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11.05.2026

Duas pessoas retiradas de navio testam positivo para o hantavírus

Duas pessoas testaram positivo para o hantavírus depois de terem sido retiradas do navio de cruzeiro MV Hondius, atingido por um surto, disseram autoridades de saúde. Nesta segunda-feira (11), a Espanha retira e repatria os últimos passageiros do navio. Um passageiro francês que foi retirado do MV Hondius testou positivo para o vírus e sua condição estava piorando, disse hoje a ministra da Saúde da França, Stephanie Rist. Notícias relacionadas:Passageiros começam a deixar navio onde houve surto de hantavírus.OMS: hantavírus só é transmitido em contato muito próximo com doentes .Saiba mais sobre o hantavírus, suspeito de causar surto em cruzeiro.O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos informou, nesse domingo (10), que um dos 17 norte-americanos que estão sendo repatriados apresentou resultado levemente positivo para a cepa Andes do vírus, enquanto o segundo apresentou sintomas leves. Os últimos 24 passageiros a bordo do MV Hondius devem ser retirados na tarde de hoje do navio de cruzeiro, agora ancorado perto da ilha espanhola de Tenerife, no Atlântico, de acordo com as autoridades espanholas que coordenam a atividade. A ação encerrará uma operação complexa que, até o momento, resultou na retirada e repatriação de 94 pessoas para seus países, 41 dias após a partida do MV Hondius do sul da Argentina e nove dias após o primeiro resultado positivo de teste para a infecção viral respiratória. Três pessoas morreram desde o início do surto -- um casal holandês e um cidadão alemão. O luxuoso navio de cruzeiro partiu da costa de Cabo Verde para as Ilhas Canárias, na Espanha, em 6 de maio, depois que Madri concordou -- a pedido da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da União Europeia -- em administrar a retirada dos passageiros. A OMS recomendou uma quarentena de 42 dias para todos os passageiros do barco a partir de 10 de maio, disse a diretora de gerenciamento de epidemias e pandemias, Maria Van Kerkhove, em entrevista. *É proibida a reprodução deste conteúdo.

A
Agência Brasil Internacional
Welt
10.05.2026

Passageiros começam a deixar navio onde houve surto de hantavírus

Passageiros e tripulantes do navio MV Hondius começaram a ser retirados da embarcação na manhã deste domingo (10), quase um mês após um surto de hantavírus matar três pessoas a bordo. Quatorze espanhóis, sendo 13 passageiros e um membro da tripulação, foram os primeiros a deixar o navio, por volta das 5h30 de hoje (horário de Brasília). Notícias relacionadas:Países europeus irão retirar cidadãos de navio com surto de hantavírus.OMS reporta seis casos confirmados de hantavírus ligados a cruzeiro .OMS: hantavírus só é transmitido em contato muito próximo com doentes .Segundo o Ministério da Defesa espanhol, mais de 30 profissionais da Unidade Militar de Emergências (UME) participaram da remoção, adotando todas as medidas de segurança necessárias – incluindo a obrigatoriedade de passageiros vestirem trajes de proteção especiais. Do porto de Granadilla, na ilha espanhola de Tenerife, onde o MV Hondius está atracado, os espanhóis foram transportados para o Aeroporto de Tenerife Sul, de onde viajaram em um avião militar até a Base Aérea de Torrejón de Madri, próxima à capital espanhola, onde deram entrada no Hospital Gómez Ulla. Na sequência dos espanhóis, partiu um grupo de cinco franceses, cercado pelos mesmos cuidados. Durante o voo até Paris, um deles, até então assintomático, começou a apresentar sintomas relacionados ao hantavírus, segundo relatou o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu. De acordo com a empresa turística holandesa Oceanwide Expeditions, responsável pelo cruzeiro, os 102 passageiros e 47 tripulantes são de várias nacionalidades e a sequência de desembarque está sendo coordenada conforme a chegada dos voos de repatriação. Logística A retirada de todos a bordo do MV Hondius está sendo feita com o uso de lanchas e, de acordo com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), cada passageiro e tripulante deverá ser o mais rapidamente possível transportado por via aérea para seu respectivo país de origem, onde ficarão de quarentena. A expectativa das autoridades responsáveis é que a complexa operação de evacuação se estenda ao menos até amanhã (11) à tarde. Segundo a Oceanwide Expeditions, ao fim do desembarque de todos os passageiros e de parte dos tripulantes – cerca de 30 deste devem permanecer a bordo -, o navio será reabastecido e receberá os suprimentos necessários para seguir viagem até o porto de Rotterdam, na Holanda. A estimativa é que a viagem demore cinco dias. OMS   FILE PHOTO: World Health Organization chief Tedros Adhanom. Fabrice Coffrini/ Pool via REUTERS/File Photo - Pool via REUTERS/Proibida reprodução De acordo com a OMS, até esta manhã, ao menos seis casos de hantavírus já tinham sido confirmados entre os viajantes - incluindo três vítimas que morreram. Outros dois casos suspeitos estão sendo analisados. O MV Hondius partiu de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, em 1º de abril. Dez dias depois, um passageiro holandês morreu a bordo do navio. Seu corpo só foi desembarcado no dia 24 de abril, na ilha britânica de Santa Helena, onde, três dias depois, sua esposa, também holandesa, começou a passar mal e faleceu. Um terceiro passageiro, alemão, morreu a bordo em 2 de maio. Sintomas O hantavírus é uma doença geralmente transmitida por animais roedores, como ratos. Segundo a OMS, em casos raros, pode ser transmitida de pessoa para pessoa, mas só com o contato muito próximo, a partir do contato com saliva ou secreções respiratórias. Os sintomas da doença são de febre e dores pelo corpo na fase inicial, podendo ter dificuldade para respirar e cansaço excessivo. Campanha Em uma mensagem endereçada à população de Tenerife – cujo presidente da comunidade, Fernando Clavijo, liderou uma campanha para que o navio fosse proibido de atracar na ilha -, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, minimizou os riscos de outras moradores serem contaminados pela simples passagem de pessoas infectadas pela ilha. “O vírus a bordo do MV Hondius é a cepa andina do hantavírus. É grave. Três pessoas perderam a vida e nossos sentimentos estão com suas famílias [mas] o risco para você, que vive sua vida normalmente em Tenerife, é baixo”, disse Adhanom, garantindo não ser “leviano” em sua afirmação. “Neste momento, não há passageiros sintomáticos a bordo. Um especialista da OMS está no navio. Os suprimentos médicos estão disponíveis. As autoridades espanholas prepararam um plano cuidadoso e passo a passo”, garantiu o diretor-geral da OMS.

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Agência Brasil Internacional