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Mãe denuncia que aluno autista teve virilha depilada em escola municipal em Campinas
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G119.06.2026Education4 dk okumaBrazil

Mãe denuncia que aluno autista teve virilha depilada em escola municipal em Campinas

En resumen

  • Mãe denuncia que filho autista, de 13 anos, teve a virilha depilada e foi amarrado com fita adesiva em escola municipal de Campinas.
  • Duas cuidadoras terceirizadas foram afastadas e a polícia investiga o caso como injúria e submissão de adolescente a vexame.

Resumen generado por IA

Por qué importa

Um aluno de 13 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) foi supostamente depilado e amarrado com fita adesiva em uma escola municipal em Campinas. A mãe relatou o ocorrido após o filho retornar para casa.

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O caso aconteceu na Emef Professor Vicente Ráo, no Parque Industrial, na manhã do dia 1º de junho. A polícia investiga o ocorrido como possível injúria e submissão de adolescente a vexame ou constrangimento.

O adolescente, de 13 anos, tem Transtorno do Espectro Autista (TEA), não fala e precisa de apoio integral. A mãe relatou à EPTV, afiliada TV Globo, que percebeu o que havia acontecido depois voltar para casa, ao preparar o filho para tomar banho.

“A fralda 'tava' virada do avesso, com algodão 'pro' lado de fora, e ele 'tava' amarrado com fita adesiva, umas três voltas, que eu precisei de cortar com a tesoura, de tão forte que fica, né?”, disse a mãe.

A Secretaria Municipal de Educação informou que as duas funcionárias envolvidas eram de uma empresa terceirizada e foram substituídas. A pasta afirmou que não orienta nem autoriza procedimentos dessa natureza e que está colaborando com as investigações - leia na íntegra abaixo.

Depilação, fita adesiva e fralda do avesso

Campinas afasta cuidadoras após mãe denunciar que aluno autista teve virilha depilada em escola municipal. — Foto: Reprodução/EPTV

A mãe contou que percebeu que havia algo errado quando chegou em casa e foi realizar a rotina de cuidados do filho. Depois de cortar a fita adesiva e retirar a fralda, ela percebeu que a virilha do filho foi depilada.

“O banho é antes de ir pra escola. Eu faço a higiene antes de ir, e ele chegou totalmente diferente, nítido. [...] Era visível. Só de tirar a fralda eu já assustei de ver como estava”, relatou.

A mãe disse que não recebeu orientação ou pedido de autorização para procedimentos desse tipo. “Nunca ninguém me falou nada, não foi mencionado, não foi pedido nada”, disse.

“Eu fiquei muito assustada [...] é uma mistura de sentimentos, de culpa e de impotência. Como assim mexeram no meu filho? É muito íntimo”, afirmou a mãe.

Ela registrou boletim de ocorrência no 3º Distrito Policial de Campinas no dia seguinte, em 2 de junho.

O advogado da família, Jorge Veiga, afirmou que foi solicitado exame de corpo de delito. “O exame foi pedido para verificar efetivamente o que aconteceu, se foi um crime de cunho sexual ou se foi um crime de maus-tratos ou constrangimento ilegal”, explicou.

A mãe também relatou que o filha já sofreu agressão verbal de uma professora na mesma escola. Na época, o adolescente tentou abraçar a professora e acabou esbarrando no óculos dela.

"O óculos caiu, ela xingou ele... Ela xingou ele de demônio, só que ficou como processo administrativo, e eu confiei na escola", relembrou.

O que diz a prefeitura?

Fachada da escola municipal Emef Prof. Vicente Ráo, em Campinas (SP). — Foto: Reprodução/EPTV

A Secretaria Municipal de Educação disse que afastou as duas cuidadoras assim que soube do caso. As funcionárias eram de uma empresa terceirizada e foram substituídas.

Ainda segundo a pasta, não há imagens do incidente por se tratar de uma área reservada. A prefeitura destacou que o aluno foi acolhido pela escola e que a família recebeu apoio. Confira a nota na íntegra:

"Sobre a denúncia envolvendo um aluno da Emef Professor Vicente Rao, a Secretaria Municipal de Educação de Campinas informa que, assim que tomou conhecimento do caso, determinou o imediato afastamento das duas profissionais apontadas como envolvidas na ocorrência. As funcionárias, vinculadas à empresa terceirizada responsável pelo serviço de cuidadoria, foram substituídas na unidade escolar.

A Secretaria esclarece que não orienta nem autoriza qualquer procedimento dessa natureza.

Os fatos foram comunicados às autoridades competentes pela empresa e estão sendo apurados. A Secretaria está colaborando integralmente com as investigações e permanece à disposição para prestar todas as informações necessárias.

Em relação às imagens de monitoramento, a Secretaria informa que não há registro do local onde teria ocorrido o fato, por se tratar de uma área reservada. Além disso, eventuais gravações somente podem ser disponibilizadas mediante solicitação formal das autoridades responsáveis pela investigação.

A escola acolheu o aluno, prestou apoio à família e reafirma seu compromisso com a proteção, o respeito e o cuidado de todos os estudantes da rede municipal de ensino.

A empresa presta serviço desde 2024. Neste momento há 725 funcionários nas escolas e nenhum incidente foi registrado anteriormente. Vale destacar que a Pasta fiscaliza rigorosamente a qualidade dos serviços.

Sobre a ocorrência registrada em 2023, a Secretaria informa que o caso foi apurado à época por meio de sindicância administrativa, que resultou numa advertência à professora.

Os profissionais da rede municipal realizam periodicamente ações de prevenção à violência nas unidades escolares. Há um protocolo de atendimento integrado entre comunidade escolar, forças de segurança e equipamentos municipais, com foco na proteção das pessoas e na prevenção de situações de violência no ambiente escolar."

VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região

Ops!

Preguntas abiertas

  • Qual a motivação exata para o procedimento?
  • Houve outros incidentes não reportados?
  • Como a empresa terceirizada garante a qualificação de seus funcionários?

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This article was originally published by G1.

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