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BackDesinformação sobre Ebola dificulta contenção no leste da RDC
Desinformação sobre Ebola dificulta contenção no leste da RDC
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G111.06.2026Salud3 dk okumaBrazil

Desinformação sobre Ebola dificulta contenção no leste da RDC

En resumen

  • Desinformação sobre o vírus Ebola no leste da RDC atrasa o atendimento médico, causa recusa de tratamento e agressões a profissionais.
  • Notícias falsas negam a doença ou a acusam de ser uma farsa para atrair ajuda estrangeira.

Resumen generado por IA

Por qué importa

A desinformação sobre o vírus Ebola no leste da República Democrática do Congo está dificultando os esforços para conter a epidemia, levando a atrasos no atendimento médico, recusa de cuidados e agressões a profissionais de saúde. Notícias falsas, amplificadas pelas redes sociais, variam de negação da doença a alegações de que ela foi inventada para obter lucros ou ajuda estrangeira.

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Mototaxistas carregando faixas participam de uma caravana motorizada organizada pela OMS para promover a prevenção da doença do vírus Ebola em Bunia — Foto: JOSPIN MWISHA / AFP

A desinformação está dificultando os esforços para conter o ebola no leste da República Democrática do Congo (RDC), com graves consequências em campo: atrasos no atendimento médico, recusa em receber cuidados e agressões a profissionais de saúde.

"Não há ebola aqui, todo mundo está vivendo a vida ao máximo", diz uma mulher em um vídeo que viralizou, no qual afirma estar no país africano. "O único lugar onde há ebola é nas redes sociais e na imprensa internacional", acrescenta.

Essa publicação, que recebeu mais de 41 mil curtidas no X, é mais um exemplo da enxurrada de desinformação que acompanha a mais recente epidemia, que já provocou 115 mortes na RDC.

Assim como na pandemia de covid-19, as notícias falsas vão desde negar a existência da doença até acusar as autoridades de inventá-la com fins lucrativos, explicou a epidemiologista Hemes Nkwa.

Tanto na internet quanto nos povoados, alguns atribuem as mortes repentinas à feitiçaria, enquanto outros acreditam que o ebola é uma farsa criada para atrair ajuda estrangeira.

A ONG ActionAid estima que, na província nordeste de Ituri, epicentro do atual surto, quase uma em cada três pessoas acredita que a doença é uma invenção.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, advertiu que "a desinformação é quase tão perigosa quanto o próprio vírus e se espalha com a mesma rapidez".

"Quase nos espancam até a morte"

A desinformação está atrasando o tratamento porque muitos pacientes só procuram atendimento médico quando já é tarde demais, afirmou Saani Yakubu, diretora nacional da ActionAid.

Além disso, dificulta o rastreamento de contatos, já que as famílias ocultam informações e os profissionais de saúde temem visitar as casas.

Alguns trabalhadores humanitários e funcionários do governo foram agredidos, declarou à AFP Mamadou Kaba Barry, da ONG Alima.

Duas tendas da Alima foram incendiadas no mês passado em um hospital em Ituri, depois que a família de um paciente tentou recuperar o corpo, infringindo as normas de segurança para uma doença na qual não acreditavam.

No final de maio, os parentes de um falecido "quase espancaram até a morte" trabalhadores que realizavam um enterro sob protocolo na cidade de Bunia.

Desconfiança profunda

Embora especialistas afirmem que a desinformação tenha acompanhado todos os surtos de ebola, consideram que disparou nos últimos anos com a ascensão das redes sociais.

Além da falta de informação, o problema reflete uma crise de confiança mais profunda, apontou Nkwa.

Para Yakubu, da ActionAid, a solução consiste em restabelecer a confiança colaborando de perto com as comunidades, o que também implica capacitar embaixadores para "compartilhar as informações em seus idiomas locais".

Para especialistas, líderes comunitários, sobreviventes e até curandeiros tradicionais - que, de acordo com Nkwa, possuem "grande credibilidade social" - podem desempenhar um papel importante.

"Quando se tornam aliados, sua influência pode impulsionar significativamente a resposta de saúde pública", concluiu.

Qué observar

Perspectiva de IA — posibilidades, no hechos

  • A desinformação continuará a ser um obstáculo significativo para o controle do Ebola.

    Muy probable · Medio plazo

  • Aumento das agressões a profissionais de saúde se a confiança não for restabelecida.

    Probable · Corto plazo

  • A OMS e ONGs intensificarão esforços para trabalhar com líderes comunitários e embaixadores locais.

    Probable · Corto plazo

Preguntas abiertas

  • Qual a extensão exata da crença na desinformação nas diferentes comunidades afetadas?
  • Quais estratégias específicas estão sendo implementadas para combater a desinformação e restabelecer a confiança?
  • Qual o impacto a longo prazo da desinformação na percepção pública sobre saúde e autoridades?
  • Quantos casos e mortes foram diretamente atribuídos à desinformação?

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This article was originally published by G1.

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