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Estudo revela altos níveis de mercúrio em indígenas do Amapá
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G103.06.2026Salud3 dk okumaBrazil

Estudo revela altos níveis de mercúrio em indígenas do Amapá

En resumen

  • Estudo do Iepé aponta que metade dos indígenas em Oiapoque, Amapá, tem níveis de mercúrio acima do recomendado pela OMS.
  • A contaminação vem de garimpos ilegais e afeta principalmente homens e mulheres em idade fértil.

Resumen generado por IA

Por qué importa

Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé) e o Distrito Sanitário Especial Indígena do Amapá e Norte do Pará (Dsei) revelou altos níveis de contaminação por mercúrio em indígenas do município de Oiapoque, Amapá. A contaminação, associada a garimpos ilegais, afeta a saúde neurológica e reprodutiva das comunidades.

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Um estudo inédito realizado no final de 2024 pelo Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé), em parceria com o Distrito Sanitário Especial Indígena do Amapá e Norte do Pará (Dsei), apontou altos níveis de contaminação por mercúrio entre povos indígenas do município de Oiapoque, no extremo norte do Amapá.

Foram analisadas 192 amostras de cabelo de indígenas das etnias Karipuna, Palikur, Galibi Marworno e Galibi Kali'na, residentes na região.

Os resultados mostraram que metade dos indivíduos apresentou níveis iguais ou superiores a 6,0 mg/kg, índice considerado elevado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Esse número está associado a riscos sérios de saúde, como danos neurológicos, complicações na gestação e sintomas de intoxicação — tremores, insônia, perda de memória e alterações motoras.

Segundo especialistas, o mercúrio utilizado em garimpos ilegais contamina os rios da região e, consequentemente, os peixes que fazem parte da base alimentar das comunidades indígenas. Esse consumo frequente aumenta a exposição ao longo da vida, o que explica os índices mais altos entre pessoas acima de 50 anos.

Faixa etária Coletas realizadas Resultados ≥ 6,0 mg/kg % 10 - 20 anos 14 1 7% 21 - 30 anos 46 25 54% 31 - 40 anos 55 23 42% 41 - 50 anos 43 26 60% 51 - 60 anos 24 18 75% ≥ 61 anos 10 4 40% Total 192 97 50,5%

O levantamento aponta ainda que homens apresentam níveis elevados de mercúrio em mais de 60% dos casos, quando se compara com mulheres, onde o número chega a 38,37%. No entanto, as mulheres em idade fértil preocupa, pois 31,37% apresentam níveis de mercúrio superiores ao limite seguro, o que pode representar sérios riscos ao desenvolvimento do feto, em caso de gravidez.

Sexo Coletas realizadas Resultados ≥ 6,0 mg/kg % Feminino 86 33 38% Masculino 106 64 60%

Os resultados do levantamento no Oiapoque foram apresentados às comunidades durante a Assembleia da Associação das Mulheres Indígenas em Mutirão (AMIM). A presidente da organização indígena, Janina Karipuna, falou sobre os dados considerados preocupantes:

"As consequências da contaminação pelo mercúrio atingem a todos, não só aqueles que estão no garimpo. Todos saímos prejudicados. Por isso é importante ainda fazer novos testes e ampliar a discussão sobre isso nas nossas terras”, destacou.

O estudo reforça a necessidade urgente de políticas de saúde e fiscalização ambiental para conter os impactos da contaminação. Além dos povos indígenas, toda a população que consome peixes da bacia amazônica pode estar exposta. Ainda segundo o Iepé, levantamentos anteriores já haviam identificado mercúrio no pescado vendido em feiras e mercados da região Norte.

Qué observar

Perspectiva de IA — posibilidades, no hechos

  • Aumento da pressão por políticas de saúde e fiscalização ambiental mais rigorosas no Amapá.

    Muy probable · En meses

  • Novos testes e discussões sobre a contaminação por mercúrio serão realizados nas terras indígenas.

    Muy probable · En meses

Preguntas abiertas

  • Quais são as medidas específicas que o governo pretende implementar para conter o garimpo ilegal e a contaminação?
  • Qual o impacto a longo prazo da contaminação por mercúrio na saúde das futuras gerações indígenas?
  • Existem outras etnias ou regiões no Amapá com níveis de contaminação semelhantes?
  • Quais são os planos de tratamento e acompanhamento para os indígenas afetados?

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This article was originally published by G1.

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