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Médico preso no Paraná colocou cama, guarda-roupas e televisão em centro-cirúrgico
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G120.06.2026Crime4 dk okumaBrazil

Médico preso no Paraná colocou cama, guarda-roupas e televisão em centro-cirúrgico

En resumen

  • Médico é suspeito de transformar centro cirúrgico em quarto particular em hospital municipal de Itaúna do Sul (PR).
  • Rodrigo Felipe Amparado teria instalado cama, guarda-roupas e TV no local, usando-o com a esposa, enfermeira.
  • Defesa nega e considera prisão desproporcional.

Resumen generado por IA

Por qué importa

Um médico foi preso no Paraná suspeito de transformar um centro cirúrgico em seu quarto particular, instalando móveis e itens pessoais. A investigação aponta que ele ameaçava servidores.

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Médico preso no Paraná colocou cama, guarda-roupas e televisão em centro-cirúrgico; VEJA FOTOS

Segundo MP, Rodrigo Felipe Amparado se apropriou da sala no hospital municipal de Itaúna do Sul e a transformou em um quarto para ele e a esposa, que também atua como enfermeira na unidade. Os dois usavam o local durante os plantões no hospital. Defesa nega acusações.

Por Bruna Melo, Evandro Oliveira, g1 PR e RPC — Londrina

O médico Rodrigo Felipe Amparado foi preso nesta quarta-feira (17) em Itaúna do Sul. Ele é suspeito de transformar um centro cirúrgico em quarto particular.

A investigação aponta que ele guardava itens pessoais no local e ameaçava servidores. Um funcionário relatou que a rotina com o médico era como um "filme de terror".

A defesa de Rodrigo negou as acusações e considerou a prisão desproporcional. A prefeitura de Itaúna do Sul informou que colabora com as investigações do caso.

A investigação do Ministério Público do Paraná (MP-PR) apurou que ele se apropriou da sala e a transformou em um quarto para ele e a esposa, que também atua como enfermeira na unidade. Os dois usavam o local durante os plantões no hospital. Veja as fotos abaixo.

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Além dos móveis, o médico guardava camisetas, cobertores e outros itens pessoais. Até mesmo uma toalha com o nome dele bordado e um massageador foram encontrados.

Quarto montado por médico no Hospital Municipal de Itaúna do Sul. — Foto: Reprodução

Roupas e toalha guardadas no quarto montado do hospital. — Foto: Reprodução

Rodrigo foi preso na quarta-feira (17). Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ele. O processo está sob sigilo e os crimes apurados não foram divulgados.

Ao g1, o advogado Manoel Neto, que atua na defesa de Rodrigo, negou as acusações, considerou a prisão do médico como "desproporcional" e informou que pediu a revogação. Leia a nota na íntegra abaixo.

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Médico também é suspeito de ameaçar funcionários do hospital

Rodrigo também é suspeito de realizar ameaças contra a vida de funcionários públicos do hospital. A investigação contra ele começou depois que o MP recebeu denúncias dos servidores.

Um deles relatou à instituição que a rotina no trabalho com o médico era como um “filme de terror". Outro funcionário disse que Rodrigo perseguiu até mesmo familiares dele, quando o relato de irregularidades foi feito.

"[...]

além de diversas outras irregularidades cometidas por ele [Rodrigo] no estabelecimento [hospital], impondo um regime de arbitrariedades", diz a nota do MP.

O g1 apurou que Rodrigo é concursado em Itaúna do Sul e também atende no hospital municipal de Nova Londrina. No caso desta segunda cidade, não há informações sobre irregularidades ou crimes.

O registro dele no Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) estava ativo até a última atualização desta reportagem.

Município se manifesta

Em nota enviada à RPC, a prefeitura de Itaúna do Sul disse que colabora com as investigações e que os atendimentos seguem no local. Leia na íntegra:

"O Município de Itaúna do Sul tomou conhecimento das medidas judiciais cumpridas nesta data no âmbito de investigação conduzida pelo Ministério Público do Estado do Paraná envolvendo profissional que presta serviços junto ao Hospital Municipal. A Administração Municipal respeita a atuação do Ministério Público, do Poder Judiciário e dos demais órgãos responsáveis pela apuração dos fatos, reconhecendo a importância do trabalho institucional desempenhado por cada uma dessas entidades.

O Município tem prestado e continuará prestando todas as informações e esclarecimentos que forem solicitados pelas autoridades competentes, colaborando integralmente para o regular desenvolvimento dos procedimentos em andamento.

Por se tratar de investigação ainda em curso, a Administração Municipal entende que este é o momento de permitir que os fatos sejam apurados com a necessária cautela, imparcialidade e observância das garantias legais aplicáveis a todos os envolvidos.

A atual gestão permanece concentrada na manutenção e no aprimoramento dos serviços públicos de saúde, assegurando a continuidade do atendimento à população e o adequado funcionamento das atividades desenvolvidas pelo Hospital Municipal. O Município acompanhará os desdobramentos do caso e adotará, no âmbito de suas competências legais e administrativas, as providências que eventualmente se mostrarem necessárias a partir dos elementos oficialmente apurados pelas autoridades competentes."

Rodrigo Felipe Amparado é concursado e usou sala de hospital como quarto. — Foto: Reprodução

Posicionamento da defesa de Rodrigo

"Manoel Neto, advogado do médico, informa que seu constituinte nega veementemente todas as acusações que lhe são imputadas, as quais serão devidamente esclarecidas no curso da investigação. Entende, ainda, que as apurações encontram-se em estágio inicial, sendo prematura qualquer conclusão acerca dos fatos narrados. A defesa também considera desproporcional a decretação da prisão preventiva, especialmente diante das circunstâncias concretas do caso e da ausência dos requisitos que a justifiquem. Por fim, informa que já foram adotadas as medidas judiciais cabíveis visando à revogação da prisão e ao restabelecimento da liberdade do investigado, confiando que os fatos serão analisados com a necessária imparcialidade e observância das garantias constitucionais."

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Preguntas abiertas

  • Quais crimes específicos estão sendo apurados?
  • Qual o período em que o médico utilizou o centro cirúrgico como quarto?
  • Houve outras irregularidades além do uso do centro cirúrgico?

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This article was originally published by G1.

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