Suécia e Brasil assinam novo acordo de cooperação em defesa
Auf einen Blick
- Suécia e Brasil assinam novo acordo de cooperação em defesa, com fabricação de caças Gripen no Brasil e transferência de tecnologia.
- O acordo visa o mercado latino-americano e fortalece a capacidade de defesa brasileira, apesar de cortes orçamentários no Ministério da Defesa.
KI-generierte Zusammenfassung
Warum es wichtig ist
Brasil e Suécia já possuem um acordo de cooperação em defesa para a aquisição de caças Gripen, com fabricação parcial no Brasil. O novo acordo aprofunda essa parceria, incluindo transferência de tecnologia e mira no mercado latino-americano.
O ministro da Defesa sueco, Pal Jonson, disse que as aeronaves seriam fabricadas no Brasil, durante coletiva de imprensa em Estocolmo, ao lado da sua contraparte brasileira, José Mucio.
Os dois países já haviam assinado em 2014 outro acordo, avaliado em 4,5 bilhões de dólares (o equivalente, hoje, a quase R$ 23 bilhões), para a aquisição de outros 36 caças Gripen pela Força Aérea Brasileira (FAB). Os primeiros jatos já foram recebidos, e a expectativa é que o restante seja entregue até 2027.
À época do primeiro acordo do Brasil com a Saab, o Gripen desbancou o F-18 Super Hornet, da americana Boeing, e o Rafale, da francesa Dassault Aviation SA.
Lula chegou a ser acusado de favorecer a fabricante sueca anos depois, mas o processo contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF) acabou suspenso em 2022 pelo então ministro Ricardo Lewandowski.
Em 2024, o Departamento de Estado dos Estados Unidos intimou a Saab a prestar informações sobre o negócio.
Uma segunda fase da cooperação firmada nesta quinta envolveria ainda a transferência de tecnologia para a produção das aeronaves no Brasil, mirando o mercado da América Latina.
A Embraer e a Saab lançaram, em 2023, a primeira linha de produção da aeronave no Brasil, em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, prevendo ali a fabricação de 15 das 36 aeronaves abrangidas pelo acordo inicial.
Em março deste ano, foi apresentado o primeiro caça produzido em território nacional, no que o governo brasileiro descreveu como passo importante na redução da dependência externa. Uma nova entrega está prevista para este ano.
"Hoje, o céu do Brasil é palco de um momento histórico. Voei escoltado pelo primeiro Gripen produzido no Brasil. Um momento muito simbólico, que mostra um país que acredita em si mesmo, investe em tecnologia e reafirma sua soberania”, afirmou, então, o presidente Lula.
Segundo a Folha de S.Paulo, o anúncio surpreendeu pessoas familiarizadas com o tema, em vista da redução orçamentária que afeta o Ministério da Defesa. Serão suprimidos R$ 4,3 bilhões neste ano da pasta, a mais impactada pelos cortes na Esplanada.
Por sua vez, Jonson não quis especificar o valor da operação e ressaltou que "é algo que ainda deve ser discutido" entre o Brasil e a fabricante sueca dos caças.
Na prática, as aeronaves são usadas para o treinamento de pilotos e mecânicos, além de poderem atuar em operações aéreas.
Segundo o governo brasileiro, o programa Gripen beneficia ainda o país com o fortalecimento da capacidade de defesa, "incremento tecnológico, geração de postos de trabalho altamente qualificados e ampliação de oportunidades econômicas". O Planalto estima que sejam gerados cerca de 13 mil empregos, incluindo 2,2 mil diretos e 10,8 mil indiretos.
A declaração conjunta assinada por Brasil e Suécia destaca ainda "o estabelecimento de um centro de inovação dedicado ao desenvolvimento e à exploração de novos sistemas e equipamentos aplicáveis à operação, manutenção e melhoria dos caças Gripen".
Worauf zu achten ist
KI-Ausblick — Möglichkeiten, keine Fakten
O Brasil continuará a expandir sua capacidade de produção e desenvolvimento de aeronaves de defesa.
Wahrscheinlich · Mittelfristig
O acordo poderá impulsionar a exportação de tecnologia e aeronaves brasileiras para a América Latina.
Möglich · Langfristig
A implementação do programa poderá enfrentar desafios devido aos cortes orçamentários no Ministério da Defesa.
Wahrscheinlich · Kurzfristig
Offene Fragen
- Qual o valor exato da nova operação?
- Quais serão os detalhes da transferência de tecnologia?
- Como os cortes orçamentários no Ministério da Defesa afetarão a implementação do acordo?
- Qual o impacto específico no mercado da América Latina?





