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Professores da USP aprovam greve e apoio a estudantes em paralisação
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G126.05.2026Education6 dk okumaBrazil

Professores da USP aprovam greve e apoio a estudantes em paralisação

Auf einen Blick

  • Professores da USP aprovam greve e apoio à paralisação estudantil de mais de um mês.
  • Reivindicações incluem reajuste salarial, aumento de auxílio estudantil e reorganização do semestre.
  • A decisão ocorre após falta de avanços nas negociações com a reitoria.

KI-generierte Zusammenfassung

Warum es wichtig ist

A greve dos professores da USP e a paralisação estudantil ocorrem há mais de um mês, motivadas pela ausência de avanços nas negociações com a reitoria. As pautas incluem reajuste salarial, melhorias no auxílio estudantil e reorganização do semestre. A ação policial na reitoria em 10 de maio gerou críticas e pedidos de apuração.

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Os manifestantes se aproximaram do Palácio dos Bandeirantes por volta das 19h, mas foram barrados por um cordão policial montado em frente à sede do governo. — Foto: Abraão Cruz/TV Globo

A Associação de Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp) aprovou nesta segunda-feira (25) greve dos professores da USP e apoio à paralisação dos estudantes, que está em curso há mais de um mês. A decisão, segundo a categoria, foi tomada "diante da ausência de avanços efetivos nas negociações conduzidas" pelo conselho de reitores das universidades estaduais paulistas e pela própria Reitoria da universidade.

Entre os principais pontos que motivaram a greve estão:

Reivindicação de reajuste salarial correspondente à inflação anual medida pelo IPCA (4,39%), acrescido de 3%, "como parte do processo de recuperação das perdas históricas acumuladas pelos trabalhadores das universidades estaduais paulistas";

O avanço na proposta apresentada pelos estudantes para aumento do valor do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil;

E a reorganização do semestre acadêmico "diante dos impactos provocados pela paralisação e pelo conflito em curso".

"A assembleia também defende a não criminalização e a não punição dos estudantes mobilizados, reafirmando o compromisso da universidade com o diálogo democrático e a livre organização política", disse a associação em nota.

"Além disso, exige a apuração das responsabilidades pela ação da Polícia Militar durante a desocupação da Reitoria da USP", completou.

Na madrugada de 10 de maio, a Polícia Militar retirou estudantes de uma ocupação na Reitoria da USP, no campus do Butantã, Zona Oeste de SP.

Segundo relatos de alunos, os agentes usaram escudos, cassetetes, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo durante a operação surpresa e sem aviso prévio. Vídeos gravados pelos estudantes mostram os policias agredindo o grupo com os cassetetes (veja abaixo).

De acordo com a assessoria de imprensa do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP, diversos estudantes ficaram feridos durante a ação policial.

Protesto de 4 horas e recepção pelo governo de SP

Uma comissão de estudantes das universidades estaduais paulistas em greve foi recebida pela Casa Civil na noite da semana passada, após cerca de quatro horas de protesto que terminou em frente ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, na Zona Sul de São Paulo.

Segundo os organizadores, cerca de 30 mil pessoas participaram do ato.

As universidades estaduais enfrentam paralisações em diferentes cursos e campi há mais de um mês. Segundo os organizadores, a mobilização reúne pautas ligadas à infraestrutura universitária e à contratação de funcionários para o Hospital Universitário da USP (leia mais abaixo).

Manifestantes queimam boneco com rosto do governador Tarcísio de Freitas em frente ao Palácio dos Bandeirantes. — Foto: Abraão Cruz/TV Globo

Os manifestantes também afirmam que o ato reuniu críticas à privatização da Sabesp, das linhas da CPTM e do Metrô, à ampliação de pedágios do tipo free flow, à política habitacional do estado e ao aumento da violência policial nas periferias.

O ato chegou ao Palácio dos Bandeirantes por volta das 19h, mas os manifestantes foram impedidos de avançar por um cordão da Polícia Militar montado em frente à sede do governo.

