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BackJovem morre após saltar de rope jump sem corda em Limeira; investigados dizem não se lembrar de falha
Jovem morre após saltar de rope jump sem corda em Limeira; investigados dizem não se lembrar de falha
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G115.06.2026Crime5 dk okumaBrazil

Jovem morre após saltar de rope jump sem corda em Limeira; investigados dizem não se lembrar de falha

En resumen

  • Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21, morreu após saltar de rope jump sem nenhuma corda de segurança em Limeira.
  • Três funcionários foram presos e alegam não se lembrar de quem falhou na instalação do equipamento.
  • Uma enfermeira tentou socorrer a vítima.

Resumen generado por IA

Por qué importa

Uma jovem morreu após saltar de rope jump sem as cordas de segurança em Limeira. A investigação aponta que duas cordas deveriam estar instaladas, mas nenhuma foi colocada.

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A jovem que morreu após saltar de rope jump devia ter sido presa a duas cordas, mas estava sem nenhuma. A informação sobre a segunda corda foi divulgada pela delegada responsável pelo caso, Andrea Levy, nesta segunda-feira (15).

"Pelo interrogatório dos três investigados que permaneceram presos, eram duas cordas. Nenhuma delas estava colocada. Eles não se recordam se deixaram de colocá-las, quem deixou de colocar ou quem deixou de fiscalizar, mas as cordas não estavam instaladas", disse a delegada à EPTV, afiliada da TV Globo.

Ainda conforme Levy, a vítima, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, estava com uma cinta fixada no corpo e com o gancho onde as cordas deviam ter sido colocadas.

"Havia os equipamentos, uma espécie de cinta fixada na região das coxas e do tórax, com o gancho onde a corda deveria estar acoplada. Seriam duas cordas: uma na região do estômago e outra um pouco mais abaixo, se não me engano. Nenhuma dessas duas cordas estava presente. O capacete, que é visível nas imagens, também não foi localizado no local."

Laudos e novas testemunhas

A delegada destacou também que os próximos passos da investigação envolvem o depoimento de novas testemunhas e a conclusão de laudos periciais.

"Os laudos aguardados são o laudo do local e o laudo necroscópico. O laudo do local, acredito, não revelará muito mais do que o próprio vídeo, que por si só já demonstra como os fatos ocorreram. No entanto, ele poderá estimar a altura da ponte, a forma como a vítima foi arremessada, o local onde o corpo foi encontrado e as condições em que foi localizado."

Enfermeira prestou socorro

Uma enfermeira de 26 anos que saltaria de rope jump pouco depois de Maria Eduarda afirmou à polícia que prestou socorro à jovem e tentou reanimá-la.

Em depoimento à Polícia Civil, a enfermeira, chamada Rayza Gabrieli Dias Delfino, afirmou que desceu da ponte e encontrou Maria Eduarda com pulsação fraca.

"Ela estava dando aquele suspiro de pós-morte [...] Eu peguei, chequei, ela estava com um pulso bem fraco. Eu comecei a massagem e parou [a pulsação]”, conta.

A enfermeira também disse que a jovem estava com um equipamento de segurança preso à barriga, mas sem a corda principal. Ela afirmou que permaneceu prestando os primeiros socorros até a chegada da ambulância.

A equipe da ambulância precisou cortar o restante do equipamento para tentar utilizar o desfibrilador, sem sucesso.

🔎 O rope jump é uma modalidade que usa cordas estáticas, sem elasticidade, e após a queda faz um movimento de balanço, como um pêndulo. No bungee jump, modalidade mais conhecida, a corda elástica faz a pessoa cair e quicar para cima e para baixo repetidas vezes.

Ao perceber o ocorrido e o desespero do amigo da vítima, que a acompanhava na plataforma, a enfermeira afirmou que o pediu para que a levassem até Maria Eduarda para os primeiros socorros.

No depoimento, a enfermeira afirmou que seria a 42ª pessoa a saltar no dia. Com o celular em mãos, a profissional de saúde filmava a preparação da jovem.

