Projeto Ecotuba retoma monitoramento de tubarões no Grande Recife após ataques
Auf einen Blick
- Projeto Ecotuba retoma monitoramento de tubarões no Grande Recife com microchips para entender comportamento e prevenir ataques.
- Iniciativa investirá R$ 1,052 milhão em dois anos.
KI-generierte Zusammenfassung
Warum es wichtig ist
A retomada do projeto Ecotuba ocorre após dois ataques de tubarão em menos de 48 horas no Grande Recife, vitimando uma criança de 11 anos e uma jovem de 19. Ambos os ataques ocorreram em praias conhecidas e as vítimas permanecem internadas.
A retomada do projeto acontece após o registro de dois ataques em menos de 48 horas no Grande Recife. As vítimas foram uma criança de 11 anos, na praia de Piedade, e uma jovem de 19, em Boa Viagem. Ambos permanecem internados no Hospital da Restauração, na área central da capital.
Ao todo, 60 tubarões serão rastreados por meio de microchips instalados nos corpos dos animais. A iniciativa prevê R$ 1,052 milhão em investimentos para dois anos de pesquisa, quase metade dos recursos aplicados na década passada, quando o valor investido era de cerca de R$ 1 milhão por ano.
Para o coordenador do projeto Ecotuba, Paulo Oliveira, a ideia é acompanhar a rota dos tubarões e entender o comportamento dos animais para fundamentar as políticas públicas de prevenção de ataques. O termo de outorga para o início dos trabalhos foi assinado na segunda-feira (1º). A previsão é que as expedições para o monitoramento sejam retomadas em julho.
"Temos aí mais de dez anos sem esse trabalho de monitoramento, sem um trabalho mais pesado no tocante à educação ambiental. [...] Devido a essa lacuna, hoje não sabemos como os animais habitam essa região, como eles se deslocam. Por exemplo, o tubarão-cabeça-chata se aproxima mais da costa nesse período de inverno? Os tubarões-tigre estão passando mais tempo na nossa região? Só o trabalho de monitoramento poderá responder a essas perguntas", disse.
Segundo os cientistas, serão instalados 15 receptores que vão captar as ondas dos transmissores implantados nos tubarões. Os equipamentos vão ficar em áreas que registraram os maiores números de ataques, como as praias de Boa Viagem, no Recife, e Piedade, em Jaboatão dos Guararapes.
Além dos microchips, menores do que um batom, os tubarões capturados vão receber uma marca de plástico, do formato de uma antena, para facilitar a localização e a identificação dos animais. A bióloga Maria Cecília Porto será a responsável por fazer a "cirurgia" nos tubarões.
"Esse procedimento demora cerca de cinco minutos entre o animal ser embarcado, fazer todos os procedimentos e ser liberado de volta para o mar. É um procedimento rápido, menos invasivo possível e, toda vez que a gente libera, ele sai nadando, a gente vê ele nadando normalmente", explicou a pesquisadora.
"[Verificamos] como o animal está se deslocando, quanto tempo ele fica, quais os horários que ele prefere, se de manhã ou no final da tarde, qual a influência da maré, qual a influência das temperaturas", disse.
Worauf zu achten ist
KI-Ausblick — Möglichkeiten, keine Fakten
Retomada das expedições de monitoramento de tubarões.
Sehr wahrscheinlich · Innerhalb von Wochen
Coleta de dados sobre o comportamento de tubarões na região.
Sehr wahrscheinlich · Innerhalb von Monaten
Formulação de novas políticas públicas de prevenção de ataques.
Wahrscheinlich · Mittelfristig
Offene Fragen
- Como o comportamento dos tubarões (deslocamento, horários, influência da maré/temperatura) mudou na região?
- Qual a eficácia dos microchips e receptores na captura de dados?
- Quais políticas públicas serão fundamentadas pelos resultados da pesquisa?
- Qual o impacto a longo prazo do monitoramento na redução de ataques?






