
Empresários brasileiros e americanos pedem acordo sobre tarifas
Entidades empresariais do Brasil e EUA enviaram carta conjunta pedindo solução negociada para tarifas sobre produtos brasileiros. O prazo para acordo é 15 de julho.

Entidades empresariais do Brasil e EUA enviaram carta conjunta pedindo solução negociada para tarifas sobre produtos brasileiros. O prazo para acordo é 15 de julho.

Itamaraty afirma estar empenhado em negociações com os EUA para reverter tarifas propostas contra produtos brasileiros. Prazo para acordo é 15 de julho. CNI estima impacto em US$ 15 bilhões em exportações.

CNI, Amcham Brasil e U.S. Chamber of Commerce pedem nova rodada de negociação com os EUA para evitar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com prazo para decisão em 15 de julho.

Em meio a negociações sobre tarifas impostas pelos EUA, a embaixada americana lança programa para empresas brasileiras buscarem expansão no mercado americano.

Brasil busca reunião com EUA para reduzir tarifas de importação. Ministro Márcio Elias Rosa se reunirá com representante comercial americano para discutir o 'tarifaço'. Objetivo é retirar setores e reduzir alíquotas.

Senador Flávio Bolsonaro participou de audiência pública do USTR sobre tarifas contra produtos brasileiros, focando em redes sociais, corrupção e Pix, e defendendo adiamento da medida.
Brasil e EUA discutem cooperação contra crime transnacional enquanto negociam tarifas. Ministro Márcio Elias Rosa vê abertura americana, mas mantém foco na questão tarifária, defendendo etanol fora das negociações.

Brasil e EUA negociam tarifas. Ministro Márcio Elias Rosa busca evitar novas taxações americanas e rejeita incluir etanol na pauta, citando riscos para o Nordeste. Flávio Bolsonaro defende acordo tarifário zero para etanol e açúcar.

Ministro Márcio Elias Rosa lançou no Acre um painel digital que identifica produtos regionais amazônicos com potencial de exportação e redução tarifária para o mercado europeu, priorizando critérios de sustentabilidade.

Banco do Brasil e Uber anunciam parceria que oferece cashback a motoristas que financiarem veículos pelo programa Move Brasil. O benefício, que pode chegar a 3,5 parcelas, visa reduzir custos e incentivar a renovação da frota.
O governo federal renovou por seis meses as cotas de importação com alíquota zero para veículos eletrificados desmontados (CKD) e semidesmontados (SKD), visando beneficiar o consumidor e fortalecer a indústria nacional. A medida, válida a partir de 1º de julho, ocorre em meio à manutenção do cronograma de aumento das tarifas de importação para esses veículos, gerando críticas de montadoras tradicionais.
O programa Nova Indústria Brasil (NIB) receberá R$ 140 bilhões adicionais até o fim de 2024, elevando o total de investimentos para R$ 750 bilhões desde 2023. Os recursos, vindos do BNDES e da Finep, apoiarão setores como fertilizantes, IA e mobilidade sustentável.
O governo federal registrou o Pix, sistema de pagamento instantâneo do Banco Central, como marca de alto renome no INPI. A medida protege o sistema contra ataques dos EUA, que acusam o Pix de prejudicar empresas americanas de pagamento eletrônico.
Ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou a defesa da soberania nacional brasileira, criticando barreiras comerciais dos EUA e protegendo o Pix como patrimônio estratégico. Ele também abordou a escala 6x1, o cerco às casas de apostas e a cooperação contra o crime organizado.
O governo brasileiro reduziu de 5% para 1% o impacto mínimo no faturamento exigido para empresas acessarem linhas de crédito do Plano Brasil Soberano, facilitando o acesso para exportadores afetados por tarifas dos EUA e conflitos no Oriente Médio.

Roberto Azevêdo, em entrevista, alerta que o Brasil deve priorizar negociações para mitigar tarifas impostas pelos EUA, criticando a falta de empenho em tratativas anteriores. Ele também aborda a questão do Pix, minimizando preocupações sobre seu futuro.

