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Inverno de 2026 começa com frio intenso no Centro-Sul e chuva acima da média no Sul
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G119.06.2026Environment8 dk okumaBrazil

Inverno de 2026 começa com frio intenso no Centro-Sul e chuva acima da média no Sul

En resumen

  • O inverno de 2026 inicia neste domingo (21) com a noite mais longa do ano.
  • A previsão indica frio concentrado no início da estação, com geadas e temperaturas abaixo de zero no Sul e Sudeste, e chuva acima da média no Sul.
  • O Norte e Nordeste terão tempo seco e quente.

Resumen generado por IA

Por qué importa

O inverno de 2026 começa oficialmente no domingo, 21 de junho, com o solstício. A previsão climática indica um padrão de frio concentrado no início da estação, com variações regionais significativas.

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O inverno de 2026 só começa às 5h24 deste próximo domingo (21), no horário de Brasília — instante do solstício que traz a noite mais longa do ano —, mas os primeiros dias gelados da estação devem aparecer logo na virada deste fim de semana, principalmente em boa parte do Centro-Sul do país.

De acordo com a Climatempo, a tendência para o inverno é de um frio concentrado no início da estação, com chuva acima da média no Sul e pancadas fora de época no Sudeste e no Centro-Oeste.

No Norte e no Nordeste, o tempo deve ficar predominantemente seco e quente.

Julho deve ser o mês mais rigoroso. Duas fortes massas de ar frio são esperadas para o período — uma no meio e outra no fim do mês —, capazes de levar geada e temperaturas abaixo de zero ao Sul e a algumas áreas do Sudeste.

Uma dessas investidas polares pode empurrar o ar frio até as regiões de Goiânia (GO) e Brasília (DF), o norte de Minas Gerais e o extremo sul da Bahia.

A neve, sempre rara, tem mais chance de aparecer nas serras gaúchas e catarinenses nos primeiros dias da estação e ao longo de julho.

A primeira onda de frio, porém, chega antes disso. A previsão é de que uma forte massa de ar polar avance pelo interior do país entre os dias 22 e 30 de junho.

Ela deve atingir o Sul, partes do Sudeste e do Centro-Oeste. Esse mesmo ar gelado deve provocar friagem em Rondônia, no Acre e no sul do Amazonas.

"A tendência é que o começo do inverno seja marcado por mais episódios de frio. Nesse período, massas de ar de origem polar devem avançar com mais frequência pelo país e podem chegar até áreas do Norte do Brasil, provocando quedas bruscas de temperatura", explica César Soares, meteorologista da Climatempo.

Amanhecer com geada e muito frio na manhã na cidade de Curitiba, Paraná. — Foto: MAURO FANHA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

A partir da segunda quinzena de agosto, as massas de ar polar perdem força e as temperaturas voltam a subir, muitas vezes acima da média histórica.

Picos de calor são esperados para agosto no Centro-Oeste, no Sudeste, no Norte e no Nordeste.

Em setembro, nas últimas semanas da estação, cresce o risco de ondas de calor, sobretudo no Centro-Oeste, no Norte e no Nordeste.

"Na segunda metade da estação, principalmente a partir da segunda quinzena de agosto, o frio tende a perder força. A previsão é de que as temperaturas fiquem menos baixas e, em algumas regiões, até acima da média climatológica para o período", acrescenta César.

Temperaturas no inverno. — Foto: Arte/g1

No quesito chuva, o destaque continua sendo o Sul. A passagem mais frequente de frentes frias deve deixar a região mais úmida que o normal, e o sudoeste do Paraná pode registrar volumes bem acima da média.

Os temporais, porém, tendem a ser mais pontuais, sem a abrangência vista em 2024.

O Sudeste e o Centro-Oeste, onde o inverno costuma ser seco, podem ter pancadas fora de época em vários momentos do trimestre.

Ainda assim, boa parte dessas duas regiões terá muitos dias de ar seco e grande variação de temperatura entre a manhã e a tarde.

