Mulher morre em salto de bungee jump no interior de SP; testemunha diz à PM que empresa esqueceu de colocar corda
Auf einen Blick
- Uma mulher morreu após saltar de bungee jump sem corda em Limeira (SP).
- Testemunhas relatam que a empresa responsável esqueceu de prender o equipamento.
- Seis pessoas foram detidas, mas três foram liberadas.
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Uma mulher morreu após um salto de rope jump sem corda em Limeira, interior de São Paulo. Testemunhas relatam que a empresa responsável esqueceu de prender o equipamento de segurança.
As identidades dos suspeitos não foram divulgadas até a publicação dessa reportagem, mas a polícia informou que eles atuavam na atividade. Um era bombeiro civil e os outros ajudavam nos preparativos para os saltos. Inicialmente, seis haviam sido detidos, mas três foram liberados.
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Homicídio com dolo eventual é quando a pessoa não quer diretamente matar alguém, mas assume o risco de que a morte possa acontecer ao praticar determinada conduta. No Direito Penal, existe diferença entre:
dolo direto: quando há intenção clara de matar;
dolo eventual: quando a pessoa prevê que sua atitude pode causar a morte, mas mesmo assim decide agir;
culpa: quando não há intenção nem aceitação do risco, mas ocorre negligência, imprudência ou imperícia.
Vídeo registrou salto e desespero
Mulher morre em salto de bungee jump no interior de SP; testemunha diz à PM que empresa esqueceu de colocar corda — Foto: Reprodução
Uma testemunha disse à PM que os funcionários da empresa responsável esqueceram de colocar o equipamento antes do salto. Em um vídeo divulgado nas redes sociais é possível ver o momento em funcionários carregam a vítima até a plataforma. Eles a jogam e, instantes depois, é possível ouvir vozes exclamando: "a corda", "gente, a corda". Assista acima – as imagens são fortes.
Os homens das imagens aparecem usando camisetas das empresas Entre Cordas e Ih Voei. Até a última atualização desta reportagem, o g1 não havia conseguido contato com representantes de nenhuma das duas.
Nesta tarde, a Prefeitura de Limeira informou que vai processar o Governo Federal por omissão na Ponte do Esqueleto, de onde a jovem saltou. Segundo a administração municipal, a esfera seria responsável por pela fiscalização, manutenção e controle de acesso do local (entenda mais detalhes abaixo).
Seis pessoas foram presas
Imagem mostra suspeitos chegando na delegacia após exame de corpo de delito — Foto: Reprodução
A ocorrência foi na trilha da Ponte do Esqueleto. Ainda segundo a PM, dois homens fugiram do local e só foram localizados com a ajuda do helicóptero Águia, que precisou realizar buscas na mata.
Ao todo, seis pessoas foram presas, mas três foram librados. O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados, mas o óbito foi constatado ainda no local.
O caso foi levado ao 2º Distrito Policial de Limeira.
Jovem fez post antes do acidente: 'quem deixou?'
Jovem morta após salto de rope jump sem corda em Limeira fez post antes do acidente — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Maria Eduarda havia publicado registros do passeio momentos antes do acidente. Em uma sequência de stories postada no Instagram, ela mostrou o local da atividade, as pulseiras de identificação para o salto e imagens de representantes da empresa responsáveis pulando da ponte com equipamentos.
Uma das postagens, que marca o horário de 7h31, mostra o local onde ocorreria a atividade. Na foto é possível ver um banner da empresa "Entre Cordas" e a frase deixada pela vítima: "Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte???".
No perfil do Instagram, Maria Eduarda, que era de Jandira (SP), publicava fotos de atividades ao ar livre e contato com ambientes de natureza. A descrição do perfil cita formações em educação física e gestão esportiva e torcida para o Santos Futebol Clube.
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, morta após ser lançada em rope jump sem corda — Foto: Reprodução/Instagram
Empresa tinha outras cinco datas anunciadas em SP e MG
A empresa responsável pelo salto cobrava R$ 180 pela atividade e tinha outras cinco datas agendadas para os próximos meses. Ao procurar a empresa para comentar o acidente, a reportagem recebeu uma mensagem automática com a agenda de saltos da Entre Cordas.
O conteúdo listava eventos futuros em São Paulo e Minas Gerais, além dos valores cobrados dos participantes. Para a Ponte do Esqueleto, onde ocorreu o acidente, havia vagas para a última sexta-feira (12) e para este sábado (13).
A empresa também anunciava uma nova data no local para 11 de julho. Em Rio Claro (SP), os saltos marcados para 14 de junho e 12 de julho custavam R$ 210. Já em Minas Gerais, as atividades previstas para 18 e 19 de julho saíam por R$ 250.
Prefeitura diz que vai processar Governo Federal por omissão
A Prefeitura de Limeira (SP) informou que vai processar o Governo Federal por omissão na Ponte do Esqueleto. Em nota divulgada durante a tarde, a administração municipal disse que "vinha adotando medidas administrativas e cobrando providências junto aos órgãos federais responsáveis pela área" e que a tragédia "torna insustentável e inaceitável a continuidade dessa omissão".
Segundo a Prefeitura, a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente do Governo Federal. A administração municipal e a Câmara Municipal, por iniciativa da vereadora Bruna Magalhães, já haviam encaminhado ofícios aos órgãos responsáveis cobrando medidas de segurança. "Nenhuma providência concreta foi adotada", pontuou.
Infográfico - Mulher morre ao ser jogada sem cordas em salto de rope jump — Foto: Arte/g1
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Ops!
Offene Fragen
- Quais serão as consequências legais para os responsáveis?
- Como a fiscalização federal falhou na Ponte do Esqueleto?
- A empresa possuía licenças e certificações adequadas?







