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ZurückPrimeira telecirurgia robótica do SUS conecta Barretos a Porto Velho
Primeira telecirurgia robótica do SUS conecta Barretos a Porto Velho
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G130.6.2026Gesundheit3 Min. LesezeitBrazil

Primeira telecirurgia robótica do SUS conecta Barretos a Porto Velho

Auf einen Blick

Hospital de Amor em Barretos (SP) realizou a primeira telecirurgia robótica do SUS, conectando um cirurgião em SP a um paciente em Porto Velho (RO), a 2.600 km de distância, para tratar um tumor no intestino.

KI-generierte Zusammenfassung

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O Hospital de Amor de Barretos realizou nesta terça-feira (30) a primeira telecirurgia robótica de longa distância por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

O procedimento foi feito por um cirurgião em Barretos (SP) em um paciente em Porto Velho (RO), a 2,6 mil quilômetros de distância.

A cirurgia, para tratar um tumor no intestino, teve duas horas de duração e contou com equipes de médicos tanto em Barretos quanto em Rondônia.

"São movimentos que são realizados aqui e, com alta conectividade, eu consigo realizar o procedimento em Porto Velho", explica o coordenador científico do Instituto de Treinamento em Cirurgias Minimamente Invasivas (Ircad), Luís Gustavo Romagnolo.

Segundo ele, o equipamento é totalmente controlado por um cirurgião que, por meio das mãos, faz com que o robô manipule pequenas pinças. Com os pés, o cirurgião aciona o comando do sistema e troca as funções sempre que necessário.

Equipe de médicos em Porto Velho (RO) acompanha cirurgia robótica realizada em Barretos (SP) — Foto: Divulgação/HA

Robô se integra ao médico

O visor do equipamento funciona como os olhos do cirurgião, onde ele enxerga em 3D e em tempo real todo o procedimento realizado no paciente do outro lado do país.

"Depois de muito treinamento, acaba sendo uma coisa só. O robô se integra à gente, reproduz os meus movimentos. Não existe um robô que está operando sozinho, existe a reprodução dos meus movimentos. Então, eu tenho um carrinho que funciona como meus olhos e o robô, através dos movimentos das minhas mãos, reproduz os movimentos que vão ser feitos no intraoperatório", diz Romagnolo.

Ainda segundo o coordenador, se em qualquer momento durante o procedimento, o cirurgião afastar o rosto do visor, o robô para imediatamente, por segurança.

"O sistema tem vários bloqueios de segurança, então você está imerso no sistema, quando você tira o rosto do sistema, automaticamente, ele é bloqueado, de forma que você não pode realizar os movimentos sem estar prestando atenção naquilo que está fazendo. Porque você não tem uma sensibilidade, tem que ganhar essa sensibilidade com seus olhos, precisa de total configuração e estrar integrado ao sistema".

Cirurgia robótica realizada em Barretos, SP, em paciente de Porto Velho, RO — Foto: Luciano Tolentino/EPTV

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Alta conectividade e reprodução em tempo real

Para Armando Melani, diretor do Ircad, o sucesso de uma telecirurgia depende do tempo de resposta da conexão e, neste caso, é de 62 milissegundos, o suficiente para que os movimentos sejam reproduzidos praticamente em tempo real.

O projeto foi desenvolvido pelo Hospital de Amor e pelo Ircad em parceria com o Ministério das Telecomunicações e a Telebrás. Ele conta com uma rede exclusivamente dedicada para os procedimentos, com sistemas 5G e cabos de fibra ótica funcionando simultaneamente.

"É um projeto que vai entrar na rotina do Hospital de Amor e, para isso, a gente precisa ter essa segurança. Segurança de rede, de que esses pontos não vão ter interrupção do sinal, porque nós precisamos de dados mínimos para que essa cirurgia seja executada com segurança".

Hospital de Amor de Barretos realiza primeira cirurgia robótica a distância em paciente em Rondônia — Foto: Luciano Tolentino/EPTV

Em Porto Velho, ao lado do paciente, uma equipe acompanhou todo o procedimento e estava preparada para assumir a operação caso houvesse intercorrências ou falha de conexão.

De acordo com a equipe de médicos do Hospital de Amor, a partir de agora, novas telecirurgias serão realizadas para aumentar o acesso dos pacientes do SUS para procedimentos de alta complexidade em diversas regiões do Brasil.

"A telecirurgia não só ajuda a equipe a se desenvolver nas habilidades da cirurgia robótica à distância, mas também nos casos mais complexos, em equipes mais consistentes, você consegue oferecer esse serviço de tutoria, de orientação. Então, a telecirurgia vem nesse sentido de complementar a educação e fazer com que duas equipes possam trabalhar juntas em benefício do paciente", diz Melani.

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This article was originally published by G1.

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