Já o extremo norte do país e a faixa leste do Nordeste devem ficar mais secos que o habitual — o que, somado ao calor, mantém aceso o alerta para queimadas, sobretudo na região do Matopiba, entre Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

Já o El Niño, que voltou a se formar oficialmente na primeira semana de junho, deve influenciar o comportamento do tempo principalmente na segunda metade do inverno.

O fenômeno, marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, vem se fortalecendo rapidamente e pode atingir uma intensidade forte a muito forte nos próximos meses.

Veja abaixo o que os meteorologistas esperam para cada mês da estação:

Julho

Mês mais frio do inverno, com duas fortes massas de ar polar previstas — uma na metade e outra no fim do mês. As duas devem atingir o Sul, o Sudeste e o Centro-Oeste, podendo chegar até o norte de Minas Gerais e o extremo sul da Bahia.

O Sul deve ter dias de frio intenso, com temperaturas abaixo de zero nas áreas mais altas. A neve é possível nas serras gaúchas e catarinenses.

A chuva deve ficar acima da média no Sul, sobretudo no sudoeste do Paraná. No restante do país, o tempo tende a ser mais seco, com pancadas apenas isoladas.

No Centro-Oeste e no interior do Nordeste, os dias tendem a ser quentes, com grande variação de temperatura entre manhã e tarde.

Rondônia, Acre e sul do Amazonas podem ter friagem durante o mês.

Agosto

O frio perde força na segunda quinzena, e as temperaturas começam a subir no Centro-Oeste, no Sudeste, no Norte e no Nordeste — algumas áreas podem registrar picos de calor.

Uma frente fria continental ainda deve passar pelo interior do país, levando chuva a áreas do Sudeste e do Centro-Oeste.

O Sul segue com chuva mais frequente, mas a chance de geada ampla diminui em relação a julho.

O ar seco predomina em grande parte do território, e o risco de queimadas cresce no Matopiba e em áreas do Centro-Oeste e do Norte.

Rondônia, Acre e sul do Amazonas ainda podem ter episódios de friagem.

Setembro

Último mês do inverno, com temperaturas acima da média em grande parte do país. O risco de ondas de calor aumenta, sobretudo no Centro-Oeste, no Norte e no Nordeste.

A chuva começa a retornar de forma gradual no Centro-Oeste e no Sudeste, mas o Sul ainda deve seguir mais úmido que a média.

No Norte e no Nordeste, o tempo permanece predominantemente seco. No Matopiba, o retorno das chuvas deve atrasar em relação ao que seria esperado para o início da primavera.

Veja agora o que esperar do inverno de 2026 em cada região do país:

Região Sul

A região deve ter inverno mais chuvoso que a média e o frio tende a ser menos persistente que em maio e junho, justamente por causa das chuvas mais frequentes.

As temperaturas devem ficar perto da média da estação. Geada ampla e até neve são possíveis nas áreas mais altas já na primeira semana e em julho.

Em Porto Alegre (RS), Curitiba (PR) e Florianópolis (SC), os dias gelados devem se intercalar a períodos de chuva ao longo do trimestre.

Chuva no inverno de 2026. — Foto: Arte/g1

Região Sudeste

As chuvas devem ficar perto da média em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, acima do normal no centro-sul de São Paulo e abaixo da média no Espírito Santo.

As temperaturas seguem acima do normal na maior parte da região.

São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ) podem sentir o frio nos primeiros dias e em julho, inclusive com risco de geada em pontos mais altos, antes de o calor voltar na reta final da estação.

Região Centro-Oeste

A chuva deve ficar próxima da média na maior parte do território, mas pancadas fora de hora podem aparecer ao longo dos meses.

O calor predomina e fica acima da média, sobretudo na faixa central. Brasília (DF), Goiânia (GO) e Cuiabá (MT) podem registrar frio passageiro em junho e julho, quando o ar polar chega a avançar até a região, antes do retorno das temperaturas elevadas em agosto.

