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EUA endurecem sanções contra Cuba e empresas hoteleiras anunciam saída
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G14/6/2026Mundo3 min de lecturaBrazil

EUA endurecem sanções contra Cuba e empresas hoteleiras anunciam saída

En resumen

  • EUA intensificam sanções contra Cuba com ordem executiva, mirando o Grupo de Administração Empresarial (Gaesa).
  • Empresas hoteleiras como Meliá, Iberostar e Blue Diamond anunciam saída ou redução de operações na ilha, impactando severamente a economia cubana.

Resumen generado por IA

Por qué importa

A administração Trump tem endurecido a política em relação a Cuba desde janeiro, impondo um bloqueio petrolífero e agora ampliando as sanções. O Gaesa, vinculado às Forças Armadas cubanas, é um alvo central das novas medidas. Várias redes hoteleiras internacionais já operavam em parceria com o Gaesa ou com o Ministério do Turismo cubano.

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Em 1º de maio, o presidente americano, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que endurece as sanções contra Cuba, reiterando que a ilha comunista, situada a 150 km da costa da Flórida, representa "uma ameaça extraordinária" à segurança nacional dos Estados Unidos.

A administração Trump, que impõe desde janeiro um bloqueio petrolífero à ilha, também voltou sua atenção para o Grupo de Administração Empresarial S.A. (Gaesa), vinculado às Forças Armadas cubanas e uma das primeiras entidades sancionadas sob a nova ordem executiva.

Em consequência, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) do Departamento do Tesouro estabeleceu a próxima sexta-feira (5) como prazo final para que empresas estrangeiras com negócios ligados ao Gaesa reajustem suas operações ou enfrentem sanções dos Estados Unidos.

Essas medidas podem implicar dificuldades de acesso ao sistema financeiro internacional e à realização de transações, proibição de que bancos trabalhem com essas empresas ou congelamento de ativos.

Nesse contexto, várias redes hoteleiras já anunciaram sua retirada ou a redução de suas operações na ilha.

A rede espanhola Meliá anunciou nesta quarta-feira (3) que encerrará suas operações em 15 hotéis administrados em Cuba em parceria com o Gaesa, embora não tenha mencionado os outros 19 estabelecimentos que opera com o Ministério do Turismo cubano.

A Meliá se junta à rede espanhola Iberostar e à canadense Blue Diamond, que anunciaram nos últimos dias o encerramento parcial ou total de suas operações turísticas em Cuba.

A Iberostar deixou de administrar 12 hotéis operados em Cuba em associação com o Gaesa, embora continue trabalhando com outras seis unidades pertencentes ao Ministério do Turismo, informaram à AFP várias fontes próximas ao assunto.

Iberostar e Meliá foram as primeiras redes hoteleiras espanholas a chegar a Cuba, depois que a ilha se abriu ao turismo internacional para tentar superar a crise provocada pela queda do bloco soviético em 1991.

Na segunda-feira, a rede canadense Blue Diamond informou à AFP que encerrava suas operações em Cuba devido à situação atual do setor, em um momento em que a ilha enfrenta crescente pressão dos Estados Unidos.

O grupo asiático Archipelago International também estuda limitar sua presença ou abandonar a ilha, segundo fontes próximas ao setor ouvidas pela AFP.

Ativa no setor de mineração, também na mira de Washington, a canadense Sherritt tornou-se, em 7 de maio, a primeira empresa estrangeira a anunciar sua saída de Cuba, onde extraía níquel e cobalto desde a década de 1990 por meio da empresa mista General Nickel Company S.A.

"O impacto para a economia cubana da saída de todas essas companhias internacionais no curto prazo é devastador", declarou à AFP o economista e consultor cubano Daniel Torralbas. Isso "transforma 2026 no pior ano da história econômica de Cuba nos últimos 70 anos", acrescentou.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, firme opositor do governo de Havana, acusou há duas semanas os líderes cubanos de roubo e corrupção por meio do Gaesa.

Rubio lembrou que o ex-presidente Raúl Castro, atualmente denunciado pela Justiça americana, foi o fundador do Gaesa, que, segundo o Departamento de Estado dos EUA, possui ativos avaliados em 18 bilhões de dólares (R$ 90,3 bilhões) e controla até 70% da economia cubana.

Qué observar

Perspectiva de IA — posibilidades, no hechos

  • Mais empresas estrangeiras com ligações ao Gaesa anunciarão a saída de Cuba.

    Muy probable · En semanas

  • A economia cubana sofrerá uma contração significativa em 2026.

    Muy probable · En meses

  • O governo dos EUA continuará a aplicar pressão sobre Cuba através de sanções.

    Probable · Largo plazo

Preguntas abiertas

  • Quais outras empresas estrangeiras serão afetadas pelas novas sanções?
  • Qual será a resposta do governo cubano às novas sanções?
  • Haverá retaliação por parte de Cuba contra empresas americanas?
  • Qual o impacto a longo prazo na economia cubana e no setor de turismo?

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This article was originally published by G1.

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