Projeto 'Mãos à Obra' transforma vidas em Itapetininga com moradia e emprego
En resumen
- O projeto 'Mãos à Obra', da Igreja Católica de Itapetininga, auxilia famílias em vulnerabilidade social, oferecendo moradia, emprego e reformas.
- Cerca de 100 famílias já foram beneficiadas, mudando histórias de vida.
Resumen generado por IA
Por qué importa
O projeto 'Mãos à Obra' foi criado em 2013 pela Igreja Católica da Diocese de Itapetininga para auxiliar famílias em situação de vulnerabilidade social, muitas sem condições de moradia digna.
A realidade começou a mudar quando eles conheceram o projeto “Mãos à Obra”. Criado em 2013 pela Igreja Católica da Diocese de Itapetininga, a iniciativa auxilia famílias em situação de vulnerabilidade social, muitas delas sem condições de manter uma moradia digna.
"Eu dormi na praça por duas semanas. Aí me falaram do projeto e fui atrás para ver se conseguia alguma coisa. Eu estava na rua. Chegando lá, conversando com ele, me arrumaram trabalhao, me arrumaram casa pra eu morar com a minha família. Conseguiram alguns móveis, alimentação. Tenho muito gratidão", relata Douglas.
Atualmente, a família mora em uma casa cedida temporariamente pelo projeto. Além disso, já conquistou um terreno onde pretende construir a casa própria no futuro.
A conquista emociona Michele Cristina da Silva Francisco, esposa de Douglas, que afirma que a ajuda chegou em um momento decisivo para a família.
"Fico emocionada porque, eu cheguei aqui e não tinha nem roupa para usar, não tinha nada. Aí meu marido foi trabalhar lá, arrumaram a casa para gente, os móveis. Tenho muita gratidão por eles. Quero também realizar o sonho de outras pessoas, que estão hoje no lugar que eu estive um dia", aponta a mulher.
Família que precisou dormir na rua por duas semanas conseguiu ajuda do projeto 'Mãos a obra' e pôde conquistar emprego e moradia — Foto: Paulo Oliveira/TV TEM
Os voluntários organizam mutirões para reformar e até construir casas para famílias que precisam de ajuda. Desde o início das atividades, cerca de 100 famílias já foram beneficiadas.
Solange Manuel Souto Vieira, presidente do projeto, destaca que para algumas famílias uma simples reforma em um dos cômodos já garante melhorias e bem-estar.
"Atingindo assim umas 900 pessoas, mais ou menos, em torno de 12 anos. A gente sente uma alegria muito grande de ver a mudança nas famílias. A alegria. Uma criança que não tinha um banheiro descente na casa, ela olha o banheiro. A família inteira. Esses dias a gente viu uma criança sendo tocada porque o banheiro foi transformado na casa dela".
Atualmente, o grupo responsável pelo projeto coordena três obras em Itapetininga, entre reformas e construções. Uma delas acontece no bairro Vila Mazzei. No começo deste ano, a família moradora procurou o projeto com a intenção de trocar apenas o telhado da casa. Após avaliarem as condições do imóvel, os voluntários decidiram ampliar a ajuda.
Voluntários organizam mutirões para reformar e até construir casas para famílias que precisam de ajuda — Foto: Paulo Oliveira/TV TEM
Além da troca do telhado, a equipe construiu um banheiro e realizou o reboco das paredes. A expectativa é que a obra seja concluída nas próximas semanas.
Todo o material utilizado nas construções e reformas é obtido por meio de doações. Já a mão de obra dos pedreiros e serventes é custeada pelo projeto, que também recebe contribuições financeiras da comunidade.
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Segundo o padre Leonardo Mendes, diretor espiritual do “Mãos à Obra” e pároco da Paróquia Santa Cruz, em Cesário Lange (SP), o projeto também atua em outras frentes para incentivar a autonomia das famílias atendidas, evitando que elas dependam exclusivamente de ajuda.
"São amparadas. Recebem da igreja a assistência que precisam para saírem daquela situação de vulnerabilidade e assim conseguir prosseguir sua vida com dignidade", explica o padre.
A história de Cindicleia de Medeiros Machado é um exemplo dessa transformação. Em 2014, após deixar a prisão, ela recebeu ajuda do projeto para reformar a casa da mãe. Anos depois, conseguiu um emprego e passou a trabalhar com a venda de salgados produzidos em casa.
No fim do ano passado, Cindicleia realizou o sonho da casa própria.
"Maravilhoso. É acreditar no ser humano. Tem ser humano que precisa de uma ajuda, só isso. De um 'empurrão' para retomar e mudar a história. Como foi mudada a minha, eu acredito que muitas vidas mais serão mudadas", celebra a mulher.
Cindicleia de Medeiros Machado recebeu auxílio do projeto após deixar a prisão em 2014. Atualmente, ela trabalha e conquistou a casa própria — Foto: Paulo Oliveira/TV TEM
Preguntas abiertas
- Quais os critérios exatos para seleção das famílias?
- Como o projeto garante a sustentabilidade a longo prazo?







