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Pai de jovem que morreu em vulcão na Indonésia relembra tragédia e busca forças
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G115.06.2026Mundo3 dk okumaBrazil

Pai de jovem que morreu em vulcão na Indonésia relembra tragédia e busca forças

En resumen

  • Manoel Marins, pai de Juliana, que morreu após cair em cratera de vulcão na Indonésia, relembrou a tragédia em junho, mês que marca o "pior acontecimento" da família.
  • Ele busca forças para honrar a memória da filha.

Resumen generado por IA

Por qué importa

Juliana Marins, brasileira formada em Publicidade e Propaganda, morreu após cair em uma cratera de vulcão na Indonésia. Ela estava em um mochilão pela Ásia.

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Em uma publicação marcada por reflexões sobre luto, gratidão e saudade, Manoel Marins lembrou que junho marca "o pior acontecimento" da vida da família e disse que as lembranças da tragédia voltaram à tona ao ser questionado por um amigo sobre como estava.

Apesar da dor, o pai afirmou que segue buscando forças para continuar a vida e honrar a memória da filha, que descreveu como "a maior incentivadora das minhas aventuras". Na mensagem, ele citou versos de Gonzaguinha e de Violeta Parra para falar sobre esperança, fé e gratidão.

A jovem escorregou na cratera de um vulcão no sábado (21), mobilizando uma grande operação de resgate. Quatro dias depois, em 24 de junho, a família confirmou que ela havia sido encontrada sem vida. Segundo os socorristas, Juliana foi localizada a cerca de 650 metros abaixo da trilha, em uma área de difícil acesso. O caso comoveu brasileiros e gerou uma ampla corrente de apoio à família durante os dias de buscas.

Natural do Rio de Janeiro, Juliana morava em Niterói e era formada em Publicidade e Propaganda pela UFRJ. Desde fevereiro, ela fazia um mochilão pela Ásia e já havia visitado Filipinas, Vietnã e Tailândia antes de chegar à Indonésia.

Na Ilha de Lombok, vizinha a Bali, fica o Monte Rinjani, vulcão ainda ativo que se eleva a 3.721 metros de altitude. Ao redor dele fica um lago. A paisagem atrai muitos turistas de aventura todos os anos, mas exige preparo — é necessário pernoitar no caminho — e fôlego, pois o ar em grande parte do percurso é rarefeito.

O acidente ocorreu na madrugada de sábado (21) na Indonésia, meio da tarde de sexta (20) no Brasil. Juliana e mais 6 turistas pegaram a trilha, auxiliados por 2 guias, segundo as autoridades do parque.

A família de Juliana afirma que ela foi abandonada pelo guia por mais de 1 hora antes de sofrer o acidente. “A gente descobriu isso em contato com pessoas que trabalham no parque. Juliana estava nesse grupo, porém ficou muito cansada e pediu para parar um pouco. Eles seguiram em frente, e o guia não ficou com ela”, disse a irmã, Mariana, em entrevista ao Fantástico.

Segundo informações do parque, Juliana teria entrado em desespero. “Ela não sabia para onde ir, não sabia o que fazer. Quando o guia voltou, porque viu que ela estava demorando muito, ele viu que ela tinha caído lá embaixo”, relata a irmã da brasileira.

Em entrevista ao jornal “O Globo”, o guia Ali Musthofa, de 20 anos, confirmou os relatos da imprensa local de que aconselhou a niteroiense a descansar enquanto seguia andando, mas afirmou que o combinado era apenas esperá-la um pouco mais à frente da caminhada.

Segundo Ali, que atua na região desde novembro de 2023 e costuma subir o Rinjani 2 vezes por semana, ele ficou apenas “3 minutos” à frente de Juliana e voltou para procurá-la ao estranhar a demora da brasileira para chegar ao ponto de encontro.

“Na verdade, eu não a deixei, mas esperei 3 minutos na frente dela. Depois de uns 15 ou 30 minutos, a Juliana não apareceu. Procurei por ela no último local de descanso, mas não a encontrei. Eu disse que a esperaria à frente. Eu disse para ela descansar. Percebi [que ela havia caído] quando vi a luz de uma lanterna em um barranco a uns 150 metros de profundidade e ouvi a voz da Juliana pedindo socorro. Eu disse que iria ajudá-la. Tentei desesperadamente dizer a Juliana para esperar por ajuda”, declarou.

Já com o dia claro, turistas fizeram imagens de Juliana com um drone. Ela estava a 200 metros montanha abaixo — e foram última vez que ela foi vista com vida. Esse registro correu o mundo e chegou até a família da niteroiense, que a reconheceu pelas roupas.

Preguntas abiertas

  • Qual a responsabilidade exata do guia no acidente?
  • Houve falhas na operação de resgate?
  • Quais as medidas de segurança para trilhas em vulcões ativos na Indonésia?

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This article was originally published by G1.

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