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Indígenas sofrem com cheia de rio que alaga plantações no Amazonas
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G103.06.2026Mundo3 dk okumaBrazil

Indígenas sofrem com cheia de rio que alaga plantações no Amazonas

En resumen

  • Indígenas da comunidade Marauiá, na Terra Indígena Yanomami (AM), enfrentam inundações em plantações devido à cheia do Rio Marauiá.
  • A Funai já entregou 821 cestas básicas e monitora a situação.

Resumen generado por IA

Por qué importa

Indígenas da comunidade Marauiá, na Terra Indígena Yanomami, no Amazonas, estão sofrendo com a inundação de suas plantações devido à cheia dos rios. O município de Santa Isabel do Rio Negro está em situação de atenção. O Rio Mamirauá, afluente do Rio Negro, não tem seus níveis monitorados pela Defesa Civil.

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Indígenas que habitam na comunidade Marauiá, dentro da Terra Indígena Yanomami, no Amazonas, estão sofrendo com a inundação de suas plantações devido a cheia dos rios em Santa Isabel do Rio Negro, onde parte do território fica localizado. O município amazonense está, de acordo com a Defesa Civil do Estado, em situação de atenção para o fenômeno.

O Rio Mamirauá é uma afluente do Rio Negro que corta parte da T.I Yanomami e não tem os níveis monitorados pela Defesa Civil.

Em um vídeo obtido pela Rede Amazônica, um dos indígenas da comunidade que conta com 3 mil habitantes, Elizeu Yanomami, relatou que a enchente do Rio Marauiá foi maior do que o esperado e causou a perda de roças onde eram cultivadas frutas.

“Neste ano, todos os povos que moram na comunidade falam que nunca aconteceu algo do tipo nesse rio. Ele encheu e foi alagando todas as roças. Perderam banana, manivas e outros tipos de fruta”.

A comunidade do Marauiá é de difícil acesso. Para entrar ou sair do local, só há duas opções: viajar de barco pelo Rio Marauiá, enfrentando um trajeto tortuoso e com várias cachoeiras, ou ir de avião, que pousa em uma pista construída pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e que apenas órgãos que atuam no território conseguem usar durante a maior parte do ano.

Segundo Elizeu, em algumas áreas onde haviam plantações é impossível caminhar sem que a água cubra os joelhos.

Indígena fica com água até os joelhos em área onde havia plantação de frutas. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Ajuda humanitária

De acordo com a Funai, 20 aldeias das 22 catalogadas na comunidade tiveram que receber cestas de alimentos.

Por meio de nota, o órgão afirmou que realizou a entrega de 821 cestas de alimentos na região do Marauiá. As equipes que atuam no local estão realizando um levantamento detalhado sobre o número de indígenas afetados pela cheia na região.

A Funai disse ainda que segue acompanhando a situação por meio da Coordenação Regional Rio Negro e das equipes locais, com ações de apoio às comunidades indígenas da região. A unidade regional informou que as entregas de cestas seguem em andamento em outras localidades, mas não informou quais.

Cheia no Amazonas causa impactos, mas perde força

Apesar dos prejuízos em algumas regiões do estado, a cheia dos rios no Amazonas já dá sinais de enfraquecimento e os níveis monitorados pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) devem permanecer abaixo da cota de inundação severa em 2026, segundo o órgão.

O monitoramento considera os rios em Manaus, no Rio Negro; Manacapuru, no Rio Solimões; e Itacoatiara e Parintins, no Rio Amazonas. Segundo o órgão, os dados atuais já apontam início gradual da vazante em parte da bacia amazônica.

De acordo com o gerente de Hidrologia do SGB, André Martinelli, os dados mostram que o processo de enchente está próximo do fim em parte da bacia amazônica. "Já há indícios de término do processo de enchente e início do processo de vazante", disse.

Cestas básicas foram entregues para indígenas afetados pela cheia em comunidade no Amazonas. — Foto: Divulgação/Funai

Cheia do Rio Marauiá inundou plantações de indígenas em Santa Isabel do Rio Negro, no Amazonas. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Preguntas abiertas

  • Qual o número exato de indígenas afetados pela cheia na região?
  • Quais outras localidades estão recebendo cestas básicas?
  • Qual a extensão total das perdas de plantações?
  • Haverá algum plano de recuperação para as plantações perdidas?

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This article was originally published by G1.

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