EUA propõem tarifa de 25% sobre exportações brasileiras com base na Seção 301 da Lei de Comércio. Produtos como aço, ferro-gusa, suco de frutas e equipamentos de construção podem ser afetados, enquanto petróleo, aeronaves e café estão entre as exceções.

Ameaça de novas tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros gera indignação no governo Lula e críticas de pré-candidatos. Flávio Bolsonaro diz ter pedido a Trump para não taxar empresas brasileiras, enquanto Lula acusa os filhos do ex-presidente de "vendilhões da pátria".
Brazil's Finance Minister Dario Durigan stated that Pix, the country's instant payment system, is not part of any negotiation regarding the 25% tax proposed by the US. Durigan emphasized Pix's democratic and free nature, linking US pressure to opposition efforts abroad.
Ministro Márcio Elias Rosa (MDIC) detalha impacto de taxação de 25% dos EUA em produtos brasileiros, afetando 21% das exportações. Pix não entra em negociação. Senador Flávio Bolsonaro criticado por dificultar diálogo.
O governo brasileiro criticou duramente a investigação dos EUA com base na Seção 301, classificando-a como interferência e sem justificativa. O Brasil contesta os argumentos americanos sobre o Pix, acordos comerciais, corrupção, propriedade intelectual, biocombustíveis e meio ambiente, citando superávit comercial dos EUA e barreiras brasileiras.
O BNDES iniciou o recebimento de pedidos de financiamento para a renovação da frota nacional de veículos pesados, com até R$ 21 bilhões disponíveis para transporte de cargas e passageiros.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (7), após reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington, que equipes dos dois governos deverão fechar uma proposta para resolver o impasse sobre tarifas de exportação e de uma investigação comercial aberta pelos norte-americanos contra o Brasil desde o ano passado. O objetivo é que uma proposta seja levada aos dois líderes em cerca de 30 dias. O Brasil voltou a defender o encerramento da apuração aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Notícias relacionadas:Lula deixa a Casa Branca após reunião com Trump.Lula chega à Casa Branca para encontro com Trump."Eu falei assim: 'Vamos colocar um grupo de trabalho e vamos permitir que esse moço [do Ministério] da Indústria e Comércio do Brasil, junto com o teu ministro do Comércio, sentem em 30 dias e apresentem para nós uma proposta para a gente poder bater o martelo'. Quem estiver errado vai ceder. Se a gente tiver que ceder, nós vamos ceder", disse Lula a jornalistas na sede da Embaixada do Brasil em Washington. No procedimento, os EUA acusam o Brasil de concorrência desleal, mencionando o Pix, tarifas sobre etanol, desmatamento ilegal e proteção de propriedade intelectual. Em abril deste ano, técnicos brasileiros reuniram-se nos EUA para esclarecimentos, defendendo o país contra a alegação de práticas desleais. O governo brasileiro não reconhece a legitimidade de instrumentos unilaterais como a Seção 301, argumentando inconsistência com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Segundo Lula, o tema do Pix não foi mencionado durante a reunião entre os presidentes. Encontro prolongado Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, posa após encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca- Foto: Ricardo Stuckert/PR Lula e Trump se reuniram por mais de 3 horas na Casa Branca, em Washington, incluindo um almoço oferecido pelo norte-americano. A expectativa era que ambos atendessem à imprensa no Salão Oval antes da reunião, mas o presidente brasileiro pediu para que a conversa com a imprensa ocorresse após o encontro. Em postagem nas redes sociais, Trump informou que discutiu "muitos tópicos" com Lula, incluindo questões comerciais e de tarifas, e chamou Lula de "um presidente muito dinâmico". "A reunião foi muito produtiva. Nossos representantes têm reuniões agendadas para discutir alguns pontos-chave. Outras reuniões serão agendadas nos próximos meses, conforme necessário", escreveu o norte-americano. Lula chegou à Casa Branca pouco depois do meio-dia (horário de Brasília). O encontro foi previamente negociado pelas equipes dos dois países, com a expectativa de tratar diversos temas, como