Newsgather
AtrásBolsa brasileira fecha em forte queda com aversão global ao risco; dólar avança
Bolsa brasileira fecha em forte queda com aversão global ao risco; dólar avança
Urgente
Agência Brasil Economia3/6/2026Business2 min de lecturaBrazil

Bolsa brasileira fecha em forte queda com aversão global ao risco; dólar avança

En resumen

  • A bolsa brasileira fechou em forte queda de 2,22% nesta quarta-feira (3), impactada pela aversão global ao risco, tensões no Oriente Médio e preocupações com novas tarifas comerciais dos EUA.
  • O dólar avançou 1,14%, a R$ 5,067.

Resumen generado por IA

Tamaño de fuente

A bolsa brasileira fechou em forte queda, e o dólar avançou mais de 1% nesta quarta-feira (3), num dia marcado pela aversão global ao risco. As negociações foram dominadas pela escalada das tensões no Oriente Médio e pelo aumento das preocupações com novas tarifas comerciais dos Estados Unidos sobre o Brasil e outros países.

O Ibovespa, principal índice da B3, recuou 2,22%, e fechou o quarta-feira aos 170.330 pontos. O dólar comercial subiu 1,14%, encerrando o pregão a R$ 5,067. O movimento refletiu a busca por ativos considerados mais seguros e a redução da exposição a mercados emergentes.

Ibovespa em queda

Após a recuperação observada na terça-feira (2), o Ibovespa devolveu os ganhos e registrou a maior perda diária desde 7 de maio. O índice chegou a tocar a mínima de 170.007 pontos ao longo do pregão, mas conseguiu preservar o patamar dos 170 mil pontos no fechamento.

O resultado levou a bolsa ao menor nível desde 20 de janeiro. Na semana, o índice acumula queda de 1,99%, enquanto o avanço em 2026 foi reduzido para 5,71%.

A deterioração do humor dos investidores acompanhou o desempenho negativo das bolsas estadunidenses, que interromperam a sequência de recordes recentes após o agravamento do conflito entre Estados Unidos e Irã.

Além do cenário geopolítico, investidores monitoraram a proposta de novas tarifas comerciais dos Estados Unidos contra o Brasil. Após recomendar uma taxa de 25% sobre parte das exportações brasileiras, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) avançou com uma nova proposta tarifária relacionada ao combate ao trabalho forçado.

Câmbio avança

No mercado de câmbio, o dólar ganhou força diante do aumento da procura global pela moeda americana. A divisa chegou à máxima de R$ 5,09 durante a tarde e encerrou o dia no maior nível desde 8 de abril.

O real teve um dos piores desempenhos entre as moedas emergentes, influenciado pela saída de recursos da bolsa brasileira e pelo posicionamento mais defensivo dos investidores antes do feriado de Corpus Christi.

O avanço do dólar também acompanhou a valorização da moeda americana no exterior, impulsionada por dados econômicos mais fortes nos Estados Unidos e pela expectativa de manutenção de juros elevados por mais tempo.

Apesar da alta desta quarta-feira, o dólar ainda acumula queda de 7,69% frente ao real em 2026.

Petróleo em alta

Os preços do petróleo voltaram a subir com o aumento das incertezas sobre um acordo entre Estados Unidos e Irã e a continuidade dos confrontos na região do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia.

O barril do Brent, referência internacional e parâmetro para a Petrobras, avançou 1,89%, encerrando o dia cotado a US$ 97,81. O WTI, do Texas subiu 2,4%, fechando a US$ 96,02.

O mercado segue atento ao risco de interrupções no fornecimento global de petróleo, cenário que reforça preocupações com a inflação e amplia a cautela dos investidores ao redor do mundo.

*Com informações da Reuters

Temas relacionados

This article was originally published by Agência Brasil Economia.

Noticias relacionadas

Brasil avalia Lei da Reciprocidade Econômica contra EUA, mas empresários defendem negociação
En desarrollo·hace 15 horas

Brasil avalia Lei da Reciprocidade Econômica contra EUA, mas empresários defendem negociação

O Brasil considera acionar a Lei da Reciprocidade Econômica em resposta à nova tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros, que entra em vigor nesta quarta-feira. No entanto, entidades empresariais e membros do governo, como o vice-presidente Alckmin, defendem priorizar a negociação e o apoio às empresas afetadas para evitar uma escalada comercial.

G1
4 min de lectura
Más sobre este temabolsa brasileira