Vídeo de cachorro com filhote de panda é #FAKE e foi criado com IA
Auf einen Blick
O Fato ou Fake do g1 desmente um vídeo viral no X que mostra um cachorro trazendo um filhote de panda para casa, confirmando que a cena foi gerada por inteligência artificial (IA) após análise com detectores específicos.
KI-generierte Zusammenfassung
Warum es wichtig ist
Um vídeo viral no X mostra um cachorro supostamente trazendo um filhote de panda para casa, com a narrativa de que o animal foi resgatado e adotado.
Publicado no X em 28 de abril, o post tem a seguinte legenda, em inglês: "Um cachorro chega em casa com um brinquedo sujo, mas não é um brinquedo de verdade".
A descrição omite que se trata de um conteúdo fabricado com inteligência artificial (IA), como comprovam detectores de cenas criadas com esse recurso.
Enquanto as cenas são exibidas, caixas de texto sobrepostas às imagens dizem: "Meu cachorro trouxe um brinquedo sujo lá de fora. Não era um brinquedo. Era um filhote de panda de verdade. Eu o sequei direitinho. Ele também parecia estar com muita fome. Quem diria? Um cachorro e um panda dormindo juntos. Algumas semanas se passaram e ele ficou maior. Minha filha também gosta dele. Aparentemente, era a mãe dele. Nós o vimos partir. Mas foi a decisão certa".
A trilha sonora do conteúdo é a música "Someone you loved" ("Alguém que você amou"), de Lewis Capaldi.
Entre os 635 comentários, em diferentes idiomas, usuários parecem acreditar na história ou pelo menos sugerem dúvida. Veja três exemplos: "Isso é verdade? Como isso é possível?"; "Cão trazendo para casa um 'brinquedo' sujo que se revela ser um panda — a reviravolta mais fofa de todos os tempos! Caos puramente saudável"; e "Se for verdade, é engraçado pra caramba".
A conta que publicou o vídeo tem registro desde 2024 em Hong Kong e alterou o nome em fevereiro de 2026.
O Fato ou Fake usou a plataforma InVID para fragmentar o vídeo em diversos frames (imagens estáticas). Depois, submeteu essas "fotos" a três detectores de IA – e todos apontaram o uso desse recurso. Veja o resultado das análises:
Hive Moderation - probabilidade de 99,9% de as cenas serem sintéticas.
Detectvideo AI - "múltiplos sinais forenses estão elevados, resultando em uma probabilidade de 61% de IA/manipulação".
SightEngine - 56% de probabilidade de o material conter IA.
Para descobrir a origem do vídeo, o Fato ou Fake fez uma busca reversa por cada um dos frames em motores de busca, como Google Lens. Essa pesquisa permite saber se as imagens já circulavam anterior na internet – e em que contexto.
Os resultados indicaram que as versões mais antigas estão no ar desde 6 de março. Também atestam que não foram publicados em fontes confiáveis, como sites jornalísticos ou páginas oficiais de instituições, capazes de adicionar contexto factual às cenas e explicar quando e onde ocorreram.






