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Plataformas de previsão não são termômetro eleitoral, alertam especialistas
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Politik·01.06.2026KI-Zusammenfassung

Plataformas de previsão não são termômetro eleitoral, alertam especialistas

Especialistas alertam que plataformas de previsão, como Polymarket e Kalshi, não são um bom termômetro para a disputa presidencial brasileira, apesar de serem usadas nas redes sociais. O governo brasileiro bloqueou o acesso a esses sites, que operam como derivativos financeiros, mas políticos e influenciadores de direita continuam a divulgar seus dados como contraponto às pesquisas tradicionais. No entanto, o mercado de apostas reflete mais o comportamento de operadores sofisticados e pode ser manipulado, diferentemente das pesquisas eleitorais.

G
G1
NACHRICHT
11.05.2026

Mercado eleva previsão da inflação para 4,91% este ano

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,89% para 4,91% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (11), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela nona semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Notícias relacionadas:Fazenda comemora IPCA de 4,26% e projeta menor inflação do Plano Real.Copom adota cautela por tensões globais e expectativa da inflação.Entidades do setor produtivo cobram cortes maiores da Selic.Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%. Em março, a alta dos preços em transportes e alimentação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,88% – ante 0,7% em fevereiro. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,14%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 2027, a projeção da inflação permaneceu em 4%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,64% e 3,5%, respectivamente. Taxa Selic Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, na semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio. De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião passada, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Copom. Em ata, o colegiado não deu pistas sobre a evolução dos juros. No documento o BC informou que está monitorando o conflito e os efeitos de um possível prolongamento sobre a inflação. O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 16 e 17 de junho. Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 13% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 11,25% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 10% ao ano. Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. PIB e câmbio Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) variou de 1,75% para 1,76%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE. Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento. No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,20 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,30.

A
Agência Brasil Economia
NACHRICHT
06.05.2026

Mdic define regras para crédito de R$ 21,2 bi do Move Brasil

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) detalhou as regras para acesso aos R$ 21,2 bilhões em crédito do programa Move Brasil, voltado à renovação da frota de caminhões, ônibus e implementos rodoviários no país.  A pasta publicou no Diário Oficial da União (DOU) a portaria com as normas que estabelecem quem pode contratar o financiamento e quais veículos são elegíveis. Notícias relacionadas:Anac estabelece restrições para transporte de power banks em aviões.Financiamento de veículos cresce 12,8% no trimestre.CMN regulamenta programa de renovação de ônibus e de caminhões.A medida busca facilitar a compra de veículos com juros mais baixos que os praticados no mercado, ao mesmo tempo em que impõe critérios ambientais e de produção nacional. O crédito está disponível para:     Pessoas físicas, como transportadores autônomos;     Cooperativas;     Empresas do setor de transporte. No caso de caminhões seminovos, a compra é restrita a autônomos vinculados a cooperativas, e os veículos devem ter sido fabricados a partir de 2012. Podem ser financiados:     Caminhões;     Ônibus;     Implementos rodoviários (como reboques e carrocerias). Para serem aceitos no programa, os veículos precisam cumprir duas exigências principais:     Sustentabilidade: respeitar limites de emissão de poluentes;     Origem nacional: atender a índices mínimos de fabricação no Brasil. Esses critérios seguem as diretrizes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável por operar os recursos. Uma das formas de conseguir condições ainda melhores no financiamento é entregar um veículo antigo como parte do processo. Para isso, o veículo usado precisa:     Estar em condições de rodagem;     Ter licenciamento regular (2024 ou posterior);     Ter mais de 20 anos de fabricação;     Após a operação, o proprietário deve comprovar que o veículo foi encaminhado para reciclagem em até 180 dias. Financiamento As condições financeiras das linhas de crédito do programa, como juros, prazos e carência, foram regulamentadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) na terça-feira (5). Os prazos variam conforme o perfil:     Até 10 anos (120 meses) para autônomos, com até 12 meses de carência (prazo para pagar a primeira prestação);     Até 5 anos (60 meses) para empresas, com até 6 meses de carência     O valor máximo por financiamento é de R$ 50 milhões por cliente. Com a nova regulamentação, o governo pretende:     Renovar a frota de transporte no país;     Reduzir a emissão de poluentes;     Incentivar a indústria nacional;     Ampliar o acesso ao crédito com juros mais baixos. A ampliação do programa foi autorizada por medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mais que dobrou os recursos disponíveis, que antes eram de R$ 10 bilhões.  A expectativa é que as novas regras acelerem a adesão ao programa e ampliem os investimentos no setor de transporte.

