Criança morre de sepse após ser liberada três vezes sem exames em hospital
En resumen
- Criança de 2 anos morreu de sepse após ser liberada quatro vezes sem exames em hospital.
- CEI e Secretaria de Saúde investigam o caso, que envolve possível negligência médica.
Resumen generado por IA
Por qué importa
Uma criança morreu de sepse após ser atendida e liberada quatro vezes sem exames em um hospital. A família alega demora no atendimento e exames.
A criança morreu no dia 30 de junho, no Hospital Municipal, após ser atendida e liberada três vezes sem exames no Pronto-Socorro Municipal. O Instituto Médico Legal (IML) apontou sepse, uma infecção generalizada, como causa da morte.
A CEI vai analisar os protocolos médicos e hospitalares, a atuação dos responsáveis envolvidos e demais aspectos para o esclarecimento do caso.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que a apuração é conduzida por médicos e enfermeiros auditores, que avaliam prontuários e procedimentos. A pasta também abriu o Protocolo de Londres, método para investigação detalhada de eventos adversos e mortes.
Os relatórios foram solicitados ao Pronto-Socorro Infantil e ao hospital envolvido em 1º de julho, com prazo até o dia 3. No entanto, o órgão explicou que parte da documentação foi entregue com atraso, o que acabou impactando o cronograma inicial da análise técnica.
Como ainda restam pendências por parte das unidades de saúde, a SMS destacou que encaminhou um novo ofício. O documento reforça a cobrança pelas informações que faltam para dar continuidade e garantir a conclusão da avaliação médica sobre o atendimento prestado.
Matteo foi levado ao pronto-socorro quatro vezes entre 27 e 29 de junho com febre, vômitos, diarreia e um abscesso anal. A mãe relatou que o menino parou de urinar após receber muito soro. Segundo ela, os médicos não sabiam o diagnóstico e não pediram exames de imagem iniciais.
Uma tomografia só foi feita no quarto dia. A família alega demora para conseguir leito de UTI, e a criança foi transferida em estado crítico ao Hospital Municipal, onde morreu na noite de 30 de junho. O IML apontou sepse (infecção generalizada) como causa preliminar do óbito.
Preguntas abiertas
- Quais foram as falhas nos protocolos médicos?
- Houve negligência por parte dos profissionais?
- Por que a documentação foi entregue com atraso?





