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Festa do Divino de Mogi das Cruzes é encerrada com procissão e missa
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G124.05.2026Religion4 dk okumaBrazil

Festa do Divino de Mogi das Cruzes é encerrada com procissão e missa

En resumen

  • A Festa do Divino de Mogi das Cruzes foi encerrada com a Procissão de Pentecostes e missa na Catedral de Sant'Ana.
  • Devotos acompanharam o cortejo, que representou os sete dons do Espírito Santo, e participaram da queima de pedidos.

Resumen generado por IA

Por qué importa

A Festa do Divino em Mogi das Cruzes é uma celebração religiosa com mais de 413 anos de tradição. A Procissão de Pentecostes representa os sete dons do Espírito Santo e é um dos pontos altos do evento. A festa envolve a comunidade e entidades beneficentes.

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Império da Festa do Divino de Mogi das Cruzes foi fechado com o encerramento do evento — Foto: Cauê Adamuz/g1

Nem a chuva afastou os devotos, que acompanharam a Procissão de Pentecostes pelas ruas da cidade.

Os fiéis tomaram conta das ruas durante as paradas da procissão. Cada uma delas representou um dos sete dons do Espírito Santo: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor de Deus.

Ao longo do percurso, devotos com bandeiras aguardavam a passagem do cortejo. Entre eles estava o aposentado Donizeti Antônio Rodrigues, que acompanha a Procissão de Pentecostes desde a infância.

"Meus pais já faleceram e eles me levavam e eu continuo. Sempre fui devoto do Divino é o auge do catolicismo. O divino Espírito Santo é o próprio Deus. É rememorar o que aconteceu em Pentecostes. Então, é muito bom você estar aqui.”

Donizeti Antônio acompanha a Procissão de Pentecostes desde criança — Foto: Cauê Adamuz/g1

Moradora do Jardim Camila, a rezadeira Tatiane Santos também participou da Procissão de Pentecostes. Há três anos na função, ela contou que a celebração desperta um sentimento de união e fé entre os devotos.

"Eu falo que quanto mais a gente abre o coração, mais a gente sente esse amor de Deus. Esse amor, né, que ele contagia assim a todos. Eu falo que a cidade fica uma cidade cheia de luz, né, nesse tempo. E é maravilhoso servir o Senhor."

Tatiane Santos é rezadeira e participou da Procissão de Pentecostes em Mogi das Cruzes — Foto: Cauê Adamuz/g1

A família Mármora mantém há gerações a tradição e a devoção ao Divino Espírito Santo em Mogi das Cruzes.

Gioconda Mármora contou que o altar do sétimo dom, o Temor de Deus, era montado tradicionalmente em frente ao prédio onde morava a tia dela, Elvira Mármora.

Família Mármora no alta do dom do Temor de Deus na Procissão de Pentecostes em Mogi das Cruzes — Foto: Cauê Adamuz/g1

"Ela trouxe essa tradição, acho que ela ficou há mais de 80 anos fazendo aqui o altar. Ela veio a falecer em 2017 com 107 anos. Aí a gente assumiu essa responsabilidade, essa bênção, essa graça de continuar com o altar do Divino Espírito Santo nessa festa em Mogi que dura mais de 413 anos. É uma bênção pra a gente, é uma honra pra gente fazer parte dessa festa, dessa cidade, e tá servindo ao nosso Pai e ao Espírito Santo."

No final da Procissão de Pentecostes os devotos lotaram a Catedral de Sant'Ana para acompanhar a celebração comandada pelo bispo diocesano dom Pedro Luiz Stringhini.

Missa de Pentecostes na Catedral de Sant'Ana em Mogi das Cruzes — Foto: Cauê Adamuz/g1

Queima dos pedidos e fechamento do Império

Depois do encerramento da missa, os devotos foram para a praça coronel Benedito de Almeida acompanhar a queima dos pedidos. Eles foram depositados pelos devotos nas urnas das rezadeiras durante as visitas para orações durante o ano.

Rezadeiras fazem a incineração dos pedidos recolhidos nas casas dos devotos em Mogi das Cruzes — Foto: Cauê Adamuz/g1

O fechamento do Império foi feito pelo bispo dom Pedro Luiz Stringhini e pelos festeiros Ricardo Medina Alvarez e Maria de Lourdes Pereira da Silva Medina e os capitães-de-mastro foram Maurício de Lima Ramos e Tavane Prado Rodrigues Ramos.

Dom Pedro Luiz Stringhini afirmou que foram dez dias intensos de festa que deixam saudade, mas que o Espírito Santo continua derramando os seus dons. "Vamos testemunhar a presença de Jesus Cristo e o dom do Espírito Santo que é uma certeza."

Ele também destacou a fé dos devotos que não abandonaram a procissão por causa da chuva.

"De chuva, sem chuva, nós vamos rezar, nós vamos cantar, nós vamos nos encontrar, nós vamos festejar o Divino Espírito Santo. Então, esse ano foi diferente sim, porque normalmente são dias de sol, bastante mais frio do que foi e sol, e esse ano foi menos frio e a chuva, e nada atrapalhou, seguimos adiante."

A festeira Maria de Lourdes Pereira da Silva Medina afirmou que a preocupação maior com a condição climática era com a quermesse. Isso por conta das entidade beneficentes que comandam as barracas.

"Esses 11 dias de festa, eles compram tudo que tem que fazer. Algumas ganham, mas ganham algumas coisas de doação. Então a maior parte do que eles fazem lá na festa dos insumos são eles que compram. Então, a gente ficou preocupado nisso. Meu Deus tem que dar tanto para conseguir cobrir para conseguir pagar para conseguir, enfim, terminar a festa redondinha. Para a gente entregar para o próximo festeiro aí tudo certo. Mas graças a Deus deu tudo certo."

Segundo a festeira, a Procissão de Pentecostes foi um sucesso, assim como toda a festa."Muita gente na rua assistindo, a igreja lotada. A gente conseguiu entregar, né? Cumprir com a nossa missão que foi levar a paz pra todo mundo. Tá cumprindo, eu espero que esteja assim no coração de todo mundo também."

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Preguntas abiertas

  • Qual o impacto financeiro exato da festa para as entidades beneficentes?
  • Houve alguma menção a eventos futuros relacionados à Festa do Divino?

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This article was originally published by G1.

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