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Operação Rei do Pix: Empresa contratada por R$ 100 mil para hidratar poltronas nunca executou serviço, aponta MP
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G103.06.2026Crime4 dk okumaBrazil

Operação Rei do Pix: Empresa contratada por R$ 100 mil para hidratar poltronas nunca executou serviço, aponta MP

Auf einen Blick

  • A Operação Rei do Pix investiga o desvio de R$ 10 milhões da Câmara de Catanduva (SP).
  • Uma empresa de fachada recebeu R$ 100 mil por um serviço de hidratação de poltronas que nunca foi realizado.
  • Dois vereadores e três ex-vereadores foram presos.

KI-generierte Zusammenfassung

Warum es wichtig ist

A Operação Rei do Pix investiga um esquema de desvio de R$ 10 milhões da Câmara de Catanduva (SP), utilizando empresas de fachada, notas fiscais fraudulentas e contratos sem licitação. O esquema envolvia o repasse de 90% a 95% dos valores recebidos para os beneficiários.

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Operação Rei do Pix: empresa contratada por R$ 100 mil para hidratar poltronas nunca executou serviço, aponta MP

Gaeco afirma que esquema na Câmara de Catanduva (SP) utilizava empresas de fachada, notas fiscais fraudulentas e contratos sem licitação para desviar recursos públicos.

Por g1 Rio Preto e Araçatuba

A Operação Rei do Pix investiga o desvio de R$ 10 milhões da Câmara de Catanduva. A ação prendeu 2 vereadores e 3 ex-vereadores.

Uma empresa de fachada recebeu R$ 100 mil por um serviço de hidratação de poltronas de couro que nunca foi realizado.

A Justiça bloqueou R$ 20 milhões dos investigados. Policiais apreenderam R$ 200 mil em espécie, 16 veículos e mais de 50 aparelhos eletrônicos.

Dois vereadores e três ex-vereadores foram presos durante a operação na terça-feira (2). A Justiça determinou o bloqueio de R$ 20 milhões em bens dos investigados.

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Segundo informações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao MP de São Paulo, o esquema utilizava empresas de fachada criadas exclusivamente para receber dinheiro público.

Conforme os promotores, as empresas emitiam notas fiscais fraudulentas, recebiam pagamentos com recursos públicos e posteriormente repassavam entre 90% e 95% dos valores aos beneficiários do esquema.

Promotores do Gaeco, com apoio da PM, realizam Operação Rei do Pix, na Câmara de Catanduva (SP) e em outros endereços nesta terça (2), em investigação contra lavagem de dinheiro e desvio de recursos — Foto: Madelyne Boer/TV TEM

Algumas delas foram abertas no mesmo dia em que receberam pagamentos do Legislativo. De acordo com o promotor Thomás Oliver Lamster, integrante do Gaeco, os CNPJs não tinham qualquer estrutura, como funcionários, nem histórico de outras atividades realizadas. Elas eram contratadas para atividades diversas, como papelaria, informática e até serviços de automóveis.

Conforme apurado pela TV TEM, os alvos da operação em Catanduva (SP) são:

Vereadores

Marcos Aparecido Ferreira (PT) - conhecido como Marquinhos Ferreira, ex-presidente da Câmara (2023-2024)

Carlos Alexandre Batista dos Santos (PP) - o Gordo do Restaurante

Ex-vereadores

Alan Figueiredo Marçal

Maurício Gouvea

Patrick Camelo Rolim César

Assessores e empresários

Diego Arthur Borges - secretário de Administração da Câmara

Marcos Aparecido Ferreira Filho - filho de Marquinhos Ferreira e assessor da deputada estadual Beth Sahão (PT)

Thayslan Vinícius Marcondes Garcia - ex-assessor de Marquinhos Ferreira

Hallan Kleber Aparecido Debiazi - empresário e amigo de Diego Arthur Borges

Pedro Henrique dos Santos Virgili - amigo de Marcos Aparecido Ferreira Filho

Até a última atualização desta reportagem, permaneciam presos Marcos Aparecido Ferreira, Marcos Aparecido Ferreira Filho, Carlos Alexandre Batista dos Santos, Maurício Gouvea, Diego Arthur Borges e Pedro Henrique dos Santos Virgili.

Defesa ressalta presunção de inocência

O advogado Caio Marcelo Bastos Martani, que representa Alan Figueiredo Marçal, informou que a defesa ainda não teve acesso integral aos autos da investigação e, por isso, não se manifestará sobre o mérito das acusações neste momento. A nota ressalta a presunção de inocência e o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Procurados pela TV TEM, os advogados dos outros suspeitos também informaram que ainda não tiveram acesso aos autos.

Assessor exonerado

Em nota, a deputada estadual Beth Sahão informou que exonerou Marcos Aparecido Ferreira Filho do cargo que ocupava em seu gabinete nesta quarta-feira (3). A parlamentar afirmou que as acusações não têm relação com seu mandato e defendeu a apuração dos fatos e a responsabilização de eventuais culpados.

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Bloqueio de bens

Na Operação Rei do Pix, a 1ª Vara Criminal de Catanduva determinou ainda a indisponibilidade de R$ 20 milhões em bens dos investigados, conforme o grau de envolvimento atribuído a cada suspeito. Foram emitidos 10 mandados de prisão e 60 mandados de busca e apreensão.

Durante a ação, promotores, policiais e fiscais da Receita Federal apreenderam R$ 200 mil em dinheiro, 16 veículos e mais de 50 dispositivos eletrônicos. A operação abrangeu endereços nos municípios de Adamantina, Bauru, Jaboticabal e São Paulo.

As investigações também identificaram indícios de fraudes em processos licitatórios e contratações com valores superfaturados. De acordo com o Gaeco, alguns pagamentos direcionados aos integrantes da organização criminosa poderiam representar até 30% dos contratos firmados.

Além dos supostos desvios, o Ministério Público apura a prática de lavagem de dinheiro. Conforme a investigação, mesmo após o período em que os recursos teriam sido desviados, os envolvidos continuaram realizando movimentações financeiras com o objetivo de ocultar e dissimular a origem ilícita dos valores.

De acordo com o Ministério Público, o nome "Rei do Pix" faz referência ao apelido pelo qual um dos investigados era conhecido nos bastidores da Câmara de Catanduva, em razão da intensa movimentação financeira supostamente realizada com recursos públicos desviados.

Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba

VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

Ops!

Worauf zu achten ist

KI-Ausblick — Möglichkeiten, keine Fakten

  • Processos judiciais contra os envolvidos.

    Sehr wahrscheinlich · Innerhalb von Monaten

  • Novas prisões e apreensões.

    Wahrscheinlich · Innerhalb von Wochen

  • Recuperação de parte dos valores desviados.

    Möglich · Langfristig

Offene Fragen

  • Qual a extensão total do esquema e quantos contratos foram fraudados?
  • Como as empresas de fachada eram criadas e mantidas?
  • Qual o papel exato de cada um dos presos no esquema?
  • Haverá outras prisões ou investigações relacionadas a este caso?

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This article was originally published by G1.

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