comércio, combate ao crime organizado, além de questões geopolíticas e de minerais críticos. A jornalistas, Lula disse ter saído muito otimista da reunião bilateral. "Eu acho que o Brasil está preparado para discutir com qualquer país do mundo, qualquer assunto. Não tem assunto proibido. A única coisa que não abrimos mão é da nossa democracia e da nossa soberania. O resto é tudo discutido", afirmou o presidente. Crime organizado Durante a coletiva de imprensa, Lula anunciou que o governo brasileiro vai lançar um plano de combate ao crime organizado "na semana que vem" e que, na conversa com Trump, ficou acertado que uma das frentes de trabalho entre dos dois governos será a cooperação para asfixiar financeiramente as organizações criminosas transnacionais que atuam no Brasil e nos EUA. "Precisamos destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções", defendeu. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, equipes da Receita Federal brasileira e a contraparte norte-americana deverão fazer operações conjuntas para bloquear o contrabando de armas e outros produtos, incluindo o tráfico ilegal de drogas sintéticas provenientes dos EUA. Ainda segundo Lula, eles não trataram sobre facções criminosas que atuam no Brasil. O governo dos EUA estuda mudar a designação de facções brasileiras como grupo terroristas, o que na avaliação do Brasil e de especialistas é um risco à soberania e não ajuda no combate ao crime Em abril, Brasil e Estados Unidos já haviam anunciado um acordo de cooperação mútua visando combater o tráfico internacional de armas e drogas. A parceria prevê o compartilhamento de informações sobre apreensões feitas nas aduanas dos dois países, de forma a viabilizar uma investigação célere de padrões, rotas e vínculos entre remetentes e destinatários de produtos ilícitos. Terras raras Outro ponto abordado na reunião entre Lula e Trump foi os investimentos na exploração dos minerais críticos e das terras raras, que são fundamentais na fabricação de componentes eletrônicos de equipamentos de alta tecnologia. Na coletiva de imprensa, Lula disse ter informado a Trump da aprovação, nesta quarta-feira (6), da lei que institui Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). O projeto prevê, entre outros pontos, a criação de um comitê ou conselho responsável por definir quais são os minerais críticos e estratégicos do país. Com cerca de 21 milhões de toneladas, a reserva brasileira de terras raras é a segunda maior já mapeada no mundo, ficando atrás apenas da China, que detém aproximadamente 44 milhões de toneladas. Porém, apenas cerca de 25% do território nacional foi mapeado, o que indica um enorme potencial ainda desconhecido. "Qualquer um que quiser, o Brasil estará aberto a construir parceria. O que nós não queremos é ser meros exportadores dessas coisas. Não queremos repetir o que aconteceu com a prata na América Latina, com o ouro no Brasil, com o minério de ferro que a gente manda muito para fora e a gente poderia fazer um processo de transformação interna que a gente não fez. Então, com as terras raras, a gente vai mudar de comportamento", garantiu o presidente. Vistos revogados Lula disse ter entregue a Trump uma lista de autoridades e seus familiares brasileiros que ainda estão sofrendo com restrição de vistos norte-americanos como retaliação por conta do julgamento da tentativa de golpe de Estado no Brasil. Parte da suspensão de vistos teria sido interrompida, mas algumas pessoas seguem sancionadas, incluindo, segundo Lula, a filha de 10 anos de idade do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Fazem parte da comitiva presidencial os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira; da Justiça e Segurança Pública, Wellington César; da Fazenda, Dario Durigan; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Histórico A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos atravessa, desde 2025, uma fase de tensões decorrentes da política tarifária adotada pelo presidente Donald Trump, que retomou medidas protecionistas já observadas em seu primeiro mandato. O ciclo de disputas começou com a imposição de tarifas de 25% sobre as importações de aço e alumínio, afetando diretamente o Brasil, um dos principais fornecedores desses produtos ao