Governo cogita remover ponte onde jovem morreu em salto de rope jump
En resumen
- Governo federal avalia remover a Ponte do Esqueleto, entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP), após jovem morrer em salto de rope jump sem corda.
- Três instrutores foram presos.
Resumen generado por IA
Por qué importa
A jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu após cair de uma ponte durante um salto de rope jump sem estar presa às cordas de segurança. A Ponte do Esqueleto, onde ocorreu o acidente, pertence ao governo federal e está desativada há 30 anos.
O governo federal informou na noite desta segunda-feira (15) que cogita a "remoção" da ponte de onde a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas foi lançada sem estar presa às cordas de segurança e morreu durante um salto de rope jump.
A Ponte do Esqueleto, como é conhecida, fica entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP) e pertence ao governo federal. Ela está desativada para o tráfego de veículos há 30 anos e, desde então, acumula uma série de acidentes.
Nesta segunda-feira (15), a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) teve reuniões com as prefeituras das duas cidades para discutir possíveis medidas relacionadas à ponte.
"A SPU continuará discutindo com os governos locais uma solução definitiva para a referida ponte, que poderá ser eventual remoção."
Segundo o SPU, as duas prefeituras apoiam a possibilidade de implodir a estrutura desativada.
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As investigações iniciais apontam que nunca houve autorização para realizar saltos de rope jump no local. A modalidade também não tem uma regulamentação definida no país.
Por conta disso, a Secretaria de Patrimônio da União disse que valas devem ser reabertas no local para impedir o acesso. Ainda segundo a pasta, a Superintendência do Patrimônio da União em São Paulo (SPU-SP) se comprometeu em colocar placas de aviso e instalar barreiras físicas.
"A SPU reafirma que a transferência da ponte para o Patrimônio da União sob gestão da Secretaria foi oficializada em maio, que nunca autorizou nenhuma atividade na referida ponte e que o diálogo e parceria entre entes federados é o caminho para gestão de espaços de uso comum", complementou, em nota.
Ponte do Esqueleto, em Limeira; jovem de 21 anos morreu após fazer salto de rope jump sem corda — Foto: Wesley Almeida/EPTV
Instrutores presos
Inicialmente, seis pessoas foram detidas, mas apenas três instrutores, que foram atuados em flagrante, seguem presos.
Os suspeitos são Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos; e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos. No domingo (14), a Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante deles.
O grupo responsável pela atividade não possuía empresa formal, segundo a polícia. Na visão de João Castro, diante disso, eles devem ser responsabilizados individualmente.
O advogado de defesa afirmou que os três clientes são apaixonados pelo esporte, atuam há anos e nunca tiveram problemas. Ele classificou o caso como uma "triste fatalidade".
🔎 O rope jump é uma modalidade que usa cordas estáticas, sem elasticidade, e após a queda faz um movimento de balanço, como um pêndulo. No bungee jump, modalidade mais conhecida, a corda elástica faz a pessoa cair e quicar para cima e para baixo repetidas vezes.
Ponte do Esqueleto em Limeira — Foto: Jefferson Barbosa/EPTV
O que dizem as outras autoridades
Prefeitura de Limeira
Em nota, a Prefeitura de Limeira disse que “vinha adotando medidas administrativas e cobrando providências junto aos órgãos federais responsáveis pela área” e que a tragédia “torna insustentável e inaceitável a continuidade dessa omissão”.
Segundo a administração municipal, a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente do governo federal.
A Prefeitura e a Câmara Municipal alegam que já haviam encaminhado ofícios aos órgãos responsáveis cobrando medidas de segurança. "Nenhuma providência concreta foi adotada", pontuou.
"Além das circunstâncias que levaram à morte da jovem, é preciso apurar a responsabilidade pela falta de controle de acesso a uma área federal que, há anos, apresenta riscos conhecidos e segue sem as medidas de proteção necessárias. A Prefeitura e a Câmara vêm cobrando providências há meses para que o Governo Federal assuma sua responsabilidade. Infelizmente, a omissão federal acaba de resultar em mais uma tragédia em Limeira", disse o prefeito Murilo Félix (Podemos).
Prefeitura de Cordeirópolis
Em reunião com a SPU nesta segunda-feira, a Prefeitura de Cordeirópolis defendeu a demolição da Ponte do Esqueleto e garantiu que reforçará o bloqueio à estrutura.
Ministério Público Federal
O Ministério Público Federal (MPF) disse que o processamento e julgamento do caso não ficarão necessariamente na esfera federal somente pelo fato de a área pertencer à União.
"Trata-se de uma ocorrência que, em tese, corresponde às atribuições dos órgãos estaduais de persecução penal (polícia e Ministério Público de SP) para atuação. Porém, para que isso seja definido, é preciso antes que o MPF analise os fatos preliminarmente e avalie o encaminhamento. Não há um prazo preestabelecido para a conclusão dessa etapa."
Ministério Público de São Paulo
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pontuou que atuou na audiência de custódia dos presos, pedindo pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, o que correu, e destacou que o processo está em apuração.
Polícia Civil
A Polícia Civil deve colher o depoimento de novas testemunhas e aguarda a conclusão de laudos periciais para dar sequência às investigações.
A delegada responsável pelo caso, Andrea Levy, disse em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, que buscará providências em relação à ponte.
"Farei o possível, com o apoio do município e em contato com os Ministérios Públicos Estadual e Federal, para buscar uma providência urgente em relação à interdição, demolição ou qualquer outra medida necessária para essa ponte, que já foi palco de muitas tragédias."
A tragédia
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra Maria Eduarda Rodrigues de Freitas sendo carregada por três funcionários até a beirada da plataforma. Ela é impulsionada para frente e, logo após a queda, ouvem-se gritos de desespero dizendo "a corda" e "gente, a corda".
A jovem caiu de uma altura de 40 metros e teve a morte constatada no local pelas equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros.
Segundo a Polícia Civil, o equipamento grosso que deveria estar preso ao corpo da vítima para segurar a queda foi esquecido e ficou enrolado no chão da estrutura de salto.
Uma testemunha, que saltaria logo após a jovem, relatou que os instrutores não fizeram a checagem de segurança na vez de Maria Eduarda.
Segundo testemunhas e a Polícia Civil, houve uma falha grave na checagem dos equipamentos e os instrutores simplesmente esqueceram de conectar o sistema de segurança em Maria Eduarda.
Em depoimento à polícia, os três instrutores presos não souberam explicar o motivo do erro. A delegada responsável pelo caso afirmou que eles se mostraram desnorteados e alegaram não se recordar de quem era a obrigação de colocar a corda, nem o porquê de a fiscalização final não ter sido feita antes de empurrarem a vítima.
Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem cordas de plataforma de rope jump em Limeira — Foto: Reprodução/Redes sociais
Infográfico - Mulher morre ao ser jogada sem cordas em salto de rope jump — Foto: Arte/g1
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Ops!
Qué observar
Perspectiva de IA — posibilidades, no hechos
Remoção ou interdição definitiva da Ponte do Esqueleto.
Muy probable · En meses
Abertura de processo criminal contra os instrutores e possíveis organizadores.
Muy probable · En semanas
Preguntas abiertas
- Qual a real causa da falha na conexão da corda?
- Haverá responsabilização criminal para além dos instrutores?
- Qual o prazo para a remoção da ponte?







