Empresário é acusado de dar relógio falso e cheques sem fundos em troca de Ferrari
En resumen
- Um empresário de luxo em SC é acusado de enganar um homem ao trocar uma Ferrari rara por um relógio falsificado e cheques sem fundos.
- A vítima, representada pelo advogado Clóvis Ferreira de Araújo, entrou com ação cível e criminal.
Resumen generado por IA
Por qué importa
Leonardo entregou uma Ferrari SF90 Stradale Assetto Fiorano, considerada rara, a Boris Maciel Padilha em troca de um relógio Richard Mille e três cheques. Posteriormente, descobriu-se que o relógio era falso e os cheques não tinham fundos.
De acordo com o advogado Clóvis Ferreira de Araújo, que representa Leonardo, a negociação aconteceu por meio de um intermediário, Carlos Eduardo Barbosa, em nome de Boris Maciel Padilha – conhecido empresário do mercado de luxo em Santa Catarina. Ele afirma que Carlos procurou Leonardo no ano passado com uma proposta: em troca do carro, pagaria um relógio Richard Mille, de aproximadamente R$ 2,5 milhões, e três cheques de R$ 600 mil.
Segundo a defesa, Leonardo aceitou as condições e entregou o veículo confiando no intermediário, com quem mantinha relação de convivência social há mais de uma década. Ele afirma que nunca teve contato direto com Boris.
As suspeitas começaram logo após a conclusão do negócio. De acordo com o advogado, o relógio foi levado a um avaliador especializado, que atestou que a peça era falsificada. Além disso, os três cheques apresentados como parte do pagamento foram devolvidos por falta de fundos.
O caso foi levado à Polícia Civil em novembro, depois que Leonardo tentou, sem sucesso, reaver o carro com o intermediário. Um inquérito foi instaurado pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) para apurar o ocorrido. A polícia também solicitou informações ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre movimentações financeiras ligadas ao investigado.
Durante as investigações, ainda segundo a defesa de Leonardo, Boris apresentou versões divergentes sobre o pagamento. Em um primeiro momento, disse que entregou determinados relógios ao intermediário para repasse ao proprietário do veículo. Posteriormente, por meio de seu advogado, teria apresentado uma relação diferente de itens.
Paralelamente à investigação criminal, Leonardo ingressou com uma ação judicial na esfera cível e conseguiu uma decisão favorável que bloqueou o veículo junto ao Detran, impedindo qualquer transferência de propriedade enquanto não houver comprovação do pagamento.
Apesar de permanecer registrado em nome de Leonardo, o carro está sob posse de Boris para "guarda e conservação", conforme decisão judicial. A defesa do proprietário afirma, porém, que reuniu provas de que o veículo tem sido utilizado pelo empresário catarinense e que já foi emprestado a terceiros em algumas ocasiões, descumprindo a determinação.
A Ferrari em disputa é considerada rara, sendo um modelo SF90 Stradale Assetto Fiorano, apontado como único com essas especificações no Brasil, fator que eleva seu valor e exclusividade no mercado.
O g1 solicitou um posicionamento sobre o caso à defesa do empresário Boris Maciel Padilha, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.
Qué observar
Perspectiva de IA — posibilidades, no hechos
A investigação criminal resultará em indiciamento de Boris Maciel Padilha e/ou Carlos Eduardo Barbosa.
Probable · En meses
A ação cível determinará a propriedade final da Ferrari e a compensação a Leonardo.
Muy probable · En meses
Preguntas abiertas
- Qual a extensão do envolvimento de Carlos Eduardo Barbosa na fraude?
- Boris Maciel Padilha possui outros casos semelhantes de negociações fraudulentas?
- Qual o valor exato da Ferrari e qual o impacto financeiro total da fraude?
- Quais serão as consequências legais para Boris Maciel Padilha e Carlos Eduardo Barbosa?