Previsão de temperatura mínima nesta sexta (19) em todo o Brasil. — Foto: CPTEC/Inpe

Região Nordeste

O inverno é época seca e quente na região. A chuva deve ficar abaixo da média em boa parte do território, especialmente na faixa leste.

As temperaturas seguem acima do normal, principalmente no Maranhão, no oeste do Piauí e no oeste da Bahia. Recife (PE) e Salvador (BA) terão dias quentes e tempo mais firme.

São Luís (MA), no extremo norte da região, vê as chuvas ficarem mais escassas conforme a estação avança.

Região Norte

Depois de um outono bastante chuvoso, o Norte entra na fase mais seca do ano, e a chuva deve ficar abaixo da média em quase toda a região.

O calor é a marca do período, podendo passar de 1°C acima da média histórica, sobretudo no sul e no leste do Pará e no Tocantins.

Belém (PA) e Manaus (AM) ainda veem alguma chuva no início, que tende a diminuir ao longo dos meses. Rondônia, Acre e o sul do Amazonas, porém, devem sentir os episódios de friagem trazidos pelas ondas de frio que avançam a partir do Sul.

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Previsão para os próximos dias

Nesta sexta, uma frente fria avança pela Região Sul e aumenta as condições para chuva forte, trovoadas e rajadas de vento, principalmente no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná.

As instabilidades começam a ganhar força já nas primeiras horas do dia no oeste e no sul gaúcho e, ao longo da tarde e da noite, avançam para outras áreas da região, incluindo o oeste catarinense, o sudoeste e o centro-sul do Paraná.

Há risco de temporais isolados, com chuva moderada a forte em alguns momentos.

No sábado (20), a chuva perde força no Rio Grande do Sul, mas ainda deve atingir áreas de Santa Catarina e do Paraná, especialmente no norte e no leste paranaense.

Com a entrada de ar mais frio, o amanhecer pode ter temperaturas próximas de 3°C na faixa de fronteira com o Uruguai e nas áreas serranas entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Também há possibilidade de geada na Campanha Gaúcha.

Primeira onda de frio do inverno começa no domingo (21). Áreas em roxo devem ser as mais afetadas. — Foto: Reprodução/Jornal Nacional

Nas áreas de serra, as máximas devem ficar baixas e não passar de 10°C em alguns pontos.

No Sudeste, o destaque segue sendo o frio, principalmente nas áreas mais altas. Nesta sexta, a maior parte da região ainda terá tempo firme, com céu parcialmente nublado a nublado e temperaturas baixas no começo do dia.

Nas serras de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, os termômetros podem ficar perto de 4°C. O frio também alcança o sul paulista e o sul mineiro, com mínimas entre 5°C e 10°C.

À noite, a aproximação da frente fria já pode provocar pancadas isoladas no sul de São Paulo. No sábado, a chuva avança pelo estado paulista e também pode atingir o sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.

Previsão de chuva nesta sexta em todo o país. — Foto: CPTEC/Inpe

No Norte, a chuva segue espalhada por boa parte da região. Roraima e Amazonas devem ter pancadas acompanhadas de trovoadas nesta sexta, e a condição também se repete no sábado em áreas do Acre, Amazonas, Rondônia, Pará e Amapá.

Tocantins fica mais seco, com poucas nuvens e calor. As máximas mais altas devem ocorrer no Tocantins e no sudeste do Pará, com marcas entre 34°C e 38°C.

No Nordeste, a chuva se concentra principalmente no litoral da Bahia, em Sergipe, Alagoas e no centro-leste de Pernambuco nesta sexta.

Também há previsão de pancadas isoladas no Maranhão, no Piauí, no Ceará, na Paraíba, no Rio Grande do Norte e no nordeste baiano.

O interior da região segue mais seco, especialmente no centro-oeste da Bahia e no sul do Maranhão e do Piauí.

No sábado, a chuva continua em parte do litoral e do centro-norte nordestino. A Chapada Diamantina, na Bahia, deve ter madrugada fria, com mínimas entre 8°C e 10°C.

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This article was originally published by G1.

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