Após negociação, a PM autorizou, por volta das 20h30, a entrada de uma comissão formada por seis representantes dos estudantes, dois advogados e a deputada Mônica Seixas, segundo o DCE da USP.

Ainda de acordo com o DCE, o grupo entrou no Palácio dos Bandeirantes para apresentar ao governo reivindicações estudantis e trabalhistas do movimento. Os carros de som já haviam sido desligados, enquanto um pequeno grupo seguia em negociação com policiais no local.

Além das reivindicações ligadas às universidades, os manifestantes afirmam que o ato também reúne críticas à privatização da Sabesp, das linhas da CPTM e do Metrô, à ampliação de pedágios do tipo free flow, à política habitacional do estado e ao aumento da violência policial nas periferias. — Foto: Abraão Cruz/TV Globo

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), por volta das 14h45 os manifestantes ocupavam a calçada no Largo da Batata. A saída da marcha aconteceu às 16h15.

No último dia 11, alunos e profissionais da USP, da Unesp e da Unicamp protestaram em frente ao prédio da Secretaria Estadual da Educação, na República, Centro de São Paulo. A Polícia Militar utilizou bomba de gás para dispersar os manifestantes.

Os vereadores do União Brasil Rubinho Nunes e Adrilles Jorge compareceram ao ato e discutiram com os estudantes.

Pelas imagens, é possível ver Rubinho dando chutes e levando socos. O vereador informou que foi ao hospital ecom suspeita de fratura no nariz. Já Adrilles tomou um chute na região da barriga.

Ocupação da reitoria

A Reitoria da USP disse, por meio de nota, que a desocupação aconteceu sem comunicação prévia à entidade e que lamenta os episódios de violência ocorridos durante a ação da PM.

"A USP repudia que a violência substitua o diálogo, a pluralidade de ideias e a convivência democrática como forma de avanço de pautas e solução de controvérsias e reforça que continuará atuando com responsabilidade institucional, buscando a pacificação do ambiente universitário", declarou.

Por meio de nota, PM afirmou que 150 pessoas foram tiradas da reitoria e que a ação não teve feridos e foi gravada por câmeras operacionais portáteis dos policiais.

Segundo a polícia, “eventuais denúncias de excesso serão rigorosamente apuradas”.

“Após a desocupação, uma vistoria no espaço constatou os danos ao patrimônio público, entre eles a derrubada do portão de acesso, portas de vidro quebradas, carteiras escolares danificadas, mesas avariadas e danos à catraca de entrada.

Ocupação da reitoria da USP, na Zona Oeste de SP — Foto: Lívia Martins/TV Globo

Greve nas universidades

A greve reúne estudantes da USP, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

A equipe da TV Globo esteve no Crusp na noite do dia 6 de maio e registrou várias luminárias queimadas, entre outros problemas estruturais devido à falta de manutenção. Há pisos, janelas, azulejos e canos velhos e quebrados. Quartos com mofo, infiltrações que não são resolvidas. Em uma cozinha coletiva, as luzes nem sequer acendem. Em uma outra, o fogão está com um vazamento de gás, e os alunos precisam desligar o registro geral embaixo da pia.

Worauf zu achten ist

KI-Ausblick — Möglichkeiten, keine Fakten

  • A greve dos professores da USP pode se estender, dependendo dos avanços nas negociações.

    Wahrscheinlich · Innerhalb von Wochen

  • Investigação sobre a ação da Polícia Militar na Reitoria da USP será conduzida.

    Sehr wahrscheinlich · Innerhalb von Wochen

Offene Fragen

  • Quais serão os próximos passos das negociações entre a reitoria e os docentes/estudantes?
  • Haverá punições para os estudantes mobilizados?
  • A polícia será responsabilizada pela ação na reitoria?
  • Quais serão os impactos da greve no calendário acadêmico?

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This article was originally published by G1.

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