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Pesquisa Datafolha: Jovens, Nordeste e eleitores de Lula são mais otimistas com Desenrola 2.0
Política
G122.05.2026Política3 dk okumaBrazil

Pesquisa Datafolha: Jovens, Nordeste e eleitores de Lula são mais otimistas com Desenrola 2.0

En resumen

  • Pesquisa Datafolha revela que jovens, moradores do Nordeste e eleitores de Lula são os mais otimistas com o programa Desenrola 2.0.
  • Mais de um milhão de pessoas já foram beneficiadas.

Resumen generado por IA

Por qué importa

A pesquisa Datafolha aborda a percepção dos brasileiros sobre o programa Desenrola 2.0 e o cenário de endividamento e pressão econômica no país. O programa visa renegociar dívidas de consumidores. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva tem buscado medidas para aliviar a situação financeira da população.

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Os dois índices ficam bem acima daqueles 31% endividados que avaliam o governo como ótimo ou bom entre os endividados ou os 46% que aprovam o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entre os não endividados, 39% veem benefícios para suas finanças pessoais e 73% para a economia como um todo. No caso dos não endividados, os índices também ficam acima dos 30% que veem o governo como ótimo e bom e dos 45% que aprovam o trabalho do atual presidente.

A pesquisa também demonstra que os mais otimistas com o programa são os jovens, moradores do Nordeste e eleitores de Lula.

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que mais de um milhão de pessoas já foram beneficiadas pelo Desenrola 2.0.

Nos dias 12 e 13 de maio, o Datafolha ouviu 2.004 eleitores de 16 anos ou mais. Na amostra total, a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Já entre os não alinhados, a margem é de quatro pontos percentuais.

Em 18 de abril, o Datafolha divulgou uma pesquisa que mostrou o cenário dos endividados no Brasil. De cada três brasileiros, dois têm dívidas financeiras. E não é só em relação a bancos: 41% dos que pegaram empréstimo com conhecidos, como amigos e familiares, não devolveram o dinheiro.

Foram ouvidas 2.002 pessoas, distribuídas proporcionalmente entre todas as regiões do Brasil, entre 8 e 9 de abril de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%.

Considerando só os endividados, 29% estão inadimplentes nos parcelamentos de cartão de crédito , 26% não quitaram os empréstimos no banco, e 25% têm pendências em carnês de lojas.

Entre os entrevistados, 27% utilizam o crédito rotativo, ainda que com frequências distintas. Desse total, apenas 5% recorrem à modalidade habitualmente, enquanto 22% o fazem de forma ocasional ou rara. Vale lembrar que o rotativo é ativado automaticamente quando o cliente paga apenas o mínimo da fatura, incidindo juros altos sobre o valor restante.

O levantamento também mapeou a inadimplência em contas de consumo e serviços, revelando que 28% dos entrevistados têm débitos em atraso. Entre as contas mais citadas pelos inadimplentes, destacam-se:

A sensação de "aperto financeiro" é uma realidade para grande parte dos brasileiros, segundo o levantamento do Datafolha.

A partir de um índice que mensura oito tipos de restrições orçamentárias — como cortes de consumo e inadimplência —, a pesquisa revelou que 45% da população vive sob forte pressão econômica: 27% em situação "apertada" e 18% em condição "severa". Outros 36% enfrentam uma situação moderada, enquanto apenas 19% são considerados isentos ou com restrições leves.

Para equilibrar as contas, as estratégias de sobrevivência são variadas. O lazer foi o primeiro item sacrificado (64%), seguido pela redução das refeições fora de casa (60%) e a troca de marcas por opções mais baratas (60%).

Há claro impacto no consumo básico: 52% reduziram a compra de alimentos, e metade dos entrevistados (50%) cortou gastos com água, luz e gás. No campo das obrigações, 40% deixaram contas vencerem, e 38% suspenderam o pagamento de dívidas ou a compra de remédios.

Preguntas abiertas

  • Qual o impacto de longo prazo do Desenrola 2.0 na inadimplência?
  • Quais as estratégias do governo para lidar com os 45% da população sob forte pressão econômica?
  • Como a aprovação do governo se correlaciona com a percepção do Desenrola 2.0?
  • Haverá novas fases ou programas similares ao Desenrola 2.0?

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This article was originally published by G1.

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