoimento que viu um dos integrantes da equipe organizadora retirar a câmera do corpo da jovem quando ela já estava caída ao chão, após o impacto da queda de 40 metros. O destino do aparelho e das imagens capturadas segue desconhecido, e a polícia apura se houve tentativa de ocultação de provas.
A delegada do caso, Andrea Danta Levy, afirmou que esteve no local com a perícia e que não encontrou o objeto.
"A câmera pertencia à equipe, que não se pode chamar de empresa, e estava com a vítima. Provavelmente, durante a queda, ela pode ter escapado da mão da vítima, embora estivesse presa ao pulso”, contou a delegada.
Ponte do Esqueleto — Foto: Jefferson Barbosa/EPTV
O que vai acontecer com a ponte?
Após o acidente, o governo federal informou que cogita a "remoção" da ponte. As duas prefeituras apoiam a possibilidade de implodir a estrutura desativada.
Ela é conhecida por receber atividades de esportes de aventura, como ciclismo e salto em queda livre e tem histórico de acidentes.
Na manhã de quarta-feira (17), retroescavadeiras das prefeituras abriram valas profundas nas duas extremidades de acesso à ponte para impedir fisicamente a entrada de veículos e novos grupos.
A medida é emergencial, até que o governo federal, responsável pela ponte, defina uma ação definitiva.
Tragédia em Limeira
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, caiu de uma altura de 40 metros e teve a morte constatada no local. Ela foi lançada sem corda por três instrutores de rope jump — assista acima.
Segundo a Polícia Civil, o equipamento que deveria estar preso ao corpo da vítima para segurar a queda foi esquecido e ficou enrolado no chão da estrutura. Uma testemunha relatou que os instrutores não realizaram a checagem de segurança no momento do salto da jovem.
O grupo responsável pela atividade não possuía empresa formal, segundo a polícia. Inicialmente, seis pessoas foram detidas, mas apenas os três instrutores seguem presos. No domingo (14), a Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante deles.
A delegada responsável pelo caso afirmou que os homens se mostraram desnorteados e alegaram não se recordar de quem era a obrigação de colocar a corda, nem por que a fiscalização final não foi feita antes de empurrarem a vítima.
Infográfico - Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem corda de ponte de 40 metros em Limeira — Foto: Arte/g1
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Ops!
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- O que causou a falha de checagem de segurança?
- Como o grupo que promoveu os saltos se organizava?
- Onde está a câmera que a jovem usava no momento do salto?






