Prefeita de Campo Grande processa Erika Hilton por danos morais
En resumen
- A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, processou a deputada federal Erika Hilton pedindo R$ 15 mil por danos morais.
- A ação se baseia em uma publicação de Hilton nas redes sociais, que a prefeita alega conter afirmações falsas e difamatórias sobre sua gestão.
Resumen generado por IA
Por qué importa
A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, entrou com uma ação judicial contra a deputada federal Erika Hilton, pedindo R$ 15 mil por danos morais. A ação se baseia em uma publicação feita pela deputada em 5 de maio nas redes sociais, que a prefeita alega conter afirmações falsas e difamatórias sobre sua gestão.
Adriane Lopes processou Erika Hilton pedindo R$ 15 mil por danos morais — Foto: PMCG/Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), entrou na Justiça contra a deputada federal Erika Hilton, pedindo indenização de R$ 15 mil por danos morais. A ação tem como base uma publicação feita pela deputada nas redes sociais em 5 de maio.
Segundo a ação movida pela prefeita, o conteúdo reúne uma série de afirmações sobre a gestão dela que, conforme a ação, são falsas e difamatórias. O g1 entrou em contato com prefeitura de Campo Grande e com a assessoria da deputada Erika Hilton, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
🔎 A publicação da deputada faz referência a uma pesquisa da AtlasIntel divulgada em dezembro de 2025, que colocou Adriane Lopes na última posição entre os prefeitos das capitais brasileiras em aprovação e avaliação da gestão. No levantamento, a prefeita registrou 79% de desaprovação. A publicação da deputada foi feita poucas semanas depois de Adriane Lopes sancionar a lei que proíbe mulheres trans de usarem banheiros femininos em Campo Grande.
Na publicação, a deputada apresenta várias suspeitas relacionadas à prefeita Adriane Lopes. Entre elas, estão as de que
Adriane Lopes ocuparia o primeiro lugar no ranking de "pior prefeitura do país";
A prefeita seria investigada pelo suposto desvio de R$ 156 milhões da saúde pública de Campo Grande;
O Instituto Municipal de Previdência teria investido R$ 1,2 milhão de recursos de aposentados no Banco Master;
A lei municipal que proíbe mulheres trans de utilizarem banheiros femininos seria inconstitucional, inaplicável e serviria para viabilizar a violência contra mulheres.
Alcance da publicação
Segundo a ação, a publicação alcançou 60,8 mil curtidas, 3,3 mil comentários, 4,7 mil compartilhamentos e 3,4 mil envios diretos.
O documento também afirma que o gabinete da deputada recebeu uma notificação extrajudicial, com prazo de 72 horas, para apresentar provas que sustentassem as afirmações feitas na publicação. Ainda conforme a ação, Erika Hilton não apresentou documentos, não respondeu à notificação e manteve as publicações no ar.
Na Justiça, Adriane Lopes pede a remoção imediata do conteúdo publicado em duas redes sociais da deputada e solicita que Erika Hilton faça uma retratação pública nos mesmos perfis em que publicou as postagens.
Além da retirada do conteúdo, a prefeita pede:
Indenização de R$ 15 mil por danos morais;
Multa diária de R$ 10 mil caso a Justiça determine a remoção das publicações e a ordem não seja cumprida no prazo de 24 horas;
Multa de R$ 20 mil para cada nova publicação que repita o conteúdo considerado ofensivo sem apresentação de provas.
A petição também sustenta que a imunidade parlamentar não deve servir de "escudo absoluto" para atos ilícitos na esfera cível, especialmente quando as manifestações ocorrem fora do Parlamento e em perfis pessoais, sem relação direta com o exercício do mandato.
Pesquisa colocou Adriane em último lugar entre prefeitos de capitais
A referência ao título de "pior prefeitura do país", citada na publicação da deputada, tem como base uma pesquisa divulgada pela AtlasIntel em dezembro de 2025.
O levantamento colocou Adriane Lopes na última posição entre os prefeitos das capitais brasileiras tanto no índice de aprovação quanto na avaliação da gestão.
Segundo a pesquisa, a prefeita registrou 79% de desaprovação, 14% de aprovação e 7% dos entrevistados responderam "não sei". Na avaliação da gestão, os resultados foram de 66% para ruim ou péssimo, 26% regular, 6% ótimo ou bom e 2% responderam "não sei".
Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
Preguntas abiertas
- Erika Hilton apresentará provas?
- Qual será a decisão judicial?
- Haverá retratação pública?