mercado norte-americano. As justificativas apresentadas pelos EUA para tais medidas combinavam argumentações econômicas e políticas. Houve também críticas à Suprema Corte brasileira, no contexto das decisões do Judiciário brasileiro relacionadas ao processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, envolvido com os atos golpistas que culminaram com o 8 de janeiro de 2023. Em abril, os Estados Unidos adotaram tarifas adicionais sobre diversos produtos brasileiros, sob o argumento de falta de reciprocidade comercial. O governo brasileiro intensificou algumas tratativas diplomáticas e, mais adiante, levou o tema à Organização Mundial do Comércio (OMC). Além disso, o Brasil fortaleceu alguns de seus instrumentos legais, como medidas de reciprocidade e retaliação, na tentativa de evitar uma escalada ainda maior por parte do governo dos EUA. No fim de 2025 e no início deste ano, houve recuo parcial dos Estados Unidos, com exclusões de produtos e substituição do tarifaço por uma tarifa global temporária de cerca de 10%. Setores como aço e alumínio, porém, seguem com taxas elevadas. A comitiva brasileira retorna a Brasília ainda esta noite com previsão de chegada nesta sexta-feira (8).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou a Casa Branca, em Washington, após reunião seguida de almoço nesta quinta-feira (7) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O encontro durou cerca de três horas, com participação de ministros de ambos os países. A expectativa era que Lula e Trump atendessem à imprensa no Salão Oval, mas o plano foi alterado e o líder brasileiro deverá falará a jornalistas na sede da embaixada brasileira na capital norte-americana ainda nesta tarde. Lula chegou à Casa Branca pouco depois do meio-dia (horário de Brasília). O encontro foi previamente negociado pelas equipes dos dois países, com a expectativa de tratar diversos temas, como comércio, combate ao crime organizado, além de questões geopolíticas e de minerais críticos. Notícias relacionadas:Lula chega à Casa Branca para encontro com Trump.Comércio e crime organizado serão temas da reunião entre Lula e Trump.No mês passado, Brasil e Estados Unidos anunciaram um acordo de cooperação mútua visando combater o tráfico internacional de armas e drogas. A parceria prevê o compartilhamento de informações sobre apreensões feitas nas aduanas dos dois países, de forma a viabilizar uma investigação célere de padrões, rotas e vínculos entre remetentes e destinatários de produtos ilícitos. Fazem parte da comitiva presidencial os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira; da Justiça e Segurança Pública, Wellington César; da Fazenda, Dario Durigan; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Histórico A relação comercial entre Brasil e Estados Unidos atravessa, desde 2025, uma fase de tensões decorrentes da política tarifária adotada pelo presidente Donald Trump, que retomou medidas protecionistas já observadas no seu primeiro mandato. O ciclo de disputas começou com a imposição de tarifas de 25% sobre as importações de aço e alumínio, afetando diretamente o Brasil – um dos principais fornecedores desses produtos ao mercado norte-americano. As justificativas apresentadas pelos EUA para tais medidas combinavam argumentações econômicas e políticas. Houve também críticas à Suprema Corte do Brasil, no contexto das decisões do Judiciário brasileiro relacionadas ao processo envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelos atos golpistas que culminaram com o 8 de janeiro de 2023. Em abril, os Estados Unidos adotaram tarifas adicionais sobre diversos produtos brasileiros, sob o argumento de falta de reciprocidade comercial. O governo brasileiro intensificou algumas tratativas diplomáticas e, mais adiante, levou o tema à Organização Mundial do Comércio (OMC). Além disso, o Brasil fortaleceu alguns de seus instrumentos legais, como medidas de reciprocidade e retaliação, na tentativa de evitar uma escalada ainda maior por parte do governo dos EUA. No fim de 2025 e no início de 2026, houve recuo parcial dos Estados Unidos, com exclusões de produtos e substituição do tarifaço por uma tarifa global temporária de cerca de 10%. Setores como aço e alumínio, porém, seguem com taxas elevadas.