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Augusto Lima diz a Jaques Wagner que senador "faz parte" da venda do Banco Master ao BRB
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G118.06.2026Política5 dk okumaBrazil

Augusto Lima diz a Jaques Wagner que senador "faz parte" da venda do Banco Master ao BRB

En resumen

  • Augusto Ferreira Lima, gestor do Banco Master, afirmou ao senador Jaques Wagner que o petista "faz parte" do processo de venda do banco ao BRB.
  • A Operação Compliance Zero investiga a atuação de ambos em transações financeiras e aprovação de emendas parlamentares.

Resumen generado por IA

Por qué importa

A Operação Compliance Zero investiga esquemas de corrupção envolvendo políticos e empresários. A 9ª fase mira o senador Jaques Wagner e o gestor Augusto Lima em transações financeiras ligadas ao Banco Master.

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Augusto Lima, ex-dono do Banco Pleno e ex-gestor do Master, e o senador Jaques Wagner — Foto: Vanner Casaes/Agência Alba e Carlos Moura/Agência Senado

Gestor do Banco Master, Augusto Ferreira Lima afirmou ao senador Jaques Wagner (PT-BA) que o petista fazia "parte" do processo de venda do Master ao BRB, o Banco de Brasília. “Você mais do que ninguém sabe de minha história e faz parte disso!!”, disse Augusto a Jaques em mensagem captada pelos investigadores da Operação Compliance Zero.

A operação teve a 9ª fase deflagrada nesta quinta-feira (18), tendo como alvo Jaques Wagner, Augusto Lima e outros investigados. Augusto era sócio do ex-banqueiro Daniel Vorcado, que está preso.

Na decisão judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) que embasou a operação desta quinta, Augusto Ferreira Lima é citado como principal interlocutor privado de Jaques Wagner. É descrito como a figura central na entrega de vantagens, coordenando desde o uso de jatos até a operacionalização financeira para a compra do imóvel indicado pelo senador e os repasses para a BN Financeira.

O documento do STF, de autoria do ministro relator André Mendonça, informa:

"Merece destaque a mensagem de 29/03/2025, em que, ao explicar a JAQUES WAGNER os termos da operação de venda do Banco Master ao BRB, AUGUSTO afirmou: 'Você mais do que ninguém sabe de minha história e faz parte disso!!'. Em juízo perfunctório, a frase indica que JAQUES não seria mero destinatário passivo de informações, mas interlocutor relevante em temas sensíveis ao grupo econômico."

De acordo com balanço da gestão atual do BRB, R$ 30 bilhões foram transacionados com o Master entre 2024 e outubro de 2025. O presidente do BRB à época dos negócios, Paulo Henrique Costa, está preso.

Desse valor, R$ 12,12 bilhões foram alvo de apuração da operação Compliance Zero. E pelo menos R$ 8,8 bilhões eram títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação – na prática, "crédito podre" que pode se transformar em um rombo no patrimônio do banco.

Segundo as investigações, Augusto Lima atuou para que o BRB comprasse as carteiras do Banco Master.

Suspeitas sobre Jaques Wagner

A decisão judicial que autorizou cumprimento de mandados contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) na manhã desta quinta-feira (18) traz relatos da Polícia Federal que indicam como o senador teria atuado em favor do Banco Master. A ação faz parte da 9ª fase da Operação Compliance Zero.

De acordo com o documento, haveria indícios de atuação parlamentar em temas relacionados à matéria de crédito consignado, em relação ao limite de cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) e na tentativa de fiscalização e controle da compra do Master pelo BRB. A ação teria sido em prol também da "Emenda Master".

A PF identificou, como contrapartida à atuação de Wagner, a aquisição de um apartamento avaliado em R$ 2,4 milhões. Seria a unidade 1.702 do empreendimento Poème Horto, cujos dados teriam sido repassados diretamente de Wagner para Augusto Lima.

As tratativas teriam seguido mesmo após a deflagração da primeira fase da Operação Compliance Zero, com chamadas de voz, reuniões presenciais, videoconferências e envio de minutas contratuais.

Wagner, que é líder do governo Lula no Senado, teria tratado diretamente com o banqueiro Augusto Ferreira Lima uma proposta para elevar a margem consignável dos salários de trabalhadores regidos pela CLT, para aposentados e pensionistas, além de autorizar para beneficiários do BPC.

O tema virou a emenda n° 30 apresentada à Medida Provisória 1.106/2022, que posteriormente foi convertida em lei.

Também houve, segundo a PF, a articulação para a aprovação da PEC 65/2023, que tinha repercussão sobre o limite de cobertura do FGC. É nessa matéria que Wagner teria atuado em prol da "Emenda Master", apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI).

Teria havido uma sequência de contatos entre Guilherme Sodré, Daniel Vorcaro, o chefe de gabinete do senador e Augusto Lima.

Em 13 de agosto de 2024, quando a emenda n° 11 é incluída, há uma ligação entre Wagner e Lima de 9 minutos e 19 segundos, com o envio, logo depois, do link da emenda. Em 27 de agosto do mesmo ano, após um encontro presencial, Lima teria reencaminhado o link da emenda.

Em entrevista ao programa Estúdio i, em maio, o senador comentou sua relação com os empresários Daniel Vorcaro e Augusto Lima ao abordar a privatização da rede estadual de supermercados Cesta do Povo, realizada durante o governo de Rui Costa, na Bahia.

Segundo o parlamentar, a Cesta do Povo representava um elevado custo para os cofres públicos. O senador relatou no programa que as negociações para a privatização ocorreram com o empresário Augusto Lima, e não com Daniel Vorcaro. Segundo ele, à época não conhecia Vorcaro.

“Nós negociamos com o Augusto Lima, que tinha expertise em cartões de serviço e cartões consignados, vendidos para diversos sindicatos em parceria com um empresário espanhol”, afirmou.

Ele explicou que a venda da rede foi concluída em 2018 e incluiu também o chamado Cartão Cesta. O parlamentar destacou que sua participação no processo se encerrou naquele momento, assim como a do então governador Rui Costa. “Eu bato palma para o que fizemos. Privatizamos o absurdo que era uma rede estatal de supermercados”, declarou na entrevista.

Sobre os desdobramentos posteriores do negócio, o senador afirmou que a gestão passou por outras instituições financeiras. “Daí para frente é com o Banco Máxima, que veio depois, e posteriormente com o Banco Master. Se houve ou não irregularidades, a Polícia Federal está investigando”, disse.

Apesar da descrição das condutas envolvendo a atividade parlamentar, o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), não acolheu o pedido de buscas e apreensão no gabinete de Jaques Wagner.

A PF havia solicitado, mas a Procuradoria-Geral da República havia se manifestado contra.

"Isso porque a realização de medidas como a ora aventada em dependências situadas na sede de outro Poder reclama fundamentação particularmente rigorosa, apta a demonstrar não apenas a participação do parlamentar nos fatos sob apuração, mas também a existência de elementos indicativos de que, naquele espaço funcional, se encontrem provas indispensáveis à investigação, ou cuja obtenção se revele inviável por outros meios", justificou o ministro.

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Ops!

Qué observar

Perspectiva de IA — posibilidades, no hechos

  • Novas prisões e indiciamentos na Operação Compliance Zero.

    Probable · En meses

  • Processos judiciais contra Jaques Wagner e Augusto Lima.

    Muy probable · En meses

Preguntas abiertas

  • Qual o total de perdas financeiras para o BRB?
  • Haverá mais fases da Operação Compliance Zero?
  • Qual a extensão do envolvimento de outros políticos?

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This article was originally published by G1.

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