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Pai é denunciado por torturar e matar filha de 1 ano por causa de choro de fome no ES
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G102.06.2026Crime4 dk okumaBrazil

Pai é denunciado por torturar e matar filha de 1 ano por causa de choro de fome no ES

En resumen

  • Pai é denunciado por torturar e matar a filha de 1 ano e 11 meses em Aracruz, ES.
  • Admilson de Jesus Agapito espancou e arremessou a criança contra a cabeceira da cama após choro de fome.
  • A mãe não foi denunciada.

Resumen generado por IA

Por qué importa

Admilson de Jesus Agapito is accused of torturing and killing his 1-year-old daughter, Eloara de Jesus Izidorio, in Aracruz, Espírito Santo. The Public Prosecutor's Office denounced him for the crime, which allegedly occurred after the baby cried from hunger. The mother was not denounced as she had previously reported aggressions.

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Pai é denunciado por torturar e matar filha de 1 ano por causa de choro de fome no ES

Admilson de Jesus Agapito espancou e arremessou a criança contra a cabeceira de madeira de um cama. A mãe não foi denunciada, segundo o Ministério Público do Espírito Santo.

Por g1 ES

O Ministério Público do Espírito Santo denunciou Admilson de Jesus Agapito por torturar e matar a filha de 1 ano em Aracruz. A mãe não foi denunciada.

Segundo a denúncia, as agressões ocorreram em abril de 2026, após a bebê chorar de fome. O pai a espancou e arremessou contra a cabeceira da cama.

A menina ficou desacordada por 10 horas e faleceu no dia 5 de abril. Laudos médicos apontaram que a causa da morte foi uma lesão hepática extensa.

A defesa do acusado nega o crime, alega que a mãe agredia a criança e solicitou à Justiça a revogação da prisão preventiva de Admilson.

A mãe não foi denunciada porque investigações mostraram que ela já havia acionado a Polícia Militar anteriormente para relatar agressões sofridas por ela e pela filha.

Eloara de Jesus Izidorio, de 1 ano e 11 meses, foi torturada e morta pelo pai Admilson de Jesus Agapito, em Aracruz, Espírito Santo — Foto: Reprodução

Um pai de uma menina de 1 ano e 11 meses foi denunciado pelo Ministério Público do Espírito Santo por torturar e matar a própria filha, Eloara de Jesus Izidorio, em abril deste ano, em Aracruz, Norte do estado. Segundo o MP, Admilson de Jesus Agapito espancou e arremessou a criança contra a cabeceira de madeira de um cama. A mãe não foi denunciada.

O choro de fome da criança foi o estopim para os "atos de extrema violência" que culminaram na morte da menina, segundo a denúncia.

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"Atos de extrema crueldade inimagináveis de ser dispensados a qualquer ser humano, muito menos a uma criança de tenra idade", escreve o MP no texto. A defesa nega as acusações. As informações foram divulgadas pela jornalista Vilmara Fernandes, de A Gazeta.

Como aconteceu o crime

A denúncia, assinada pelo promotor Danilo Raposo Lirio, titular da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Aracruz, relata que a violência na casa da família se agravou a partir de 3 de abril de 2026.

Segundo o relatório, por volta da meia-noite, o pai bebia cerveja e cachaça quando a filha se aproximou, apontando para a comida e chorando. Irritado com a situação, Admilson teria agredido fisicamente a criança, deixando marcas nas costas e olhos. A bebê também foi atingida com uma paulada.

No dia seguinte, por volta das 6 horas, a pequena acordou e voltou a pedir comida para a mãe. Novamente, o pai teria se irritado com o choro, agarrou a filha pelo cabelo e a arremessou contra a cabeceira de madeira da cama. Duas horas depois ele deixou a casa.

Por volta das 16 horas, percebendo que a filha não acordava, a mãe acionou a irmã, relatando que ela estava desmaiada. As investigações revelaram que a bebê ficou desacordada por cerca de 10 horas.

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Eloara foi levada para a casa da tia, onde chegou com hematomas, inchaços pelo corpo e expelindo sangue pela boca e nariz.

No mesmo dia, a mãe enviou mensagens e fotos para a avó da criança, que mora na Bahia, contando o que tinha acontecido. “Admilson só espanca a menina sendo que a menina não faz nada”, desabafou a avó ao responder a mensagem, anexada ao processo.

Na manhã de domingo, dia 5, Eloara vomitou sangue e foi levada à Unidade de Pronto Atendimento de Jacupemba. No local, os médicos atestaram que ela já estava sem sinais vitais, apresentando hematomas e lesões pelo corpo. Por meia hora, a equipe médica tentou reanimá-la, sem sucesso. A morte foi declarada às 11h55.

Segundo o Ministério Público, os laudos do Serviço Médico Legal (SML) comprovam que a morte foi causada por uma lesão hepática extensa, com trauma que gerou sangramento intra-abdominal. Também foram identificadas lesões externas em diferentes estágios.

O relato no texto é de que Eloara vivia sob intenso sofrimento físico e psicológico.

Admilson foi denunciado por feminicídio no contexto de violência doméstica e familiar, com a qualificadora de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, uma bebê que era sua própria filha. O MPES aponta que o acusado utilizou de tortura e meios cruéis, como chicotadas e espancamentos diversos pelo corpo, especialmente na região da cabeça.

A promotoria destaca que a motivação foi fútil, desproporcional e injustificável. O Ministério Público já se manifestou pela conversão da prisão temporária de Admilson em prisão preventiva.

Ministério Público do Espírito Santo (MPES) — Foto: TV Gazeta

Mãe não foi denunciada

O Ministério Público decidiu não denunciar a mãe de Eloara.

As investigações apontaram que a mãe tentou buscar ajuda do Estado para enfrentar as sucessivas agressões. Em 19 de dezembro do ano anterior, ela acionou a Polícia Militar para relatar os abusos aos quais ela, grávida na ocasião, e Eloara eram submetidas.

O que diz a defesa do pai

A defesa de Admilson diz que fez uma investigação defensiva, ouvindo outras testemunhas que não prestaram depoimento à polícia.

"Os fatos não se deram como foram narrados pela mãe. Foi o sobrinho de Admilson que ligou para ele buscar a filha e quando ele chegou, a bebê estava em um carrinho, já desfalecida. Temos informações de que era a mãe que agredia a filha. O pai é inocente e nós vamos provar", assinalou a advogada Flávia Falquetto Raposa.

Ela informou ainda que o material obtido com as investigações foi apresentado à Justiça na última quarta-feira (27), quando ela também solicitou a revogação da prisão de seu cliente.

Ops!

Qué observar

Perspectiva de IA — posibilidades, no hechos

  • Admilson de Jesus Agapito will likely face a trial for torture and homicide.

    Muy probable · En meses

  • The defense's request for revocation of preventive detention may be denied given the severity of the charges.

    Posible · En semanas

Preguntas abiertas

  • What will be the final verdict for Admilson de Jesus Agapito?
  • Will the defense's request for revocation of preventive detention be granted?
  • What are the specific details of the 'defensive investigation' conducted by the defense?
  • What led to the mother's previous reports of aggression not resulting in more significant intervention?

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This article was originally published by G1.

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