Operação Benedictio mira mais de 15 pessoas, incluindo vereador, por desvio de verbas públicas
En resumen
- Operação Benedictio, do MP do Maranhão, investiga desvio de verbas públicas com uso de empresas de fachada e um núcleo armado.
- Vereador Beto Castro e ex-vereador Umbelino Júnior estão entre os alvos.
- Recursos desviados sustentavam rede de proteção e intimidação.
Resumen generado por IA
Por qué importa
A Operação Benedictio investiga um esquema de desvio de recursos públicos no Maranhão, envolvendo empresas de fachada, agentes políticos e um núcleo armado ligado a uma facção criminosa. O Ministério Público aponta o uso do 'Instituto Sê Tu Uma Bênção' para ocultar a origem e destinação dos fundos.
A Operação Benedictio teve como alvo mais de 15 pessoas, dentre eles, o vereador de São Luís, Beto Castro (Avante), preso em flagrante por posse ilegal de arma e o ex-vereador Umbelino Júnior.
De acordo com o Ministério Público, a investigação começou a partir da análise de prestações de contas de recursos públicos, sendo conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).
O grupo teria criado uma rede formada por empresas de fachada, operadores financeiros, agentes políticos e colaboradores que eram responsáveis por ocultar a origem e a destinação dos recursos. Ainda segundo o MP, há indícios do uso do "Instituto Sê Tu Uma Bênção" para o desvio dos recursos públicos destinados à população mais vulnerável.
O esquema contava ainda com um núcleo armado e de intimidação ligado a facção criminosa Primeiro Comando do Maranhão (PCM), segundo o Ministério Público do Maranhão.
Parte dos recursos desviados teria sido usado para sustentar uma rede de proteção privada, para blindar a liderança do grupo e impor o silêncio aos moradores sobre áreas de domínio do grupo criminoso.
Ao todo, a Justiça autorizou 17 mandados, sendo sete de prisão preventiva e dez de busca e apreensão, expedidos pela Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados.
Para o MP, os pedidos de prisão preventiva foram solicitados para interromper a atuação do grupo, não havendo outra medida cautelar alternativa capaz de produzir o mesmo efeito.
Durante a operação, as equipes apreenderam celulares, computadores, notebooks e mídias de armazenamento, além de documentos, registros contábeis, mais de R$ 300 mil em dinheiro em espécie, armas e veículos de luxo.
Os equipamentos eletrônicos e mídias digitais serão encaminhados ao Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD/MPMA) para extração e análise dos dados, enquanto os demais bens permanecerão sob a guarda dos órgãos responsáveis, conforme sua natureza e destinação legal.
A ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), com apoio da Polícia Militar do Maranhão (PMMA).
O nome da operação tem origem na palavra latina Benedictus, que significa “abençoado”, em referência direta ao Instituto Sê Tu Uma Bênção, entidade investigada no caso. A escolha busca estabelecer um contraste simbólico entre a finalidade social que motivou a criação da instituição e os fatos apurados durante as investigações.
A Operação Benedictio também faz parte de uma mobilização nacional coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), que reúne os Grupos de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaecos) dos Ministérios Públicos de todo o país. A ação integra um conjunto de iniciativas simultâneas voltadas ao enfrentamento de organizações criminosas e de diferentes modalidades de atuação desses grupos.
Preguntas abiertas
- Qual o valor total desviado?
- Quantas pessoas serão efetivamente condenadas?
- Quais as ramificações da facção criminosa envolvida?





