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Empresária demite funcionária por atestado falso; esquema é desvendado
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G125.05.2026Crime4 dk okumaBrazil

Empresária demite funcionária por atestado falso; esquema é desvendado

En resumen

  • Uma empresária de Maceió demitiu uma funcionária por apresentar um atestado médico falso.
  • A reportagem do g1 desvendou um esquema que vende atestados falsos por R$ 40, utilizando dados de médicos sem o conhecimento deles.
  • A Polícia Civil ainda não investiga o caso por falta de denúncia formal.

Resumen generado por IA

Por qué importa

Uma empresária de Maceió desconfiou de um atestado médico apresentado por uma funcionária, pois os sintomas relatados não batiam com o CID informado. Ao verificar, descobriu que a funcionária não havia sido atendida na unidade de saúde indicada.

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Uma empresária do setor de gastronomia em Maceió, que preferiu não se identificar, afirmou que demitiu uma funcionária em 2023 após desconfiar dos atestados apresentados por ela. Segundo a empresária, ao ser questionada sobre os sintomas, a funcionária relatou sinais diferentes dos descritos pelo Código Internacional de Doenças (CID).

“A funcionária que demiti em 2023 apresentou um atestado parecido com esse, com o CID A09 [diarreia e gastroenterite], mas o documento não batia com os sintomas que ela relatou estar sentindo. Depois de desconfiar, fui até uma unidade de saúde e comprovei que a funcionária não havia sido atendida lá. Ela foi demitida por justa causa”, relatou a empresária.

O g1 entrou em contato com a pessoa que vende os atestados falsos, identificada apenas como “Rei dos Trampos”. A reportagem negociou um dos documentos, no valor de R$ 40, para entender como o esquema funciona. O pagamento foi feito via Pix para a conta de um homem identificado como Wladimir Welyson Silva Nascimento.

No atestado adquirido pelo g1, o criminoso utilizou informações da médica Ana Beatriz Cardoso Medeiros Lins com número do registro dela no Conselho Regional de Medicina de Alagoas (CRM-AL). O 'Rei dos Trampos' orientou que, após a impressão do documento, fosse feita uma assinatura rabiscada sobre o timbre antes da entrega à empresa.

Ao checar a inscrição no site do CRM, foi constatado que o registro pertence mesmo à médica alagoana Ana Beatriz Cardoso Medeiros Lins. A diferença entre o nome verdadeiro e o que aparece no documento está apenas na última letra de “Beatriz”.

A reportagem entrou em contato com a profissional, que está com a situação regular junto ao CRM. Ela negou qualquer envolvimento no esquema e, por meio de nota, disse que as medidas cabíveis já foram adotadas, incluindo o registro de Boletim de Ocorrência e a comunicação formal ao Conselho Regional de Medicina, a fim de que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados.

A Polícia Civil de Alagoas informou que não recebeu denúncia formal e, por isso, ainda não investiga o caso.

O CRM também foi procurado e informou que não irá se pronunciar sobre a prática criminosa.

Entenda o esquema

Nas redes sociais, o suspeito divulga um cartaz anunciando a venda de “atestado médico para curtir o final de semana”, destacando que não é necessária receita médica para adquirir o documento falso, apenas enviar o comprovante de pagamento.

Em um grupo com quase 400 membros, além da venda de atestados falsos, o suspeito também negocia camisas de clubes de futebol.

A maioria dos integrantes possui números com código de Discagem Direta à Distância (DDD) de Alagoas, mas há participantes de outros estados, como Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

O atestado comprado pela reportagem junto ao “Rei dos Trampos” apresenta o CID A09 e informa que o paciente teria sido atendido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Trapiche, em Maceió. O suspeito afirmou que utiliza registros de CRM de profissionais que desconhecem a fraude.

Questionado sobre os riscos de ser descoberto ao apresentar o atestado falso na UPA, o homem afirmou que não haveria problema. “Dá problema não. Eles nem sabem. Você vai fazer e vai querer fazer de novo porque dá certo.”

Após a negociação, o perfil voltou a falar sobre a atuação do esquema e afirmou que já forneceu documentos falsos para diferentes estados. Segundo o criminoso, a procura em Maceió seria alta.

“Faço isso para vários estados. Quando estive em Maceió, foi sucesso. Quando eu volto para lá, o povo fica me ligando o tempo todo”, disse. Apesar disso, ele não esclareceu onde mora atualmente. O número utilizado no contato possui DDD 82, de Alagoas.

O g1 entrou em contato com a assessoria de comunicação das UPAs de Maceió, que informou que irá se posicionar sobre o caso mas, até a publicação dessa reportagem, a nota não foi enviada.

Crimes

A legislação brasileira tipifica a criação e a utilização de documentos falsos como crime, além de implicar em sanções trabalhistas e administrativas.

Na esfera criminal, a legislação pune tanto quem cria o documento quanto quem utiliza. Se o criminoso um médico que está fornecendo o atestado falso, o crime prevê detenção de um mês a u ano, além de multa se houver lucro.

Se a falsificação visa habilitar alguém a obter vantagem em serviço público, a pena é de dois meses a um ano de detenção.

Se o servidor ou trabalhador for pego utilizando o documento falso, ele pode ser demitido por justa além de poder perder o salário. A falta é considerada gravíssima, quebrando a confiança necessária para a manutenção de um vínculo empregatício.

Qué observar

Perspectiva de IA — posibilidades, no hechos

  • A Polícia Civil de Alagoas iniciará uma investigação formal sobre o esquema de venda de atestados falsos.

    Posible · En semanas

  • O 'Rei dos Trampos' será identificado e preso.

    Posible · En meses

  • Medidas de segurança serão reforçadas nas UPAs de Maceió para identificar atestados falsos.

    Posible · Medio plazo

Preguntas abiertas

  • Quantas pessoas já foram prejudicadas por este esquema?
  • Qual a extensão da atuação do 'Rei dos Trampos' em outros estados?
  • Por que a Polícia Civil ainda não iniciou uma investigação formal?
  • As UPAs de Maceió possuem mecanismos para identificar atestados falsos?

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This article was originally published by G1.

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