Mulheres concluem estágio de combatente de montanha no Exército Brasileiro pela primeira vez
En resumen
- Pela primeira vez na história do Exército Brasileiro, 10 mulheres concluíram o exigente estágio básico do combatente de montanha em Juiz de Fora, recebendo a breveta de escaladoras militares.
- Elas fazem parte das 37 mulheres incorporadas ao Serviço Militar Inicial Feminino na cidade neste ano, marcando um momento histórico para a instituição.
Resumen generado por IA
Por qué importa
Pela primeira vez na história do Exército Brasileiro, mulheres concluíram o estágio básico do combatente de montanha, um curso tradicional e exigente, em Juiz de Fora, marcando um avanço na inclusão feminina na instituição.
Pela primeira vez na história do Exército Brasileiro, mulheres concluíram o estágio básico do combatente de montanha e receberam a breveta de escaladoras militares.
A formação foi realizada em Juiz de Fora, no sábado (1º), sede da única Brigada de Infantaria de Montanha do país, com a entrega do brevê de escalador militar e o tradicional gorro cinza, símbolos da formação em montanhismo do Exército.
Ao todo, 10 soldados recrutas participaram do curso, que reúne algumas das atividades mais tradicionais e exigentes da tropa especializada. Elas fazem parte das 37 mulheres incorporadas ao Serviço Militar Inicial Feminino na cidade neste ano.
Durante uma semana de treinamentos, as militares enfrentaram marchas, técnicas de escalada, rapel e outras atividades voltadas ao preparo para operações em ambientes de montanha. Os exercícios exigem resistência física, equilíbrio emocional, disciplina e trabalho em equipe.
"Está sendo bastante desafiador para a gente, porque somos as primeiras mulheres a enfrentar esse desafio. É um momento de superação pessoal e também um privilégio ser pioneira nesse curso", afirmou a soldado recruta Renata Lacerda de Souza.
As atividades foram acompanhadas por instrutores formados em montanhismo militar, responsáveis por avaliar o desempenho das recrutas durante toda a formação.
Segundo o tenente Bernardo Marques, as militares demonstraram preparo e determinação ao longo do estágio. "Elas já chegam com o objetivo de vencer esse desafio. Para nós, também é gratificante acompanhar esse brilho. Sabemos da responsabilidade que temos com eles e com elas, e passaram muito bem pelo estágio", disse.
O comandante da 4ª Brigada de Infantaria de Montanha, general Marcelo Pontes Feliciano, destacou o caráter histórico da formação.
"Essas garotas estão fazendo história, mostrando que vieram para ficar lado a lado com os nossos soldados e que podem crescer junto com todos os outros. Desse modo, a Brigada de Montanha se torna mais forte".
Inspiração veio da família
Para muitas das participantes, o curso representa a realização de um sonho antigo. A soldado recruta Alice Almeida Salles contou que decidiu seguir a carreira militar inspirada pelo pai e pelo irmão, que também serviram ao Exército.
"Eu já tinha esse desejo há bastante tempo. Quando surgiu a oportunidade, meus olhos brilharam. Meu pai e meu irmão contavam as histórias deles realizando esse estágio, e eu também quis viver essa experiência".
Ela definiu o curso como desafiador, principalmente pelas técnicas e pela exigência física.
Outra recruta, Itauana Aparecida da Silva Freitas, afirmou que o interesse pela carreira militar começou ainda na adolescência.
"Quando surgiu a oportunidade de as mulheres poderem se alistar, eu não pensei duas vezes. Essa experiência me permitiu conhecer de perto a rotina do Exército e entender a importância da instituição".
Após a conclusão do curso, as 10 militares seguem no serviço militar inicial feminino podendo seguir carreira no Exército Brasileiro.





