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Ameaças de Trump ao Irã: Uma Análise da Retórica Volátil do Presidente dos EUA
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G1hace 3 horasPolítica3 min de lecturaBrazil

Ameaças de Trump ao Irã: Uma Análise da Retórica Volátil do Presidente dos EUA

En resumen

  • O presidente dos EUA, Donald Trump, tem demonstrado uma retórica volátil em relação ao Irã, alternando entre ameaças militares agressivas e a suavização de sua posição, citando negociações.
  • Desde fevereiro, suas declarações mudaram rapidamente, gerando incerteza sobre a política americana.

Resumen generado por IA

Por qué importa

Desde o início da guerra contra o Irã em 28 de fevereiro, o presidente Donald Trump tem feito ameaças militares agressivas, mas também recuou em várias ocasiões, mudando sua posição rapidamente e de forma contraditória.

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Donald Trump fez algumas das ameaças públicas mais agressivas de ação militar já feitas por um presidente dos Estados Unidos na história recente. Mas, em vários momentos, também recuou.

Desde o início da guerra contra o Irã, em 28 de fevereiro, as declarações do presidente republicano, de 80 anos, mudaram de forma rápida e, por vezes, contraditória.

Trump afirmou repetidas vezes que as capacidades militares iranianas haviam sido completamente derrotadas. Depois, no entanto, alterou prazos para o fim da guerra ou voltou a ameaçar Teerã com novos ataques.

Em 17 de junho, o presidente americano chegou a elogiar os novos líderes iranianos, chamando-os de "muito inteligentes" e "muito menos radicalizados" do que seus antecessores, mortos em ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel.

Menos de um mês depois, em 8 de julho, adotou um tom bem diferente. Frustrado, Trump disse que "não queria mais lidar com eles" porque "são lixo".

Veja abaixo alguns dos principais exemplos de ameaças feitas por Trump contra o Irã e de como ele, depois, suavizou sua posição.

21 de março

Em uma publicação na Truth Social, Trump ameaçou atacar usinas de energia no Irã caso o país não reabrisse o Estreito de Ormuz em até 48 horas.

"Se o Irã não ABRIR COMPLETAMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz dentro de 48 HORAS a partir deste exato momento, os Estados Unidos atacarão e destruirão suas diversas USINAS DE ENERGIA, COMEÇANDO PELA MAIOR DELAS!"

A declaração gerou forte reação. Ataques deliberados contra usinas de energia, consideradas infraestrutura civil essencial, são amplamente vistos como violação do direito internacional humanitário.

23 de março

Dois dias depois, Trump prorrogou o prazo em cinco dias. Ele citou "conversas muito boas e produtivas" com o Irã.

Na sequência, suspendeu o que chamou de "período de destruição das usinas de energia" por mais dez dias, até 6 de abril, sob o argumento de que havia negociações diplomáticas em andamento.

5 de abril

Com o novo prazo perto do fim, Trump publicou uma mensagem no Domingo de Páscoa com linguagem ofensiva contra o Irã.

"Abram a p*** do estreito, seus bastardos malucos, ou vão viver no inferno."

Ao fim da publicação, escreveu: "Louvado seja Alá."

7 de abril

No mesmo mês, Trump voltou a elevar o tom. Em uma publicação interpretada por críticos como uma ameaça de aniquilação ao Irã, país com cerca de 90 milhões de habitantes, ele escreveu:

"Toda uma civilização morrerá esta noite, para jamais ser recuperada."

7 de abril, horas depois

Horas mais tarde, o presidente americano mudou de posição e disse que aceitaria suspender os ataques ao Irã por duas semanas.

"Aceito suspender os bombardeios e ataques ao Irã por um período de duas semanas", afirmou.

A decisão ocorreu após Trump aprovar uma proposta de trégua apresentada por mediadores do conflito, depois de conversar com líderes do Paquistão.

11 de junho

Em 11 de junho, Trump voltou a ameaçar o Irã com uma ofensiva militar.

Na Truth Social, afirmou que os Estados Unidos atacariam o país "muito duramente" naquela noite. Também disse que, "em algum momento em um futuro não muito distante", Washington tomaria a ilha de Kharg e outras instalações ligadas à infraestrutura petrolífera iraniana.

11 de junho, cinco horas depois

Cinco horas após a ameaça, Trump afirmou que havia cancelado os ataques previstos para aquela noite.

Segundo ele, a decisão foi tomada por causa de avanços nas negociações para alcançar um acordo que encerrasse a guerra.

Em junho, um acordo provisório chegou a ser assinado para pôr fim aos combates. Um mês depois, no entanto, o conflito voltou a se intensificar.

O Irã atacou instalações americanas no Oriente Médio. Em resposta, Washington bombardeou defesas costeiras iranianas e passou a incluir pontes e outras infraestruturas entre seus alvos.

31 de julho

Durante uma reunião de gabinete, na sexta-feira (31), Trump voltou a ameaçar Teerã.

"Nós vamos atingi-los com muita força, e eles sabem que, em algum momento, vão dizer: 'Não aguentamos mais isso'", afirmou.

1º de agosto

No dia seguinte, Trump disse que o Irã e outros países do Oriente Médio tinham pedido aos Estados Unidos que adiassem qualquer ataque.

"O Irã e outros países do Oriente Médio acabaram de nos pedir para adiar qualquer ataque", declarou.

Trump também afirmou que "os parâmetros de um acordo foram aceitos".

A imprensa estatal iraniana, no entanto, negou de forma categórica que a República Islâmica tenha feito esse pedido.

Preguntas abiertas

  • Quais são os termos exatos do 'acordo' que Trump mencionou?
  • Qual é a verdadeira posição do Irã sobre as negociações?
  • Quais as implicações da negação iraniana sobre o pedido de adiamento?

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This article was originally published by G1.

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