"Eu ia mandar para uma tia minha [...] Eu não consegui ouvir [o que falavam] porque estava na expectativa de que eu iria pular [...] Eu só estava olhando ela, nem olhei como que eles colocaram as coisas [...] Quando ela cai, começo a ouvir todo mundo falando: 'a corda, a corda'", relata a testemunha.

Infográfico - Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem corda de ponte de 40 metros em Limeira — Foto: Arte/g1

Responsabilidade pela ponte

Ponte do Esqueleto em Limeira — Foto: Jefferson Barbosa/EPTV

A Ponte do Esqueleto fica na Estrada Doutor Cássio de Freitas Levy, rodovia que liga Limeira a Cordeirópolis, e pertencia a um trecho nunca implantado da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA), no interior de propriedades particulares.

Segundo o governo federal, o processo de incorporação da ponte à Secretaria de Patrimônio da União (SPU) foi autorizado em 2026. O governo afirma que, mesmo antes, "pediu apoio às prefeituras locais para bloquear o acesso à referida ponte"

"Em 2024, [...], a ponte foi bloqueada por alguns meses. Posteriormente, a reabertura foi discutida e defendida por empresários locais em sessão na Câmara de Vereadores de Limeira", alega o governo federal.

Em nota, a Prefeitura de Limeira disse que “vinha adotando medidas administrativas e cobrando providências junto aos órgãos federais responsáveis pela área” e que a tragédia “torna insustentável e inaceitável a continuidade dessa omissão”.

Segundo a administração municipal, a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente do governo federal.

A Prefeitura e a Câmara Municipal alegam que já haviam encaminhado ofícios aos órgãos responsáveis cobrando medidas de segurança. "Nenhuma providência concreta foi adotada", pontuou.

"Além das circunstâncias que levaram à morte da jovem, é preciso apurar a responsabilidade pela falta de controle de acesso a uma área federal que, há anos, apresenta riscos conhecidos e segue sem as medidas de proteção necessárias. A Prefeitura e a Câmara vêm cobrando providências há meses para que o Governo Federal assuma sua responsabilidade. Infelizmente, a omissão federal acaba de resultar em mais uma tragédia em Limeira", disse o prefeito Murilo Félix (Podemos).

Para o governo federal, "os poderes públicos de todos os níveis precisam, imediatamente, juntar esforços para evitar de forma definitiva o acesso à ponte do Esqueleto e coibir atividades ilegais. E, na sequência, decidir o futuro da ponte do Esqueleto de forma conjunta".

A tragédia

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra Maria Eduarda Rodrigues de Freitas sendo carregada por três funcionários até a beirada da plataforma. Ela é impulsionada para frente e, logo após a queda, ouvem-se gritos de desespero dizendo "a corda" e "gente, a corda".

A jovem caiu de uma altura de 40 metros e teve a morte constatada no local pelas equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros.

Segundo a Polícia Civil, o equipamento grosso que deveria estar preso ao corpo da vítima para segurar a queda foi esquecido e ficou enrolado no chão da estrutura de salto.

Uma testemunha, que saltaria logo após a jovem, relatou que os instrutores não fizeram a checagem de segurança na vez de Maria Eduarda.

Segundo testemunhas e a Polícia Civil, houve uma falha grave na checagem dos equipamentos e os instrutores simplesmente esqueceram de conectar o sistema de segurança em Maria Eduarda.

Um cliente que saltaria logo em seguida relatou que os funcionários ignoraram a conferência padrão na vez dela. A corda grossa que deveria segurar a queda da jovem ficou enrolada no chão da plataforma.

Em depoimento à polícia, os três instrutores presos não souberam explicar o motivo do erro. A delegada responsável pelo caso afirmou que eles se mostraram desnorteados e alegaram não se recordar de quem era a obrigação de colocar a corda, nem o porquê de a fiscalização final não ter sido feita antes de empurrarem a vítima.

Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem corda de plataforma de rope jump em Limeira — Foto: Reprodução/Redes sociais

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Ops!

Preguntas abiertas

  • Quem foi o responsável direto pela falha na instalação das cordas?
  • Por que a fiscalização final não ocorreu?
  • Qual a responsabilidade exata dos órgãos federais na manutenção da ponte?

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This article was originally published by G1.

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