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Mulher é agredida em estação do Metrô e diz que foi tentativa de feminicídio
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G117.06.2026Crime3 dk okumaBrazil

Mulher é agredida em estação do Metrô e diz que foi tentativa de feminicídio

En resumen

  • Mulher relata ter sido agredida brutalmente em estação do Metrô de São Paulo por um homem que a perseguiu.
  • Vítima alega tentativa de feminicídio e contesta registro policial como lesão corporal.

Resumen generado por IA

Por qué importa

Uma mulher alega ter sido vítima de tentativa de feminicídio em uma estação do Metrô de São Paulo após ser agredida por um homem. O caso foi registrado como lesão corporal, mas a vítima contesta.

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O caso foi registrado no 73° DP (Jaçanã) como lesão corporal, no entanto, a vítima afirma que foi tentativa de feminicídio. Ela prestará nova queixa à polícia após realizar exame de corpo de delito nesta quarta-feira (17).

Segundo o boletim de ocorrência, ela acessou a estação e se posicionou na plataforma de embarque no sentido Tucuruvi, quando começou a ser agredida de forma inesperada pelo homem identificado como Rodrigo de Oliveira, 25 anos.

De acordo com o relato da vítima, as agressões começaram com uma perseguição à sua amiga Ana Claudia Calbo de Oliveira, com quem o suspeito teria feito um breve contato visual e corrido atrás dela logo em seguida. Ao fugir, o homem atingiu Larissa, que estava mais próxima dele, e a derrubou com um chute no joelho.

Apesar de a mulher já estar no chão e machucada, o agressor continuou desferindo chutes em sua face e na cabeça.

"Ele avançou para cima da gente. Não foi tentativa de roubo, porque eu estava com dois celulares, um da empresa e o meu pessoal. Os aparelhos caíram no chão e mesmo assim ele não quis, viu que eu desmaiei, mas continuou me batendo. Ele queria que eu morresse, queria a minha vida", declara ao g1.

Larissa recebeu os primeiros atendimentos no local e foi encaminhada ao Hospital Mandaqui por uma viatura do Metrô, onde permaneceu sob cuidados médicos. Ela já recebeu alta e se recupera em casa.

"Eu fraturei o nariz, o maxilar, estou com bastante inchaço no rosto, quebrei três dentes e fraturei o joelho, estou mancando", diz.

A vítima se queixa da falta de segurança dentro da estação. "Ele [o agressor] estava na plataforma, na parte onde a gente pega o trem. Ou seja, ele passou pela catraca e não tinha nenhum segurança do Metrô ali. Eles apareceram depois do ocorrido", afirma ela, que enfatiza:

"Pelo que eu soube, é um rapaz que já teve até passagem [pela polícia] por assédio contra mulheres no metrô. A gente estava tranquila e o cara ficou incomodadíssimo com a nossa presença ali. Fiquei me sentindo muito exposta", lamenta ela, que pretende passar por acompanhamento psicológico.

Larissa ainda contesta a decisão da polícia de registrar o caso como lesão corporal. "Ele foi preso e já saiu da prisão, porque alegaram lesão corporal, mas para mim foi uma tentativa de feminicídio. Quiseram deixá-lo solto, ontem foi comigo, mas amanhã pode ser com outra que talvez não sobreviva."

O autor das agressões não apresentou documentos que comprovassem seu nome identificação. Segundo o registro policial, ele permaneceu no local após o ocorrido.

Preguntas abiertas

  • Qual a motivação exata do agressor?
  • Haverá investigação sobre a falha na segurança da estação?
  • O agressor possui antecedentes criminais específicos contra mulheres?

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This article was originally published by G1.

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