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Bairro da periferia de Belém ganha museu de grafitti a céu aberto com sete murais permanentes
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G103.06.2026Culture3 dk okumaBrazil

Bairro da periferia de Belém ganha museu de grafitti a céu aberto com sete murais permanentes

En resumen

  • O bairro do Benguí, em Belém, inaugurou o MUBENCO, um museu de graffiti a céu aberto com sete murais permanentes.
  • O projeto visa aproximar a arte das periferias, valorizar artistas do Norte/Nordeste e incentivar o turismo cultural comunitário.

Resumen generado por IA

Por qué importa

O bairro do Benguí, em Belém, ganhou um museu de graffiti a céu aberto chamado MUBENCO, com sete murais permanentes. O projeto, que faz parte do festival 'Traços Cabanos', busca aproximar a arte das periferias e valorizar artistas regionais. A iniciativa é inspirada em experiências de arte urbana de outras cidades e visa se tornar um espaço permanente de visitação e produção cultural.

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O bairro do Benguí, em Belém, passa a contar a partir deste domingo (7) com um museu de graffiti a céu aberto. O MUBENCO - Museu Bengola em Cores de Graffiti reúne sete murais permanentes espalhados pelos conjuntos Xavante I, II e III, transformando a paisagem urbana da comunidade em uma galeria aberta de arte contemporânea.

A inauguração ocorre durante o "Festival Bengola em Cores - Traços Cabanos", realizado na Praça Nossa Senhora das Vitórias, com entrada gratuita e programação cultural ao longo da tarde e da noite.

As obras foram produzidas por artistas do Pará e do Maranhão e têm como proposta aproximar a arte das periferias, valorizar a produção artística do Norte e Nordeste e incentivar o turismo cultural de base comunitária.

Nesta primeira edição, participam os grafiteiros NSW, Negônica, Larissx, Mamacyta, Catatal, Mina Ribeirinha e WBS. Cada artista assina um mural com diferentes linguagens do graffiti, explorando letras, personagens, ancestralidade, cultura hip-hop, memória coletiva e vivências periféricas.

O tema do festival deste ano, "Traços Cabanos", estabelece uma conexão entre a memória da Cabanagem, uma das principais revoltas populares da história do Pará, as lutas dos moradores do Benguí e as expressões contemporâneas da cultura urbana.

Segundo a organização, o museu foi inspirado em experiências de arte urbana existentes em outras cidades brasileiras e nasce com a proposta de se tornar um espaço permanente de visitação e produção cultural.

Para a produtora cultural, arte-educadora e grafiteira Mina Ribeirinha, uma das idealizadoras do projeto, a descentralização do acesso à arte está entre os principais objetivos do museu.

"Acreditamos que descentralizar o acesso à arte é uma das principais motivações da nossa ação. Queremos criar experiências, principalmente para jovens e crianças, de contato com o fazer artístico pensado e direcionado para a periferia", afirma.

As obras utilizam técnicas como wild style, caracterizada por letras complexas e tridimensionais, e BOMB, modalidade baseada em letras arredondadas e rápidas, tradicionais na cultura do graffiti.

Entre os destaques da primeira edição está o mural de Mina Ribeirinha, que homenageia Maria Luísa, mulher negra, militante e empreendedora. A obra incorpora elementos táteis que poderão ser tocados pelo público, permitindo também a apreciação por pessoas com baixa visão.

A iniciativa é resultado da trajetória do projeto Bengola em Cores, desenvolvido desde 2018 pelo coletivo Tinta Preta Produções, que promove intervenções artísticas, atividades educativas e ações culturais em espaços públicos do bairro.

Programação cultural

Além da inauguração dos murais, o Festival Bengola em Cores contará com apresentações culturais, batalha de graffiti, sarau e shows musicais.

A programação começa às 15h com uma feira criativa. Às 16h, o público poderá acompanhar a apresentação do Grupo Paranativo. Em seguida, às 17h, ocorre a Batalha de BOMB, competição que reúne grafiteiros produzindo obras ao vivo.

Às 18h, será realizado o Sarau em Movimento, com poesia, literatura, teatro e manifestações da cultura afro e periférica.

A programação musical começa às 19h com o DJ Daniel Moraes. Às 20h, sobe ao palco a rapper paraense Bruna BG. O encerramento será às 21h com o cantor Lima Neto, conhecido pelo repertório de brega retrô e brega marcante.

O projeto conta com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, por meio do Edital de Fomento à Criação: Cultura Urbana e Periférica, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

Preguntas abiertas

  • Qual o impacto turístico e econômico esperado para a comunidade do Benguí?
  • Haverá continuidade do festival e expansão dos murais nos próximos anos?
  • Como será a manutenção e preservação dos murais a longo prazo?
  • Quais outras comunidades ou bairros podem se inspirar neste modelo?

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This article was originally published by G1.

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