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Agência Brasil Economia
NACHRICHT
06.05.2026

CMN amplia crédito a estados sem garantia da União

Os estados, os municípios e o Distrito Federal poderão pegar mais crédito sem garantia da União. Em reunião extraordinária nesta terça-feira (5), o Conselho Monetário Nacional (CMN) remanejou os limites de crédito disponíveis para os governos locais em 2026. A medida não aumenta o total de recursos autorizados, mas redistribui os valores para facilitar o acesso a empréstimos, especialmente aqueles sem garantia da União. Notícias relacionadas:CMN regulamenta programa de renovação de ônibus e de caminhões.Com a decisão, governos locais terão mais espaço para contratar crédito diretamente com bancos, sem depender do aval do governo federal. O que mudou O limite total de crédito permitido para o setor público em 2026 continua o mesmo: R$ 23,625 bilhões. A mudança foi interna, ajustando como esse valor é dividido. O principal ponto foi o aumento do limite para operações sem garantia da União, que passou de R$ 4 bilhões para R$ 5 bilhões. Esse tipo de operação costuma ser mais ágil, pois não depende de aprovação federal, mas exige maior capacidade de pagamento por parte dos estados e municípios. De onde veio o dinheiro Para aumentar esse limite, o governo remanejou recursos de outras áreas dentro do mesmo orçamento: R$ 200 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) com garantia da União; R$ 300 milhões do Novo PAC sem garantia; R$ 500 milhões de projetos de Parcerias Público-Privadas (PPP). Ou seja, não houve aumento de gastos, apenas uma redistribuição dos valores já existentes. O que não mudou Alguns limites importantes foram mantidos: R$ 5 bilhões para operações com garantia da União para estados e municípios; R$ 8 bilhões para a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos; R$ 625 milhões para órgãos da União. Demanda crescente O objetivo da medida é atender à demanda crescente por crédito direto por parte de estados e municípios, permitindo: Mais rapidez na contratação de empréstimos Maior autonomia para investimentos locais Continuidade de projetos públicos sem depender do aval federal A decisão entra em vigor após publicação oficial e faz parte da gestão anual dos limites de endividamento do setor público.

A
Agência Brasil Economia
NACHRICHT
05.05.2026

CMN regulamenta programa de renovação de ônibus e de caminhões

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou novas regras para ampliar o acesso a crédito destinado à renovação de veículos de transporte no país. A medida regulamenta a segunda etapa do Move Brasil, lançada na semana passada, que busca facilitar a compra de caminhões, ônibus e outros veículos por profissionais e empresas do setor. O programa funciona como uma linha de financiamento com juros reduzidos e condições especiais para quem precisa trocar ou modernizar a frota de veículos profissionais. Quem pode participar Notícias relacionadas:Governo melhora condições e dobra crédito para compra de caminhões.O programa atende diferentes perfis do setor de transporte: Transportadores autônomos (motoristas de carga ou passageiros); Profissionais ligados a cooperativas; Pequenos empresários individuais; Empresas de transporte rodoviário e urbano. Como funciona o crédito O financiamento será oferecido por bancos e instituições financeiras autorizadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que também coordena o programa. Essas instituições são responsáveis por conceder o crédito e avaliar cada operação. O objetivo é permitir que os profissionais adquiram veículos novos ou seminovos com condições mais acessíveis. Juros mais baixos O CMN regulamentou os juros cobrados pelos os fundos que fornecem recursos para o Move Brasil. As taxas variam conforme o tipo de comprador e o impacto ambiental da operação. Quanto mais sustentável for a troca do veículo, menor tende a ser o juro. Veja como funciona: 1% ao ano: autônomos que trocarem veículo antigo por novo/seminovo com sucateamento; 2% ao ano: autônomos sem contrapartida ambiental; 3% ao ano: empresas com troca de veículo antigo por novo; 5,5% ao ano: empresas sem exigência ambiental. Além disso, os agentes operadores aplicam suas taxas, que podem chegar a: Até 8,8% ao ano para autônomos; Até 3% ao ano para empresas; Até 1,25% ao ano para o BNDES. No lançamento do programa, na semana passada, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que os juros médios para os tomadores do Move Brasil caíram de 14% para 11,3% ao ano. Prazo para pagar Outro ponto importante é o tempo para quitar o financiamento: Até 120 meses (10 anos) para autônomos, com até 12 meses de carência; Até 60 meses (5 anos) para empresas, com até 6 meses de carência. O valor máximo por financiamento é de até R$ 50 milhões por cliente. Incentivo à sustentabilidade O programa também busca reduzir a poluição. Para ter acesso às melhores condições, será necessário comprovar a retirada de veículos antigos de circulação, além de atender a regras de emissão de poluentes. Os veículos financiados também deverão seguir padrões ambientais definidos pelo Programa de Controle de Emissões Veiculares (Proconve). Impacto esperado A expectativa do governo é que a medida ajude a: Modernizar a frota de transporte no Brasil; Reduzir custos operacionais para motoristas e empresas; Diminuir a emissão de poluentes; Melhorar a eficiência logística no país. O Move Brasil integra a estratégia federal de fortalecer o setor de transporte, considerado essencial para a economia, e ampliar o acesso ao crédito para trabalhadores e empresas.

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Agência Brasil Economia