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Operação Compliance Zero: Senador Jaques Wagner e gestores do Banco Master são alvos de nova fase
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G118.06.2026Política5 dk okumaBrazil

Operação Compliance Zero: Senador Jaques Wagner e gestores do Banco Master são alvos de nova fase

En resumen

  • Nova fase da Operação Compliance Zero investiga corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo o Senador Jaques Wagner e gestores do Banco Master.
  • Alvos incluem agentes públicos, bancários e empresas.

Resumen generado por IA

Por qué importa

A Operação Compliance Zero investiga crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo agentes públicos, gestores bancários e empresas. A 9ª fase foca em vantagens indevidas, repasses financeiros e atuação parlamentar ligada ao Senador Jaques Wagner e ao Banco Master.

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Os alvos da nova fase da Operação Compliance Zero, conforme detalhado nos documentos judiciais, dividem-se entre agentes públicos, gestores bancários, operadores financeiros e empresas interpostas. A investigação apura crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Veja quem são os alvos:

Jaques Wagner: Senador da República, é apontado pela Polícia Federal como o beneficiário central de vantagens econômicas indevidas. As investigações indicam que ele teria recebido benefícios como o uso de aeronaves privadas, ingressos para shows internacionais e a aquisição oculta de um apartamento de luxo, além de pagamentos a empresas de seu núcleo familiar. Em troca, teria atuado parlamentarmente em temas de interesse do Banco Master, como emendas sobre crédito consignado e o Fundo Garantidor de Créditos.

Líder do governo no Senado Federal, senador Jaques Wagner (PT-BA) — Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Augusto Ferreira Lima: Gestor ligado ao Banco Master e principal interlocutor privado de Jaques Wagner. É descrito como a figura central na entrega de vantagens, coordenando desde o uso de jatos até a operacionalização financeira para a compra do imóvel indicado pelo senador e os repasses para a BN Financeira.

Eduardo Mendonça Sodré Martins: Enteado de Jaques Wagner e gestor da BN Financeira Ltda. Teria exercido papel ativo na cobrança de pagamentos junto a Augusto Lima e é associado a planilhas de repasses que totalizam mais de R$ 2,3 milhões sob o apelido "Dudu".

Bonnie Toaldo Bonilha: Cônjuge de Eduardo Sodré e vinculada à estrutura societária da BN Financeira.

Patrich Toaldo Bonilha: Vinculado à BN Representações Tecnológicas Ltda. no contexto do núcleo familiar Sodré/Bonilha.

Guilherme Henrique Sodré Martins ("Tio Guiga"): Pai de Eduardo Sodré e pessoa de confiança de Jaques Wagner. Atuaria como articulador entre o Banco Master, o gabinete do senador e o núcleo familiar, inclusive em tratativas sobre o imóvel Poème Horto após o início das investigações.

Valério Marega Júnior ("Valério Fundos") : Operador financeiro ligado a estruturas de fundos do Banco Master. Foi acionado por Augusto Lima para a operacionalização da compra do apartamento do empreendimento Poème Horto.

David Lopes Monteiro: Operador vinculado ao núcleo empresarial e jurídico. Alvo de busca e restrições pessoais.

Luiz Antonio Lombardi: Diretor da Epítome S.A., empresa que adquiriu formalmente o imóvel em Salvador. É suspeito de atuar como pessoa interposta (laranja) para ocultar o real beneficiário da compra, dada a incompatibilidade de seu histórico laboral com a gestão de grandes capitais

Andréa Lima Novaes: Diretora da PKL One Participações S.A. e prima de Augusto Lima. Teria viabilizado a transferência de R$ 3,5 milhões para a BN Financeira e integraria estruturas empresariais sob controle fático de terceiros.

BN Financeira Ltda.: Empresa central no eixo de pagamentos ao núcleo familiar de Jaques Wagner. Apesar de constituída como microempresa e sem estrutura operacional aparente, recebeu R$ 3,5 milhões da PKL One, funcionando, em tese, para dar aparência de licitude a repasses indevidos. Suas atividades foram suspensas judicialmente.

BN Representações Tecnológicas Ltda.: Empresa vinculada ao mesmo núcleo da BN Financeira, com a qual compartilha contador, telefone e endereço. É investigada por integrar o circuito de dissimulação de valores, tendo também suas atividades suspensas.

PKL One Participações S.A. (Credcesta): Empresa ligada ao núcleo de Augusto Lima que efetuou a transferência milionária para a BN Financeira. Está inserida no contexto de negócios de crédito consignado que aproximaram o senador Wagner dos gestores do Banco Master.

Terra Firme da Bahia Ltda.: Empresa vinculada a Augusto Lima e onde Andréa Novaes possui vínculo profissional. É citada pelo trânsito de presentes de alto valor entre os investigados, como itens de empório acompanhados de bilhetes manuscritos.

GF4.15 Participações e Consultoria Ltda.: Sociedade administrada por Guilherme Sodré. Seu CNPJ foi compartilhado entre os operadores do esquema, o que sugere sua utilização no circuito financeiro ou documental sob investigação.

Sobre a 9ª fase da Compliance Zero

A decisão proferida por André Mendonça trata do deferimento parcial de medidas de busca e apreensão pessoal e domiciliar contra diversos investigados. A investigação apura crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos financeiros que envolveriam gestores do antigo Banco Master e o Senador Jaques Wagner.

A decisão se fundamenta em três eixos principais de investigação:

Vantagens indevidas e ocultação patrimonial: Há indícios de que o Senador teria recebido vantagens econômicas, destacando-se a aquisição de um apartamento de luxo em Salvador por meio de estruturas societárias e financeiras interpostas para ocultar o beneficiário final.

Repasses financeiros: A Polícia Federal identificou pagamentos e transferências expressivas (como uma de R$ 3,5 milhões) para a empresa BN Financeira Ltda., vinculada ao núcleo familiar do Senador.

Atuação parlamentar: A investigação apura se o Senador teria atuado no Congresso Nacional em defesa dos interesses do Banco Master, especificamente em temas como crédito consignado, limites do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e na fiscalização da aquisição do Banco Master pelo BRB

Preguntas abiertas

  • Qual o desfecho das investigações para os demais alvos?
  • Haverá novas fases da operação?
  • Qual o impacto total no sistema financeiro?

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This article was originally published by G1.

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